terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Caíram ; e os outros ?

                          
Não é rara a modificação de estruturas em edifícios.Pelo contrário, os chefetes, que de engenharia não entendem bulhufas, mandam derrubar paredes e vigas,  aumentam salões julgando-se os gênios das reformas  prediais. Ainda mais quando  as paredes  não fazem mais parte da moderna administração. Hoje, a moda são currais, divisórias leves. Esta é a sorte pois o peso é menor.

Quando fui advogada de uma entidade de classe, de profissionais que acham que sabem tudo, da mesma profissão do meu pai,tive a oportunidade de presenciar um dos absurdos dessa questão.

A entidade ocupava metade de um andar.  Compraram a outra metade para fazer o auditório e a Comissão de Ética e Julgamento. No espaço para o auditório, derrubaram tudo, fazendo um espaço amplo e corrido.   O processo administrativo  passou pelo jurídico. Eu fiz meu parecer, sugerindo projeto com engenheiro responsável e relatório fundamentado. Depois, comunicação ao síndico, autorização dos condôminos em ata de reunião própria e registrada em cartório, e ainda fossem tiradas as licenças municipal e do CREA/ES com apresentação do projeto.O presidente ficou nervoso , foi grosseiro comigo, disse que eu estava  complicando tudo e, literalmente, engavetou o processo. No auditório foi feito um estrado para palco, mesas,  aparelhos de som e cadeiras para cinquenta pessoas. Tudo sob a  batuta do presidente. Se houveram protestos dos associados  ou dos condôminos, não sei mas a coisa foi feita.

Espero que ele esteja vivo e tenha assistido as reportagens da queda dos prédios do Rio de Janeiro e suas modificações através  dos anos. Eu me lembrei porque fiquei tão impressionada com a arrogância do pessoal que tirei xerox autenticada do processo para me salvaguardar no futuro. Ainda bem que não joguei fora, ainda.

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