quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Balançando na rede ...




                     Um exemplo do que é sucesso na internet. Não é meu talento.

Depois que exclui minha página do Facebook é que me dei conta da bobagem que é fazer parte daquela loucura. 
Aquilo ali, para uma pessoa comum, não leva a nada. O tanto de ofensas que a  gente recebe, a falta total de raciocínio e interpretação de texto é de assombrar.
As páginas com milhares de visualizações é de gente que sequer sabe o português correto. Não posso crer, em muitas delas, como é disseminada daquele jeito. 
Vale como um ponto de observação do comportamento humano, de como a humanidade está caminhando.

Os protestos havidos por alguma coisa que o cidadão não concorda pode tornar-se uma rinha total, sem nenhuma interferência. Mas uma simples figura, animada, de criança pode gerar uma punição por suspeita de pedofilia do usuário. Pelo menos foi o que eu li sobre um participante de A Fazenda, na Record, que contou ter sido punido porque colocou um filminho onde uma criança é interpelada pela mãe enquanto se pesa, sobre estar gordinho. Eu vi o filme na minha página e passei batido porque pensei que aquela criança estava sendo despertada para o controle do peso  e que podia gerar uma bulimia no futuro. Isso tem aos montes, absurdos criados e filmados apenas para publicar na rede, expondo as crianças, sem pensar duas vezes.

Eu tive uma página anterior, acho que há dois anos ou menos, onde uma pessoa, suponho, me denunciou em debate político, um petralha, ainda quando a Dilmanta estava na presidência. Não sei se foi excluída ou suspensa porque eu não entendi nada. Ela ficou pendente, sem que eu pudesse acessar, durante um tempo, caindo notificações na minha caixa de email, saturando tudo, até que eu fiz um texto na minha nova página, pedindo que sumissem do mapa, me deixassem em paz.

Então, criei outra página, diferente e evitei entrar em discussão de paulista onde  a mente humana divide-se em direita ou esquerda. Mas não deu para mim.
Eu não tenho discurso feminino, sou direta no meu pensamento, sem mimimi e, percebi, que acabava caindo em páginas onde a maioria é mulher. Parece que o FB imita a vida real, onde homens e mulheres aglutinam-se entre si. E, para dizer a verdade, se me virem em meio a mulher, me tira porque estou maluca: É fofoca, esmalte, cabelo, emagrecimento, aulinha de moral, conselhos para buscar a humildade, Deus prá lá e Deus prá cá, conversa cricri e, pior, animais vestidos e tratados como gente. Tomo distância na vida real, quanto mais na internet.

Na página do Face, existem seguidores desconhecidos e alguns deles são espiões, do FB e sei lá quantos mais, vigiando tudo que você faz. Algumas páginas podem ser bloqueadas por você mesmo mas isso é muito desagradável porque ou a pessoa está ali para divertir-se ou não vale a pena ficar nervoso. Fora as exposições das mazelas pessoais e de família, fotos pessoais  onde a educação manda retribuir uma assiduidade vazia de quem não tem cérebro para entender mais que dois mais dois.

Eu quero aderir a modernidade, fugir do dedo apontado do velho que não consegue acompanhar a história da humanidade, participar do mundo e suas novas tecnologias mas tem coisa que não dá, não soma nada, sendo criado para quem não tem vida útil e precisa ser mais do que é capaz de montar para ela mesma.

2 comentários:

Jacque disse...

Senti sua falta lá no face; vi que vc excluiu sua página, e então resolvi passar por aqui e ver o que aconteceu. Pena, mas se vc está melhor assim, então que seja. Pra poder te ver, vou ter que vir aqui! 😘

Jacque disse...

Jacqueline Luz