segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Corrigindo o português!

                                       - Que maldade !

A internet abriu as portas para o mundo. Qualquer um pode entrar em uma página nas diversas formas de manifestação da nuvem tecnológica. Desde os semi analfabetos, os metidos a sabichões e os doentes mentais. Não faço parte daqueles que consideram que, somente os letrados tem direito de escrever seus textos, sejam eles quais forem. E, em alguns é preciso atenção para entender o que a pessoa quer dizer. Mesmo assim , sou a favor deles. Refiro-me a comentários em textos de qualquer natureza. O importante é que a pessoa está lendo e tentando comunicar-se. Não gosto nada dos  entendidos no idioma a corrigir, debochar e querer fazer valer a correção e o primor na escrita. Fariam melhor se fizessem sua manifestação, corrigindo sem ofender mas ensinando de forma indireta. Houve até alguém, dentro do Ministério da Educação, defendendo a tese de aceitação da escrita disforme como se falando estivesse. A grita foi geral e não prevaleceu.

Mas o insuportável é aquele que cultiva a arte de ser estúpido, grosseiro e azedo na expressão da palavra. Esse não tem perdão. Conforme seja a tragédia do dia, as páginas dos jornais escritos, falados e da internet destilam desgraça, raiva e poder destrutivo. É esse o dia em que não se pode ver nada nos jornais. E, por pior que pareça, melhor é bandear para ver o BBB. Que azar!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Parte com o demônio

Desenho representativo da misoginia do sistema. Aqui o demônio não é a mulher
                                                       
O Poder Judiciário no Brasil é a causa direta da incapacidade do país  sair do atraso, avançar na ética e construir uma nação de verdade. A magistratura é calcada em  gente sem escrúpulos e focada no próprio umbigo. Sua grande maioria pertence a uma classe social acostumada a ter o melhor da produção social e tem certeza ser merecedora. Por pode estudar em melhores colégios, viajar pra cima e pra baixo e ter um meio social mais culto, essa gente tem certeza que os parcos de inteligência ou de chance na vida é inferior, com todas as letras.

O STF dá o exemplo da irresponsabilidade e da distância entre essa classe nefasta e os anseios do povo. Não contente em abrir espaço para indenizar criminosos que sofrem em prisão indigna, agora vem a notícia que o goleiro Bruno, condenado a vinte e dois anos de cadeia, preso há quase sete anos, pode librar-se solto porque sua sentença não transitou em julgado. É sabido da alta periculosidade desse indivíduo e do crime hediondo do qual ele foi coautor, matando a amante com torturas, queimando e desaparecendo com seus restos mortais. Mas o ministro do STF tem certeza que não foi provado o dolo e por sentença sem trânsito em julgado. O escrever rebuscado faz parte para mostrar a distância imposta entre quem está no oráculo e o imbecil que o escuta.

Depois aparece idiota para dizer que é coisa de comunista quando um grupo de miseráveis, de excluídos parte pra cima da polícia quando querem retirá-los da pocilga em que vivem.

Se uma pessoa não tem parte com o demônio, não se atreva em ser magistrado. É condição sine qua non.

Não sabia? KLIKA

O conto que conta

Casa do meu bisavô paterno, Chico Leonel, em Pium-i / MG
                                   
O bom de ser brasileiro da gema é que não assume sonhos desfeitos de quem veio de fora enxotado como cachorro sarnento.

Ouvir contar casos do Brasil sendo construído aos poucos, forja a personalidade e dá respaldo para entender melhor como um país pode ser formado sem precisar copiar o estrangeiro.

Os contadores de causos são importantes porque passam os costumes nas histórias que contam. E meu bisavô paterno era contador de causo. Em um tempo em que não haviam os meios modernos de comunicação e entretenimento, sobrava tempo para a roda na praça ou os saraus nas casas. Também não impede que ainda hajam contadores capazes de reunir em volta deles muita gente presa a capacidade de enredar as atenções. Meu irmão Fernando poderia ter ficado famoso e rico se tivesse tido incentivo porque dava de mil nesses piadistas que aparecem na televisão. Não sei porque não enveredou por esse caminho. Um mistério que ele nunca me respondeu.

