quinta-feira, 17 de agosto de 2017

No foco do passado

Museu dos Confederados, em Memphis / Tennessee/ EUA onde ficaram estacionadas as forças separatistas.
                                          Estou ao lado de uma moça vestida como na época.


Uma diferença interessante na formação do povo é como reagem os descendentes dos imigrantes e os dos escravos. Uma diferença básica mas fundamental e que serve para alimentar o comportamento de uns e de outros. Enquanto os descendentes dos imigrantes olham para a frente, os dos escravos estão presos ao passado. Ambos os passados são sombrios mas o sistema insiste em manter na lembrança dos descendentes dos escravos de como aqui chegaram. Enquanto lambem suas feridas, ficam para trás e diminuem a concorrência.

Por esses dias um grupo de malucos resolveu derrubar uma estátua do general mais importante da Guerra de Secessão dos EUA. Parecia a derrubada de estátuas de Stalin ou Sadam Russein. O confronto valeu, também, para desestabilizar o governo federal com mortos e feridos. Mas o interessante é o pessoal do norte, que venceu a guerra separatista, ainda querer valer sua vontade, aproveitando para tirar das tocas grupos extremistas no combate nas ruas, com mortos e feridos na real e na provocação.

Quando eu fui a Graceland, enquanto o pessoal focava tão somente em Elvis, resolvi observar os costumes sulistas. Só eu, por ex, fui ao museu dos Confederados. Coisa pouca e nada acadêmica mas que me deu a ideia que a Guerra da Secessão não acabou. Agora tenho a certeza.

... E o vento levou
                            
                                 

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Feijão no fogo ...

- Papai com Fernando no colo, Maria Inês e eu. Mamãe é a da esquerda.
                                        Em frente a nossa casa em Belo Horizonte -MG.
                       
Uma coisa estranha no envelhecer é ter medo. Saber que o tempo passou e  não ter tempo para repor ou recomeçar, dá um medo tremendo.
Eu nunca tive medo de nada porque a vida estava inteira na minha frente. Infelizmente não sou do tipo que espera ajuda ou conta com alguém para ajudar ou proteger. Quando meu pai morreu, e hoje é a data a ser lembrada na saudade eterna, minha mãe perguntou-me quem iria protegê-la  dali para frente. 

Então, para mim, o pior no envelhecer é a sensação de que algo pode acontecer de repente e não ter tempo para resolver como sempre fiz. Todos passam por isso, na tranquilidade aparece de rompante uma notícia que pega a pessoa e quase a derruba. Alguns caem e não levantam  mas outros tem uma fortaleza que os faz recuperar e ir para frente. Eu não sei se é criação ou DNA mas desconfio que é o exemplo dos que nos são próximos. 

Quando acontecia uma morte repentina ou um  drama qualquer na nossa família, papai dizia:

- Feijão no fogo que os vivos tem que comer.


Papai não interferia na nossa vida a não ser que pedíssemos opinião ou ajuda. Ele dizia que pai é como Deus, só interfere quando é chamado. E tinha razão, mesmo que não seja verdade. Depois que papai morreu eu tenho a eterna sensação que algo falta na minha vida e tenho um aperto constante no peito, esperando algo ruim porque não o tenho para trocar idéias e preciso resolver sozinha.

Nem sei qual o ano que papai morreu porque datas não me interessam mas hoje 16 de agosto é o dia e mês. A vida não tem nenhuma importância porque não somos nada na ordem mundial mas podemos ser lembrados enquanto houver rastro.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Mil vezes não

Homenagem a Elvis Week
                             

Começou a famigerada temporada dos políticos pregarem a imposição do parlamentarismo no Brasil.
Essa gente, desligada do que o povo quer, insiste em um discurso que já foi rejeitado por plebiscito: O povo disse NÃO ao parlamentarismo.  Mas não chega...

Amantes da zoropa e seus costumes, querem copiar o que tem lá. Essa gente não percebeu que a Europa é um continente velho, que mantem-se vivo porque viveram às custas de explorações e desmandos e ainda estão como plainando com os resultados. Durante séculos sempre tiveram como exterminar os pobres, os da classe baixa, ora com guerras de extermínio, ora com bota-fora em imigrações financiadas.
Esse continente é tão velho e depurado na sua população que alguns países sequer tem Constituição. Seus governantes sabem o senso comum e obedecem a ele.

Quem propõe o parlamentarismo no Brasil são os que consideram-se mais cultos, mais sabidos, mais inteligentes, uma forma perversa de tentar impor o que o povo quer. Para eles, o povo não sabe escolher e, portanto, precisa ser monitorado. É pior do que nos tempos da queda da monarquia quando um grupo de SP e RJ deram o golpe, implantando a república. Gente  com os mesmos propósitos de continuar no poder e seus privilégios, controlando o resto da nação, essa gentalha.

