domingo, 9 de setembro de 2012

Elvis experience

Uma exposição com seissentos itens referentes a Elvis está em São Paulo. Elvis Experience. Na certa pensei em ir. Pegar ônibus, avião e enfrentar São Paulo, capital. Tudo para ver badulaques, alguns sequer originais e alimentar doença perigosa.Falta o essencial e sobram as cópias embora possa ser vista a guitarra negra.

Só de imaginar que posso ter a mesma doença que a ex, me dá calafrios. Carregar cadáver de ex marido pelo mundo afora não é saudável. Nem para ganhar  dinheiro e receber loas como viúva, que não é.

A exposição, pelo que eu li e vi na mídia, tem a visão da ex, isto é, tudo parado no antes dos  anos setenta, fora da terceira fase, quando tudo ia às mil maravilhas, para ela, e Elvis deixava-se levar no acostamento de sua carreira, enquanto outros transitavam pela estrada principal.

O bom disso tudo é que eu vivi a época e não adianta fazerem nova versão do que aconteceu pois não vou na conversa.

Acho ótimo as pessoas irem, curtirem, viverem a vida mas sacrifício e doença não concordo. O que já vi em Graceland já me satisfez e , hoje, tenho mais o que me preocupar. Não dá despingolar para São Paulo, arriscar levar um tiro para ver coisas que minha memória não vai guardar  vinte quatro horas. Conheci fanáticos, treinados no novo discurso e que avançam em quem se atrever a piscar o contrário ou discordar. É perigoso correr o risco no que não é tão simples assim.
 

Por enquanto controlo os sintomas e busco o equílibrio para não fazer papel de maluca atrás de coisas de quem morreu há trinta e cinco anos. Não dá, é muita cretinice para minha cabeça. A fulana ganha dinheiro, viaja pelo mundo , arruma a cara para reter o tempo que se foi, enquanto o corpo degrada e suas mãos distorcem nas juntas. Isso não traz a vida de volta e o tempo é inexorável. Já foi. Já  fomos. Quem deixa uma Bíblia anotada , manuseada à ser rota,  leiloada ao Deus dará, não merece crédito. É fazer joguete a quem são. Quem se presta, parabéns!

Acabou Priscila, cinquenta e cinco anos é muito tempo. Suas versões estão transformando-se em Histórias da Carochinha. Vai acabar no hospício.

4 comentários:

Lulu disse...

Gostei da sua visão sobre a exposição do Elvis. A ex é uma oportunista que está querendo ganhar dinheiro às custas da memória dele.
E vc ainda teve o privilégio de conhecê-lo. Que emoção!
Big Beijos

Nanda disse...

Como boa libriana, acho que há espaço pra todos: pra quem ainda quer ver, descobrir e se encantar com Elvis e pra quem já conhece profundamente, como você. Boa semana.

Flavia Sereia disse...

Como ele não se casou mais, ela se acha no direito rs
bjs

Anônimo disse...

Oi Magui, quem me dera pudesse ir até Graceland, quis me despencar até São Paulo, e apesar de ter ido ao Elvis in Concert, concordo plenamente que a exposição não é completa, é conveniente apenas pra "viúva". Pertenço a essa geração que ouviu a história pela metade, nasci 6 anos após a morte dele, mas cresci ouvindo seus discos e herdei a paixão. Hoje, após muitas pesquisas sou uma fã verdadeira, adimiro todos os momentos da carreira e muito do lado pessoal, tanto falado hoje. Não morro de amores pela fulana, quando vejo gente dizendo que ele está vivo, fico doida, ele jamais permitiria, ela colhesse os louros pelo talento dele, é obvio!!! Quanto ao leilão da bíblia pessoal fica nítido o descaso com o mais sincero sentimento que ele tinha, ela é uma cretina e a filha, apesar de filha herdou a cretinisse da mãe. Fiquei muito cuiosa pra ler o livro: Child Bride, mencionado em outra postagem sua, não sei quanto do livro tem fundamento, e nem quem é a autora, mas pelo visto é uma leitura e tanto. Parabéns pelas seus textos!!!