Então, cuidado com o que você fala para seus filhos. Especialmente em um momento conturbado onde a corrupção é a tônica. Comparar com o estrangeiro no estágio atual é passar coisa pronta que não tem o brilho do ouro como aparenta ter. Toda nação foi construída aos trancos e barrancos. A diferença de idade de um país para outro conta muito.                                        

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Feche a porta e não olhe para trás

                             

Apenas para informar os  desavisados que o imigrante brasileiro no Japão, se tiver filhos, estes não serão japoneses. Não há como registrar uma pessoa nascida que não seja japonês da gema. Para resolver o problema, o Brasil fez uma lei para os filhos dos brasileiros, filhos estes nascidos no Japão, serem registrados na Embaixada do Brasil como brasileiros. Até então não tinham registro, eram apátridas, sem condição  sequer de estudar, por exemplo.

Não posso crer que pessoas descendentes de estrangeiros, chegados ao Brasil tocados pela miséria, arregimentados por campanha dos governos de origem para imigrarem, como solução da pobreza de seus países, ainda são capazes de admirar esses lugares. Pois, nenhum de nós está aqui porque seus ascendentes eram ricos, letrados e inseridos em uma sociedade,  mantida pela morte e dor de seus excluídos. 

Agora a Noruega, como solução para expatriação de imigrantes, encontrou uma saída à altura de seu lugar no mundo. Está investigando quem mentiu ao entrar no país e se constatar que a razão declarada é falsa, vai colocar para fora os pais que mentiram e os filhos nascidos na Noruega. Rua, porque naquela terra insonsa e nula para a humanidade, só pode acoitar vestais certificados.

Não contam que seu bem-estar está alicerçado em um petróleo extraído do fundo das águas profundas e pago com a morte ou debilidade de mergulhadores usados e manipulados cientificamente pelo governo associado ao USA. Estes mergulhadores descobriram o embuste após pesquisa e sacrifício próprios. Jamais foram indenizados assim como suas famílias. Tudo abafado a sete chaves. Afinal, vestais não contam no mundo real.

Com todos os nossos defeitos, ainda somos melhores que muita gente amada e elogiada por brasileiro. Saiam mas queimem suas caravelas.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

No fim do arco-iris tem uma cloaca

Foto de Andriça Maia
                                   

Não é quem, é como. É o ponto em que chegou essa república nas mãos de uma gente que se mantém no poder porque se acha com esse direito, revesando entre eles, fatiando desonra.

A Constituição manda repor uma peça do STF, indicando quem for probo e com grande conhecimento das leis. Isso não é aval para colocar gente espertinha com trânsito nos corredores do poder. Do jeito que fazem é impossível um anônimo, estudioso e comprometido com o direito, ser escolhido para fazer parte dos quadros do STF. Escolhem os achistas. Então, na sabatina, ele acha isso, acha aquilo e vira remelexo de opiniões políticas. Tudo transforma-se em uma pantomima disforme de agressões político partidária ou exposição de teorias presas a culturas vetustas e desligadas do país. O Senado da república é antro de bestas sem cérebro.

A ética desapareceu dos quadros do STF porque não é levado em conta o julgador mas o político, amigo dos amigos, do poder, os sabujos da hora. O argumento que alguém foi escolhido, anteriormente assim, não pode prosperar. É argumento de gente ignorante.

Quando eu fui ao Projeto Rondon, em Coari no Amazonas, fiz palestras a pedido do estudante de medicina cujo tema era a importância de filtrar ou ferver a água para beber. O futuro médico não sentia-se seguro para falar em público e pediu-me que o fizesse em seu lugar. A palestra foi no salão da escola e ficou cheio. Expliquei a razão da necessidade de ferver a água, o tempo de fervura e como fazer para voltar a ter oxigênio nela. Falei de várias formas e jeitos. Escolhi as palavras e as formas de expressão. Quando terminei, perguntei se tinham entendido. Então, pedi um e outro para repetir.  Eu mesma voltei a falar e a explicar. Lá pelas tantas uma pessoa pediu a palavra e disse que aquilo tudo era uma bobagem, coisa de lugar longe dali, que sempre beberam água dos rios sem ferver e estavam todos ali sem problemas. Mesmo depois que expliquei, que as filas no posto para atendimento com o doutor, haviam doenças cuja consequência era a verminose contida na água natural, vários passaram manifestar-se, dizendo que sempre foi assim e que continuaria a ser  assim.

