terça-feira, 13 de junho de 2017

Mediocridade rechaçada

                          
Incrível como o cérebro de um corrupto  completa-se  na desonestidade e desonra. Depois de roubarem aos bilhões um povo pobre que paga impostos altíssimos, os mesmos sicários deduram toda a trama e seus comparsas para livrarem -se soltos das prisões merecidas. Não há mérito nas delações mas vontade de sair mais cedo da prisão. Não há arrependimento nem vergonha mas raiva dos comparsas que ficaram fora da punição. Os tentáculos da falha no cérebro, que originou os psicopatas sociais, não dão trégua ao pensamento de levar consigo os parceiros de crimes.

Em nenhum momento essa malta de políticos e empresários pensou no Brasil, em levar desenvolvimento à nação e fazer um país desenvolvido e próspero. Roubaram por impulso como qualquer ladrão vulgar. Não mediram consequências na ânsia de usufruir do dinheiro  de gente miserável, pobre, alijada do conforto que eles desfrutavam e desfrutam.

O Poder Judiciário não pode e não tem prerrogativas para deixar passar nada, nenhum indício, nenhum vestígio dos crimes cometidos por essa escória social. Há de ser implacável, sob pena de inviabilizar o futuro na construção de um país livre.

Os juízes, mesmo com nomes cunhados pelos cargos que ocupam na hierarquia, precisam aplicar a lei como fazem, por exemplo, quando um homem arranha uma mulher defendendo-se de seu ataque. Nesse caso, homens honrados que não cometeram nenhum delito penal são condenados, sem pena, a meses ou anos. Mesmo que não cumpram na cadeia a condenação, não deixam de ter sido punidos por um espirro de mosquito.

A mediocridade pode fazer parte do Poder Legislativo mas é imperdoável no Poder Judiciário.

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