Tenho asco dessa gente. Sinto engulhos dos seus discursos falsos, cheios de armadilhas, suas tramas nos bastidores, suas vozes empoladas. Não percebem que o Brasil mal suporta um presidente da república e querem ter duas casas financiadas pelo povo. Não percebem que o mal é a falta de liderança, de proposta de governo, de rumos de nação. Não percebem que o fracasso pode estar na corrupção, nos impostos altos para pagar o mega custo do estado, na criação de uma classe social cheia de diplomas e títulos, recebendo remuneração a anos luz do trabalhador comum mas que não prestam serviço na proporção do seu ganho e das suas responsabilidades. Fazem o Brasil andar a passos de cágado, enquanto o cidadão comum trabalha de Sol a Sol. Literalmente.

Já vi que serei obrigada a fazer muitos textos contra a implantação, a imposição do parlamentarismo no Brasil. E a imposição dessa corja vagabunda não vai aceitar um plebiscito. Que a morte os pegue no caminho até lá, geração que se perdeu e não cumpriu o que foi dela esperado. 

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Sem dó

Em homenagem a Elvis Week
                                     
A cabeça consegue pensar bem ante os crimes do ex governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral? E, se vincular a situação de penúria daquele estado que elegeu esse homem para dois mandatos?
Preocupados com o Carnaval, com o futebol mediano e seus times de massa, esqueceram de prestar atenção no que se passava à sua volta ?

Não acredito que uma população não saiba que seu governador roubava em todas as vertentes do que podia com o seu mandato. Um assalto aos cofres públicos sem precedentes no planeta...
E eleger deputado estadual mais preocupado com ideologias estrangeiras enquanto não reelegia pessoas claramente superiores? Mais reeleição do ladrão público desse calibre?

Há alguns anos, meu filho foi a um show de cantor famoso com um grupo de amigos ao RJ. Todos com pouco mais de dezoito anos. Ficaram apavorados quando, ao identificarem-se, foram parados na entrada. Foram revistados, com PMs passando a mão nos seus órgãos genitais. Meu filho quase surtou e só depois percebeu que era provocação, pretexto armado. Pegaram um deles, um ruivo gordinho de um metro e noventa, levaram para dentro da guarita e deram uns encontrões nele para mostrar onde guardava a droga. Que droga? O rapaz não usava drogas. Fizeram ele tirar a roupa, ficar nu na frente de todos. Revistaram os bolsos, jogaram as notas de dinheiro no chão para depois mandar pegar de volta, abaixando nu. Ao final, depois de vestido, o dispensaram. Nunca mais nenhum voltou a espetáculos de música no Rio. Provocaram reação com desrespeito para levar vantagem. 

Minha sócia no escritório foi ao Rio passar a Lua de Mel. Ela não queria ir com medo da violência mas o noivo disse que iria e ponto. Foram. Na chegada, ao  descer do táxi na frente do hotel, foram assaltados e ele levou uma coronhada na cabeça. 

Um amigo do meu filho que estivera no evento do show, voltou ao Rio a trabalho como delegado da Policia civil do ES. Foi em carro próprio mas armado até os dentes. No meio do caminho foi abordado por um outro carro onde o bandido apontou uma metralhadora. Não sei contar o que aconteceu mas trocaram tiros e ele conseguiu safar-se. 

Quando meu filho vai ao Rio a trabalho porque precisa fazer exame médico de seis em seis meses, ele disse que anda rápido, sem olhar para os lados, com muito cuidado para não esbarrar em ninguém e desloca-se de  moto-taxi. Já ofereceram para ele celular que custa oitocentos , a setenta reais. 

Então, ninguém viu as escolas caindo aos pedaços? O atendimento médico às traças? Não viram os protestos dos médicos e das enfermeiras? Mas encheram os campos de futebol e as passarelas do samba...

A imprensa carioca tão esperta para defender os petralhas e insuflar a baderna não noticiou nada ? O Ministério Público não fez nada sequer quando mataram juízes, delegados honestos e PMs aos mangotes? 
Por que os artistas não fazem um mega show para arrecadar dinheiro para os funcionários públicos estaduais há quatro meses sem receber? Mas juntarem-se para insuflar baderna eles fazem. 
Quando o novo prefeito recusou dar dinheiro para o Carnaval quase invadiram o palácio do governo como se não fosse da iniciativa privada, que lucra com o evento, arcar com o sua realização.

O Rio é a porta do Brasil para o mundo. Através dele somos avaliados com a ótica carioca, doa a quem doer. Defender, esconder as mazelas, não leva a nada. O povo paga pela inércia, velha de anos, precisa acordar para o futuro e não se ofender porque há críticas e desejo de mudança.

Que consigam sair desse embrulho a que se meteram. Eu não tenho nada com isso. E, nem dó... Mesmo porque o carioca diz que o ES só existe para dificultar a chegada ao carnaval de Bahia.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

A ver ? Sim...



Passe alguns minutos, fim de semana, nada pra fazer, vendo algo interessante e bonito!

Bom proveito...