Se não houver a cultura da mudança, do buscar o melhor, a evolução da vida e da melhoria em tudo, o avançar na civilização, não seremos uma grande nação. Muito menos haverá evolução do país governado pelo mal exemplo em ética, com poderosos de inteligência limitada, falta de raciocínio e avaliação do futuro, preguiça mental própria dos países subdesenvolvidos.

Lideres da mediocridade e evasão de quem abandonou a esperança.


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

A felicidade está longe do STF

- Brasil para quem é alegre 
                         
Nem sempre moramos em um lugar onde pensamos ou planejamos. Mas já que estamos aqui, precisamos fazer da nossa estada  algo que valha a pena.
Quando vemos fotos da zoropa é sempre prédios antigos, velhos, reformados à exaustão. Há muito é lugar do passado e se não houvesse o Brasil, como outras plagas, aquilo seria inviável. Talvez fizessem novas guerras para matar os gentios.
Comparar Brasil com outros lugares demonstra equívoco total da história e das propostas da formação do novo.
Eu sou contra sair e estudar em outros lugares, a não ser para fazer especialização técnico científica. Mas, para estudar filosofia e derivados periga voltar com visão equivocada de sua própria terra natal.

Como exemplo simples e rasteiro, menciono a petralhada que foi estudar nos EUA com bolsas de estudos pagos pelo povo brasileiro. Quando voltaram, vieram com o discurso afiado do racismo e muitos outros que por aqui não existia. Nem precisava ir lá fora para voltar com a cabeça feita . Bastava ler mais e procurar soluções brasileiras para nossa gente, sem precisar trazer discurso mal adaptado. Quer coisa mais ridícula trazer para o Brasil a especulação racista das origens  de um e outro ? Citar alguém no Brasil como afro descendente, ítalo descendente é de um ridículo beirado a pândega intelectualóide.

Como se não bastasse, essa elitizinha surgida do nada tem a novidade de falar mal do carnaval. Sai do Brasil, talvez a estudar em algum lugar macambuzio e volta mal humorado não concordando com a alegria do povo que faz piada de tudo. Não sabem que o brasileiro é citado no Japão onde existem  exercícios para pessoas rirem mais.  Alemão, o certinho do planeta, tem motivo para não rir porque pesa sobre eles horrores indescritíveis e ainda não esquecidos. Ainda bem que eles tem vergonha embora não possa dar moleza senão eles tripudiam. Minha irmã foi a Polônia e ficou pasma com a tristeza do povo, a forma contrita de andarem nas ruas e chegou a passar mal com o ambiente triste do lugar. Dos USA não digo nada porque é um país imenso e diversificado e também tem proposta do moderno.

O que eu quero dizer é que, o brasileiro que não gosta da vida, não quer construir uma nação e pegar tudo pronto, que o mundo está precisando de serviçais de segunda linha. E, mal falando a língua do lugar, serviço não falta lá fora. Mesmo sendo a morar com casinha merreca mas garantida. Cidadania e inserção? Essa eu não sei se vai conseguir. Não tenho notícias nem de jogador de futebol, ganhando muita grana, conseguir sequer namorar uma moça do lugar. Queiram ou não queiram, melhor trabalhar, planejar, poupar e ler menos sobre o que fazem os ministros do STF.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Carnaval na paz

                                - O Loft para alugar para temporada

Os tamborins já começam a esquentar porque o carnaval se avizinha. Com ele os foliões prontos para pular e esbaldar-se. Mas também vem os chatos, os azedos de roldão, lamuriando como sempre, não gostam da festa.

Para quem não gosta de carnaval e sua cidade vive intensamente a data,  resta sair da cidade e passar os dias em outro lugar. Meus filhos tem um loft para alugar para gente educada porque é completo e foi comprado de porteira fechada de uma decoradora mega caprichosa. É uma beleza. Cabem quatro pessoas porque tem duas camas de casal, no mesmo quarteirão da praia. Vai ser alugado por temporada porque é mobiliado, tem tudo e tudo para uma pessoa ficar muito melhor que em hotel. Dividido por quatro fica mais barato. Minha parentada hospeda-se assim quando viaja, inclusive para o exterior. Alguns lugares pega e devolve a chave com alguém mas nas zoropa, quando sai, deixa a chave dentro do ap e fecha a porta. Tudo para gente civilizada.

