quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Toma lá, dá cá...

                                      - Jeff  Young em ação no México


Eu vi um documentário sobre um veterinário que, periodicamente, vai ao México fazer castração e atendimento de animais abandonados nas ruas ou assistência gratuita. As filas são quilométricas. São mil atendimentos por dia, seiscentas castrações em escala industrial. Até suas atendentes trabalham na sequência do preparo dos animais. Um frenesi, em um galpão preparado com os parceiros mexicanos.

Então, percebo que um país é atrasado porque seu povo é atrasado. No lugar onde mostram o atendimento, as pessoas não incapazes de trazer um copo de água, um presente, uma lembrança para os veterinários ou atendentes a título de agradecimento.

Diferente do Brasil onde prestei atendimento gratuito como advogado e recebia até um bombom, frango abatido, sorvete e flor de plástico. Para uma mocinha, quando ela disse que era costureira eu disse que estava procurando uma para fazer uma blusa para mim e não encontrava. Então ela disse que faria e fez. Quando perguntei a ela qual o preço, ela disse que não era nada e não cedeu ante minha insistência. Disse que ficaria ofendida pois estava fazendo seu agradecimento com o que ela sabia fazer.

O mesmo acontecia quando eu ia fazer palestra em favela sobre direito do trabalho ou de família. No final eu recebia até caixa de leite, pano de prato bordado, bolo e biscoitos caseiros.

Não posso generalizar nem lá e nem cá mas a sujeira das ruas, o mato tomando conta de tudo, as coisas sem capricho mostram que lá está bem pior do que aqui. Pelo menos onde moro porque lá prá cima não conheço.

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