Por trás da transação de Neymar

                                     
Na maior transação esportiva do futebol onde Neymar fez transferência do Barcelona para o PSG de Paris, uma figura transitou por trás sem que a mídia hegemônica desse destaque.

Maxwel é capixaba de Vila Velha/ES, onde estudou no Colégio Marista e seu pai é engenheiro químico, tem uma forja em Cachoeiro de Itapemirim. Escolheu o futebol como profissão e para ganhar dinheiro. Por isso começou em Belo Horizonte de onde foi para o Ajax da Holanda, Milan, Barcelona e PSG. Tudo ganhando os tubos. Não tratou o futebol como recreação nem jogo lúdico. Não se apegou como se torcedor fosse mas cumpriu o papel para o qual foi pago e ganhou todos os títulos.

Ele é filho de uma prima irmã do meu marido e tem o temperamento tranquilo e discreto da família. Assim agiu na Europa. Os comentaristas de futebol de São Paulo ou o ignoram ou o menosprezam. Quando foi convocado para a derrotada Seleção de 2014 eu assisti gente dizendo horrores dele. Tudo infundado. Mas ele não está nem aí para essa gente. E, desconfio que nem para a Seleção. Sua mãe comentou comigo, após a desclassificação, que ele nem se importou, que disse que a Seleção não tinha técnico e nenhum entrosamento. E, tocou a vida pra frente.

Pois bem, em maio ele deixou de jogar futebol e passou a ser executivo do PSG onde ocupa um cargo que capta jogador para o time. Foi ele quem levou Daniel Alves, um italiano que não sei o nome e agora Neymar. 

Fico pasma de como os jornalistas paulistas, tão sabichões, não perceberam como a coisa funcionou, a presença de Maxwel, a forma como tudo se deu. Ficaram preocupados, como pobretões do caramba, com as altas quantias da transação, em julgar o atleta que cuida da sua própria vida e esqueceram de acompanhar como o negócio é feito no futebol da Europa. Preocupados - na cabeça deles - com a perda do time do seu atleta,  esqueceram que Maxwel jogou no Barcelona, foi atuante, campeão e quando saiu o time baqueou. Como pessoa criada em meio intelectual, estudou no Colégio Marista, seu irmão é Cirurgião Dentista, seu cérebro não funciona ( feliz ou infelizmente) como os outros que mal sabem escrever. E, ao deixar os campos passou para o lado dos cartolas. Fala várias línguas, tem a diplomacia no sangue, é honesto, discreto e educadíssimo. Tem as qualidades da família e do capixaba típico.

Duvido que um dia ele volte a morar no Brasil. Com três ou quatro filhas, sair de Paris para morar em Vila Velha? É ruim...

Nada a declarar ?

                                        
O que um blogueiro amador, que escreve sem compromisso ou dono, poderia escrever ante a situação da política nacional? 
Não vai mudar nada na minha vida como está  a situação do país, como nunca mudou.
Ouço falar em pleno emprego, desemprego, gastança no comércio ou falência por pouco consumo mas a minha vida é sempre a mesma. Não confio  em nada que dizem os outros.

Eu disfarço minha vida por conta dos invejosos. Aqui mesmo, no auge dos blogues, os mesmos que me atacavam eu os bloqueei no Face depois que para lá bandearam. As armas em riste, no ataque gratuito, querem a nossa paz. Na vida concreta se dá o mesmo, até com parente.  Se a pessoa não tem como proteger-se dos invejosos prontos para atacar, o melhor é fingir-se de morto, mergulhar fundo. Talvez fingir-se de morto para comer o coveiro.

Um exemplo simples foi um encontro na rua, voltando da praia com minha neta, dei de cara com um advogado que eu não via há mais de vinte anos. Atuamos juntos no Instituto dos Advogados Espiritosantenses, fizemos parte da mesma diretoria que construiu a sede cujo projeto gratuito foi feito por Eldes, meu marido engenheiro arquiteto e urbanista, a meu pedido e que ainda acompanhou as obras. Nossos nomes estão juntos na placa de inauguração. No encontro, em vez de cumprimentar-me, fez uma pergunta estapafúrdia sobre o que eu teria dito a ele em tempos atrás. E isso com raiva e grosseria. Não dei resposta, não tem resposta. Da próxima vez, se eu viver mais vinte anos, passarei sem sequer olhar, para gáudio da minha sanidade mental.

Aprendi com a vida a esperar ataques quando não se tem padrinho ou age em desacordo com o esperado pelo sistema. Atacam como abutres e como se eu fosse carniça. Sei que não é somente comigo, afinal advogo há décadas.

Brasil? Futuro ? Esperar algo afirmativo por conta de política e seus embates escusos? Eu não sei como é em outros lugares mas aqui é guerra diária e defesa constante. Se baixar a guarda, morre de uma forma ou outra, no concreto  ou no abstrato.

Esperar algo do estado ou do resultado da política é melhor sentado.