Carnaval mesmo existe em poucos lugares. Eu me lembro de uma vez em que fui a Belo Horizonte/MG na data do carnaval e, quando cheguei tinha uma faixa na rua, lá pros lados do Bairro Funcionários, chegando na Praça da Liberdade :
- Silêncio! É carnaval em BH.

Portanto, não sejam azedos de primeira linha, a vida é boa para quem sabe viver. E reclamar demais, dizem, leva ao câncer que é doença dos amargurados.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Não deu para parar

                                        


Generalizar qualquer coisa é perigoso, quanto mais sobre um país imenso e diversificado como o Brasil. Aqui, pela experiência que eu tenho, quase nada ou nada, cada estado da federação é um país com costumes, sotaques, comidas, roupas e forma de expressar. Em alguns lugares uma palavra pode ter um significado diferente. O mesmo deve se dar com o inglês e nos lugares onde é língua oficial. Os idiomas são mutáveis. O próprio português nasceu dos gentios que falavam espanhol e por isso é mais simples, menos rebuscado mas quem conhece  os dois idiomas consegue entender como se fosse único.

Portanto, a forma como o ES e o RJ trataram os terroristas de fardas que se esconderam debaixo das saias das mulheres foi completamente diferente. Eu tenho a convicção absoluta que a forma como as mulheres foram tratadas é o reflexo de como é a mulher fluminense e a mulher capixaba. Para não dizer, os homens de cada estado.

Já descrevi como é a mulher capixaba ( KLIKA ) e como os homens são mansos no domínio delas. E, percebo que o homem e a mulher fluminense respeitam-se mais e invadem menos os espaços de cada um. Portanto, a reação no RJ quando as mulheres fizeram campana na frente das portas dos quartéis, as lideranças foram mais fortes, a tropa mais bem treinada e independente do comando que não fosse o da sua profissão. Talvez já tivessem o sinal do que aconteceu no ES onde os policiais estão respondendo criminal e militarmente por seus crimes, inclusive as mulheres, e que não foram poucos.

Parabéns PM do Rio de Janeiro, tão injustiçada, tão perseguida porque uns poucos são corruptos e cedem aos bandidos. Mas morrem como moscas e na flor da idade, protegendo a sociedade e deixando um rastro de sangue no coração das suas famílias.
Não cederam à pressão de algumas malucas e , poderão até pagar o preço em suas casas mas foram profissionais e competentes.

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- Ah, você é o Ramos?
- Major Ramos pra você...

Plantando buriti

                                  
Subindo a rua para vir para minha casa, passo em frente a um prédio onde tem uma palmeira que eu suspeito ser um buriti. Pelas folhas e os frutos que caem no chão parece ser um buriti.

Um certo dia, tropeçando nos frutos, espalhados pelo passeio, peguei  três ou quatro e plantei à esmo, no canteiro, outro em um vaso grande e num vaso pequeno.

O que germinou no vaso pequeno era forte e bonito. Desconheci os outros, esperei pegar e passei para uma lata de tinta que guardei para isso mesmo. Tem dois anos mais ou menos. Está uma planta belíssima e eu já cogito duas saídas: Uma, deixar na lata mais uns dois ou três anos ( se eu viver até lá) ou plantar na calçada  na próxima vez que chover dias seguidos.

Precisa ser em um lugar onde parte da tarde dê uma sombra. Já escolhi, na rua perpendicular à minha, onde o prédio faz sombra no lugar à tarde.

Como diz Pero Vaz de Caminha na Certidão de Nascimento  do Brasil: 
- Nessa terra, em se plantando, tudo dá.

                                        
O mesmo buriti, seis meses atrás.

                                     
                                      
                                            

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Mais uma conta para o povo pagar

- Acabar com isso e dar exemplo de honra ninguém quer
                             

O STF  decidiu que o estado tem que pagar a cada preso de cadeia superlotada e indigna a quantia de dois mil reais, a título de indenização. Só não disse como e nem de onde  tirar. Uma quantia fixa que pode não valer nada daqui uns anos. 
Não é isto o que interessa mas a certeza daquele pessoal que dinheiro dá em árvore e o blá-blá-blá intelectual é coisa séria. Divagam, viajam, navegam na nuvem do nada como se fossem as maiores inteligências desse país. 

