sábado, 18 de junho de 2011

A Copa de 2014 ou Hospitais

O pequenino também pode
            
Enquanto os preparativos para a Copa de 2014 vão sendo providenciados, lemos verdadeiras pérolas do, aparentemente, óbvio. Uma delas é sobre a inversão de valores quando se empregará bilhões em infra estrutura e estádios para os eventos. Na cabeça de certas pessoas o dinheiro deveria ser empregado em hospitais e escolas. Não sabem que saúde e educação não passam apenas  por escolas e hospitais.

Estas mesmas pessoas não perdem tempo em falar  da Bolsa Família.Acham que o parco dinheiro fornecido para os miseráveis é para suprir apenas sua sobrevivência. Mas através dela e em monitoramento,o poder público pode chegar até às famílias de baixa renda  ou detectaram os problemas de saúde  e evasão escolar.

Sempre me admirei das eternas filas do SUS com pessoas gordas e doentes. Alguém do governo federal resolveu estudar estas filas. Firmaram convicção que estas  pessoas também estavam ligadas à Bolsa Família. De casa em casa descobriram que a miséria, a alimentação insuficiente ou deficiente, o analfabetismo e a ignorância enchiam as filas do SUS de doentes provenientes destas mazelas.
Então, construir apenas  hospitais para melhorar a saúde de uma nação só pode estar no equívoco das más administrações. Com estas pessoas cadastradas e em complemento, podem vir os planejamentos para aquisição de casa própria, treinamento profissional, alfabetização continuada,educação alimentar e diminuir,como consequência, as filas nos hospitais.

Quanto às obras para os eventos esportivos, com os estádios, virão as infra estruturas, o fornecimento de material que impulsiona a indústria, a criação de milhares de empregos. Mas, o mais importante é o advento do otimismo, da esperança, da crença no futuro de uma massa popular que nunca foi lembrada e, ainda hoje, é esquecida pelos eternos intelectualóides que só se importam com a metafísica importada de que no Brasil nada dá certo.  Para esta gente, o brasileiro é o eterno vilão.É fácil julgar e nada fazer, para  quem sempre teve o emprego garantido e a barriga cheia no aconchego do seu lar  alumiano qui nem graxa



2 comentários:

Claudinha ੴ disse...

concordo. Saúde deve ser entendida como um conceito bem mais amplo e o princípio de tudo é educação. Mas não adianta investir em escolas, por exemplo as casas lousas interativas na cidade do interior, se não há profissionais capacitados para utilizá-las. Sou de progressos, mas de soluções de base simples para depois entrarem com a tecnologia avançada. Criticar é fácil para qualquer um. Aliás tem gente que só faz isso, a vida toda, critica tudo e a todos , do aconchego de sua casa.
Beijo

Lucimere disse...

Eu concordo com quase tudo que vc escreve, tipo, 90% e com o que eu não concordo, acho tão coerente que fico tentanda a concordar (risos). Não que tenha acontecido nesse post... só lembrei.

Falar de barriga cheia é fácil.

bjo