Caíram ; e os outros ?
Não é rara a modificação de estruturas em edifícios.Pelo contrário, os chefetes, que de engenharia não entendem bulhufas, mandam derrubar paredes e vigas, aumentam salões julgando-se os gênios das reformas prediais. Ainda mais quando as paredes não fazem mais parte da moderna administração. Hoje, a moda são currais, divisórias leves. Esta é a sorte pois o peso é menor.
Quando fui advogada de uma entidade de classe, de profissionais que acham que sabem tudo, da mesma profissão do meu pai,tive a oportunidade de presenciar um dos absurdos dessa questão.
A entidade ocupava metade de um andar. Compraram a outra metade para fazer o auditório e a Comissão de Ética e Julgamento. No espaço para o auditório, derrubaram tudo, fazendo um espaço amplo e corrido. O processo administrativo passou pelo jurídico. Eu fiz meu parecer, sugerindo projeto com engenheiro responsável e relatório fundamentado. Depois, comunicação ao síndico, autorização dos condôminos em ata de reunião própria e registrada em cartório, e ainda fossem tiradas as licenças municipal e do CREA/ES com apresentação do projeto.O presidente ficou nervoso , foi grosseiro comigo, disse que eu estava complicando tudo e, literalmente, engavetou o processo. No auditório foi feito um estrado para palco, mesas, aparelhos de som e cadeiras para cinquenta pessoas. Tudo sob a batuta do presidente. Se houveram protestos dos associados ou dos condôminos, não sei mas a coisa foi feita.
Espero que ele esteja vivo e tenha assistido as reportagens da queda dos prédios do Rio de Janeiro e suas modificações através dos anos. Eu me lembrei porque fiquei tão impressionada com a arrogância do pessoal que tirei xerox autenticada do processo para me salvaguardar no futuro. Ainda bem que não joguei fora, ainda.
Marcadores: licença para reforma., Queda dos edif´cios no Rio. Responsável Técnico



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