Como eles ganham fortunas vindas do dinheiro do povo, não tem noção do quanto custa. Não passou pela cabeça dessa gente que a responsabilidade de fiscalizar é do judiciário em primeiro lugar. O povo que sofre na mão da bandidagem ainda tem que pagar por incompetência dos mesmos venais de sempre e que compõem os poderes da nação. É fácil criar teses, difícil é importar-se com o blá-blá de intelectual. Uma casta que paira acima da nação e só pensa no deles. A responsabilidade na construção da nação é zero.

Fazer planejamento da população, dar escola e exemplo de honra ninguém pensa. O bolso de quem gera emprego e renda e os impostos pagos a 45 % para o estado, por  uma população explorada à exaustão por essa casta imunda, não é levada em conta.

Essa gente que ganha acima do teto constitucional, mora em apartamentos funcionais e tem subsídios até para escola de filhos, é a razão direta do Brasil ser um país injusto, pobre e atrasado.

São uns loucos...

Vista que surge

-  Uma barreira de árvores escondia essa vista até dois dias atrás.
                                

Em um lugar onde é plantada semente e três anos depois está fazendo sombra, cortar uma árvore é ato sem dó nem piedade.

Da varanda da minha casa, no segundo andar, eu via, depois de um lote vago na frente, uma barreira formada por  árvores. Penso que tinham uns quarenta anos.

Esta semana, porque as casas foram vendidas, cortaram as árvores com moto-serra. O barulho durou dois ou três dias. Fiz um filminho e publiquei no Face. Com o fim do serviço eu tive, então, uma visão da Praia Grande completa, do outro lado da cidade.

A natureza está aqui ou lá. Chefe Boran perdeu mais uma oportunidade de pular de galho em galho. Ficou explicado porque o grupo dele ficou muito assustado, no meu quintal e olhando para o lado de lá.

E, ainda tem gente preocupando-se com apropriação cultural.

O covil de Brasília

                                   

Os Poderes da nação brasileira precisam cair na real, sair do Reino de Alice. E, urgente! 
Enquanto fazem troca troca e maquinam benesses, sentados em altos salários, fraudando a Constituição, o povo sofre à míngua.
Governar não é procurar ou criar nichos que escondam ou enriqueçam medíocres que mal abrem os olhos para falar.

Se uma pessoa andar nas ruas verá o número de portas fechadas no comércio. É a falência geral. E, mais do que isso,  é o escoar da esperança de dias melhores. O dinheiro gira na compra e venda e, mesmo quem não é consumista, faz seus gastos diários para viver.

O dólar baixou para quem? Para o exportador que produz e vende seus produtos lá fora? Para o pecuarista que dá emprego para  meia dúzia, passa suas férias no estrangeiro ? Seus impostos sustentam quem, se as dívidas com o Banco do Brasil são sempre perdoadas, escalonadas? A carne boa é separada para exportação e o povo consome o pior dela.

Enquanto o povo precisa encontrar outras formas de vida, reciclar seus sonhos a bandalha de Brasília só pensa em levar vantagem, fugir da impunidade dos seus crimes contra a pátria combalida.


Comentário de Sidinea Oliveira no UOL sobre matéria onde desmente título da ONU conferido a Ministra dos Direitos Humanos do governo federal :

É tudo um faz de conta! Faz de conta que temos um governo sério, faz de conta que o Congresso legisla para o povo, faz de conta que a quase totalidade dos políticos é honesta, faz de conta que o molusco não roubou, que o Jucá com sua PEC só quer beneficiar o povo. E assim vamos nesse meu Brasil varonil!


Chega, corja de Brasília!

Essa? É boa... KLIKA

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Aqui o bicho pega

Tenho que mostrar isso para vocês que moram fora do Brasil.
As mulheres dos policiais militares fizeram acampamento no ES para impedir que os maridos saíssem dos quartéis para trabalhar.
Foi o caos completo e durou uma semana onde ficamos em cárcere privado. ( Aqui tem, KLIKA)
Então, as mulheres cariocas resolveram imitar. Mas no RJ a coisa é diferente. E foram retiradas na marra. Observem os óculos escuros, impecáveis, na cara dos dois.
Esse Brasil é uma pândega!

