segunda-feira, 18 de abril de 2016

República de Curitiba


                        

Juiz de Direito não pode fazer política. É vedado pela Lei Orgânica da Magistratura. Fazer mobilização, pedir apoio para suas decisões, não pode. Sua função é presidir um processo onde correm ações de partes que buscam o  poder jurisdicional para dirimir conflitos. Juiz não é nada a não ser quando decide. E, já basta pois suas decisões são soberanas a não ser quando ainda podem ser reformadas por outros tribunais superiores.

Quando um juiz sente-se ameaçado, aciona a polícia e até as forças armadas. Dá ordens e não pede. Então, não pode sair pedindo apoio até no estrangeiro. Não é sua prerrogativa, não é sua função. Não compete ao Poder  Judiciário.

Portanto, o juiz Sérgio Moro, de primeira instância da Justiça Federal, com foro no Paraná, está errado, no mínimo equivocado. Ele também fere a lei, extrapola quando faz palanques encoberto pela manta de  palestras, entrevistas.
Não é papel do Sergio Moro, deixar de lado sua cadeira de juiz para perambular pelos Estados Unidos da América, pedindo apoio para seus atos. É de  sua competência atuar nos processos. Se tem ajudantes, assessores é firula legal porque não há nenhuma autorização para outra pessoa julgar em seu lugar. 

Não é da competência de um juiz insuflar o povo contra governos, pedir passeata, um milhão de curtidas no Facebook para juntar no processo e ter autorização para qualquer decisão sua. Isso não existe. Isso é coisa de maluco sem noção em país de analfabetos funcionais, um país sem liderança, um país sem rumo.

Suas fotos, mostram uma soberba própria dessa raça de víboras. Queixo pra Lua, olhar autoritário. Eles são assim. Se o Poder Judiciário não fosse tão safado, o Brasil seria outro. São preguiçosos, arrogantes, sentem-se deuses, humilham partes, advogados, escriturários. Decidem fora da lei quando não vão com a cara de uma das partes. Tripudiam, usando seus poderes de juiz. Ora, se são tão soberbos para atingir os comuns, porque não fazem o mesmo quando é um ex presidente da república? Tem provas? Há motivo legal para a prisão? Então faça-o. Sente-se ameaçado? Use as forças armadas do país. Não é politico para arregimentar massas, insuflar paixões, derrubar governos.

O cúmulo foi, nas vésperas da votação pelo encaminhamento do processo do empeachment a ser votado na Câmara Federal, ele sair com quatro seguranças armados para jantar em um restaurante. Deu entrevistas, exibiu-se. Viaja para os EEUU em classe popular e manda tirar fotos para colocar na net. Em plenos dias de trabalho?! Abandona seu posto para fazer auê político. Asco!

Outra coisa é a mulher de juiz. As bestuntas, todas de cabelos pintados e unhas impecáveis de quem é dondoca do excelente salário do marido, acham -se juízas. Comportam-se com a mesma soberba. Se contrariadas usam o poder do marido para tripudiar. perseguir, pedir cabeças. Argh!
Pois o juiz Sérgio Moro apresentou sua loira esposa ao povo, mandou-a  fazer uma página no Face para divulgar ele mesmo. A negrada adorou. O Exército Nacional deu até condecoração como isso valesse algo pois muito canalha ostenta no peito a mesma comenda.

O Velhaco tem o dom da palavra e usou muito bem a expressão República de Curitiba. É um país da esbórnia entre gentes que abrem mão dos seus direitos de cidadão sem ter a mínima ideia que, amanhã, pode ser com ele. Juiz sem freios, sem respeito, vedete, vaidoso, arrogante. A voz mansa, olhar sem expressão me lembra um pistoleiro que fazia cobrança de duplicatas para um cliente meu. Cada vitória, uma marca no cabo  branco, de madrepérola e com destaque de flores, de seu revolver schmidt wesson.

Ressalvo que, eu mesma fiz texto destacando o trabalho de Moro. Mas foi no início, na primeira canetada, quando ainda não tinha sido mordido pela mosca azul.



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