sábado, 19 de fevereiro de 2011

Tortura e morte



Violência contra a mulher não é novidade. Crimes também. Nunca me esqueci de uma menina que morava em uma rua perpendicular à nossa, estuprada e morta. Eu tinha quatro anos . E, isto tem muito tempo!

No entanto, eu acho que ultimamente a coisa anda desgringolando. Não é , exatamente, a morte em si mas a morte por ser mulher. Isto é que quero destacar.

Na cidade de São Paulo as mortes e desaparecimentos de moças impressiona. Elas são torturadas de forma vil apenas por serem bonitas, poderosas e indepentendes. Os assassinos são homens próximos das vítimas e isto é usado para cooptar e cometerem os seus crimes.
Por outro lado, a justiça paulista age como se estes crimes fossem como outros quaisquer, deixando os criminosos livres ou em estado de fuga. Invariavelmente.

Aqui, neste espaço medíocre, quero prestar minha solidariedade às famílias destas moças paulistas, mortas de forma vil por homens, seus circunstantes.Quero ainda protestar pela inércia do Poder Judiciário que não manda prender os criminosos, incentivando o crime contra a mulher ao mostrar indiferença ante costumes tão bárbaros.

Urge uma mudança e a sociedade paulistana não pode ficar inerte mas exigir, das autoridades, uma atitude mais coerente com o papel da justiça.


8 comentários:

J.F. disse...

Magui, alguma coisa precisa ser feita com muita urgência! Está demais! É o império do machismo covarde, impiedoso. Mulher é considerada objeto descartável. É a mais absoluta falta de respeito! Neste último caso, o covardão estava em liberdade condicional porque alguém deu um parecer que ele era inofensivo. Cadê a Justiça? E isso é apenas um caso chocante que a mídia revelou. Fora o que acontece longe dos olhos da imprensa. Fora muita mulher que sofre violência em casa, de marido, de filhos, e fica calada, com medo. Como homem, fico profundamente chocado e envergonhado dessas situações. Torno a repetir: alguma coisa precisa ser feita com muita urgência! Isto não pode continuar apenas como matéria jornalística.

Mudando de assunto, não sei se você viu, na sua postagem anterior, mensagem minha em resposta à sua pergunta, no meu blogue, sobre dificuldade no cultivo de uma orquídea?

Abração.

Jota Effe Esse disse...

Justiça,justiça, justiça, é tudo que esse drama requer. Se Justiça não tem competência para pôr fim a um descalabro tão gritante, que vá plantar batatas, deixe o campo em aberto, pra ver se surge uma solução aceitável. Meu beijo.

Carlos Medeiros disse...

Fui assinante do uol bastante tempo, depois notei um certo descaso e saí, e não me arrependi. Acabei gostando mais do blogspot.

Jens disse...

Oi Magui.
É impressionante o crescimento da violência contra a mulher. Aqui no sul as ocorrências neste sentido são diárias. Parece que estamos vivendo um surto de misoginia (tótóctóc, eu fora!).
Quanto a atuação do Judiciário, é deplorável. Por exemplo, no ano 2000 o jornalista Antonio Pimenta Neves assassinou a jornalista Sandra Gomide com três tiros nas costas. O crápula não aceitou o fim do relacionamento. Foi julgado e condenado mas não foi preso. E, por conta da ação de chicaneiros bem remunerados, nunca será. Outro exemplo: o casal de canalhas que matou a atriz Daniela Perez está solto, flanando pela vida, quando merecia apodrecer na cadeia até o fim dos seus dias. Enquanto isto, a reforma do Código Penal engatinha. É um quadro desolador.

Beijo.

Nanda disse...

Oi, Magui! Estou na UOL há muito tempo e nunca tive grandes problemas. mas conheço quem deteste o serviço e tenha migrado, como você. Que seu novo cantinho te traga novas alegrias e amizades. Sobre violência contra a mulher, Pernambuco é um dos estados com maiores índices; mas não tem mídia e continua tudo como sempre. Beijos.

miguel disse...

É Magui, a coisa é seríssima, mata-se e o povo continua exigindo apenas futebol, samba e cachaça. São inúmeros os casos de presos privilegiados por bom comportamento que saem da prisão em ocasiões especiais, e que voltam a delinquir, casos graves como este último de SP. Para sua soltura é apenas elaborado um levantamento numérico e estatístico sobre seu comportamento prisional, esse indivíduo não passa por uma reavaliação psiquiátrica, o comportamento, por incrível que pareça, é o mais importante. Ficou muito bom teu novo espaço. Meu beijo.

DO disse...

Posso estar enganado,mas não vejo uma particularidade pelas vitimas serem mulheres.A violencia, de uma forma geral, está demais em todos os lugares.Fico me perguntando se nos rincões do pais as coisas tbem não estão assim,mas nada se noticia,muito menso se apura.
De qualquer forma,vou procurar estar mais atento nestas especificidades.
bjo

Blog do Beagle disse...

Faço questão de me solidarizar com seu protesto e de engrossá-lo, diante da inercia e incompetência do Judiciário. A polícia faz o que pode e prende o bandido. A Justiça o solta, sem mais nem menos... Bjs. Magui. Elza