                           
                                            KLIKA 

Os macacos do Brasil

Chefe Boran e seu filhote
                                                               

Venho comunicar a vocês, que acompanham a saga de Chefe Boran e seu bando, que nasceram mais dois saguis essa semana.
Os que nasceram em fevereiro de 2015, isto é, há um ano , o pessoal do IBAMA pegou e levou para outro lugar.
Como o grupo chegou a nove integrantes, procurei um veterinário para castrar Chefe Boran. Ele disse que o faria mas precisava de licença do IBAMA. Telefonei para a Secretaria de Meio Ambiente de Guarapari e um técnico, Rivelino, ( A mãe dele é fã do original ) veio aqui em casa, tirou fotos, alimentou e eu mostrei que não havia como não conviver com eles. Pela primeira vez ele viu saguis de tão perto e ficou encantado com o chefe. Ficou de  dar retorno mas não o fez.
Então sumiram dois saguis e  eu pensei que podia ter sido algum maluco para levar  para casa ou vender. Mas minha vizinha aventou a hipótese deles terem sido levados pelo pessoal do IBAMA em resposta à minha solicitação. ( Já disse que o pessoal daqui é hermético e comunica-se por sinais).  Então, cheguei à conclusão que Chefe Boran e a fêmea podem ser irmãos e deixados aqui pelo mesmo motivo.


As crias nascem em setembro e fevereiro. E, não faltou. Eu acho que eles nascem e ficam no ninho uns três dias porque foi o tempo em que a fêmea sumiu. Depois, já aparecem nas costas dos pais, e então  há divisão entre os filhotes. O cara que veio aqui em casa disse que eles são híbridos, mistura de duas espécies, os cara preta e os cara branca e que não deviam, em tese, reproduzir. Mas que estão virando praga.

Uma coisa que eu quero filmar para mostrar a vocês é a troca dos filhotes das costas de um para o outro. Hoje foi uma luta porque eles não queriam sair das costas do Chefe Boran e ele já estava cansado. Muito novinhos.

Em assim sendo e recapitulando: Nasceram os que foram levados que tinham nome de Amoras, depois os Fortinhos, os Pequeninos e agora são Lindinhos porque parecem ser mais bonitos.Dos primeiros que nasceram um morreu e suponho que caiu da árvore. Apareceu com o pescoço torto e depois morto ao pé da árvore. Enterramos nas raízes do Ipê amarelo, junto com Brisa a cadelinha pincher zero, caramelo. O que sobrou pensamos que era fêmea e colocamos o nome de Lili.Quando descobrimos que era macho, mudamos para Lilico. 

Dou notícias .

Brasil pandeiro

                                 - Lição para aprender a tocar pandeiro.

Pior para uma pessoa, é  saber da existência da tecnologia, de formas de civilização de primeiro mundo e não poder participar porque mora em um lugar atrasado. Mas tem coisa pior que  é uma pessoa conhecer os preceitos éticos e ser obrigado a viver em um país onde a cúpula do governo é a ralé moral do país.

O bom é ser ignorante, não ler nada, sequer jornal, não se interessar por política. Ainda mais em um tempo onde as mudanças são grandes e rápidas e as pessoas estão voltadas na busca da sua própria felicidade.  
É esta a constância das mensagens divulgadas e que impulsionam a sociedade. E, como para chegar na felicidade os caminhos podem ser tortuosos, no que os conduz pode haver uma arapuca. A cúpula dos três poderes da nação Brasil é nossa arapuca.

Viver em um país atrasado onde os exemplos e interesses nem sempre são honrados e gloriosos dificulta a sensação de ser feliz. E, o brasileiro reage fortemente contra essa sensação, inventando o maior carnaval do mundo. Se não houvesse essa festa o Brasil já teria explodido como uma bomba atômica.

Deixa a moçada pular, beber e viver a vida. Quando a ficha cair o baque é bem menor. Embora haja muita gente que esqueceu que foi jovem um dia e cultua o azedume da velhice até morrer pelo fel que destila.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Canção do exílio

- Subi e desci essa escada, Maria Ortiz, por década e meia. Ela  vai  dar no forum. Em Vitória/ES
                                      
As punições aos terroristas de farda, escondidos debaixo da saia das mulheres precisa ser exemplar. A repercussão da atitude das mulheres, uma doidas irresponsáveis, repercutiu somente no RJ. É que as populações são muito ligadas, especialmente na área da polícia militar. Muitos PMs do ES são cariocas e não é raro migrantes daquele estado, bem como turistas.

