segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Ao final, o descarte

-  Pica-pau no bebedouro do meu quintal
                                

As prévias para as eleições de 2018 já começaram Afinal, as empresas ligadas ao negócio precisam trabalhar e ter renda. Mas não tem nenhuma influência real. Servem para dar notícia e encher lacunas nas empresas afins, nos noticiários, quiçá nos blogs. 

Quando das últimas eleições para presidente dos USA, eu sintonizava a CNN em inglês para acompanhar o que acontecia por lá. Eu desconhecia que a emissora era tendenciosa em favor da candidata Hilary Clinton. Como naquele país existem dois partidos hegemônicos e um sistema incompreensível para mim, eu via os noticiários com a certeza que era real e sério.
No Brasil a tônica é dizer que aquele país é a fina flor da honra e honestidade em tudo e por tudo. Lá os índices de safadeza e corrupção são quase nulos assim como a criminalidade comum. Sempre ressaltando a pior no Brasil, o oposto completamente.

Os gráficos mostrados, os índices, no cantinho direito da tela, mostravam vitória acachapante da candidata democrata. A pose dos apresentadores, naquele tom de oráculo, copiados pela Globo, deixava claro que a eleição estava resolvida.

Um dia, meu filho chegou e me viu assistindo o noticiário e perguntou se eu estava treinando meu inglês. E eu respondi que estava observando os índices de chance de Trump, mais ou menos trinta por cento, e matutando o porque ele não desistia logo para o vexame não ser tão grande.
Nossa conversa foi por essa trilha sem entender como uma pessoa gastava tanto dinheiro, não sendo político, sabendo que ia perder. Especulamos que o dinheiro era tão farto para essa gente que mais um ou menos outro não fazia diferença.

Qual não foi a minha surpresa quando a eleição chegou e os índices foram mudando. Os apresentadores da CNN continuaram a mostrar a Clinton como se fosse ela que estivesse na frente. Eu não entendia porque não conheço as regras das eleições  de lá mas fiquei pior quando Trump foi declarado vitorioso.
O mesmo foi mostrado na posse, como se ninguém tivesse ido na cerimônia pública. 

Eu exponho essa minha experiência para mostrar que a imprensa manipula mesmo estando errada, que pode haver não, exatamente, falta de informação mas jogo de poder e que não salva sequer uma emissora internacional com repercussão no nível da CNN.

E,  os índices de chance do Velhaco, mostrado nessa altura do campeonato, de oitenta por cento a seu favor em uma eleição para presidente da república em 2018, não merecem o desgaste sequer de um subnitrato de um neurônio. Especulação e nada mais, falta de assunto.

Espero que a era dos indicadores eleitorais, descritos em pesquisas tenha acabado. Não somam nada para a nação e para o eleitor. Que não cheguem ao nível de serem descartadas pelos próprios candidatos.


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