O resto do Brasil não se importa porque ninguém se importa com um estado nanico, merreca que não soma nada na federação. A maior burrada que fiz na vida foi migrar para o ES, saindo de MG. Não acredito que tive a capacidade de amar um homem a esse ponto. Eu que treinei a minha mente a não me apegar a nada, nunca pensei em casar-me, fui capaz de sair de Belo Horizonte para morar em Vitória de mala e cuia porque casei-me. Às vezes penso que foi meu DNA, forjado na imigração de europeus e no antepassado dos bandeirantes que não pensaram duas vezes em mudar de vida e começar uma nova em lugar desconhecido. Como assim? Tenho ânsias de estapear-me.
Minhas amigas que casaram-se com capixabas, na mesma ocasião, todas voltaram, só eu fiquei. Talvez tenha sido porque papai nunca deu cobertura para erros dos filhos. Ele dizia que na frente lá de casa tinha um mata-burros. Mas visitou a fazenda dos pais do meu namorado, na época, para conhecer quem eram, quando viu que meu namoro era para valer. Ele que nunca viajou para lugar nenhum. Dizia para mim que eu estava namorando uma ave de arribação e que eu ia receber o convite de casamento dele quando ele formou-se e foi para Vitória. Não faltou quem me dissesse para não vir para o ES pois minha chance de ter sucesso na profissão era pequena porque o lugar era atrasado e o mundo jurídico muito medíocre. Lugar de pistoleiros e grupelhos ignorantes onde a mulher era nada.
O Brasil não é fácil para ninguém e as diferenças entre a cultura, classes sociais é muito grande mas em certos lugares é capaz de triturar sua alma. Não pude retroagir nem antes e nem depois. 

Tive uma cliente cujo avô era austríaco, tocava violino em uma orquestra de Viena. Ele imigrou para o Brasil e foi morar em Linhares/ES quando ainda havia a Mata Atlântica. Fizeram uma casa quase no meio da mata e ouviam os rugidos das onças pintadas. À noite ele embrenhava pela mata, tocando violino. Morreu em pouco tempo, completamente doido, falando sozinho e dando socos na cabeça.

A vida é olhar para frente mas uma pessoa que vive em um lugar mais adiantado, onde tem suplementos importantes da civilização, não deve ir morar em lugar mais atrasado. Esses imigrantes dos quais sou descendente, saíram de lugares miseráveis onde eram tratados qual lixo. É diferente.
Enquanto meu marido era vivo tudo valia e depois não dava para voltar atrás. Não sei como eu faria hoje e fiz o que fiz porque fiz. A sorte foi lançada e  meu filho mais novo diz que estou presa a uma Belo Horizonte que não existe mais e que Guarapari, se comparada com outros lugares, é o paraíso. Ninguém vive a vida de outro e ele não sabe da missa um terço. Viver em um lugar onde você não tem um parente, uma pessoa com ligação direta, dependendo da boa vontade de um ou outro em caso de urgência e onde a indiferença é a tônica não é coisa para gente com a cabeça boa. Durante algum tempo, depois que meu marido morreu, enquanto meus filhos eram menores, eu tinha medo que alguém me matasse, em uma terra onde isso não é raro,  e que jogassem meu corpo no mangue e ninguém iria me encontrar. Ainda mais com uma profissão exercida por mulher em lugar misógino. Ainda tenho.
Guarapari talvez seja  diferente, é um lugar com gente civilizada mas fiquei exilada em Vitória por décadas. Tenho ânsias de vômito quando me lembro daquele pessoal e da capacidade de ser perverso de sua gente. São os piores turistas de Guarapari, não respeitam nada e nem ninguém. 

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Não a anistia de terroristas

NÃO VAI TER ANISTIA !

Não pode haver anistia para terrorista. Ou o Brasil é um país onde a legalidade impera ou fecha de vez.

Depois do povo ficar a mercê de gente armada, fardada, sofrer o terror, mortes, o medo e o cárcere privado o que falta para ser comparado a uma guerra síria?

Que venham as punições.

O terrorismo no Brasil

- Bem-te-vi, pegando Sol toda manhã.
                                       

A paralisação feita pelos terroristas de farda do ES, escondidos debaixo da saia das mulheres trouxe prejuízo, falências, mortes , vandalismo e cárcere privado. Foi como um toque de recolher, arma da bandidagem dos morros do RJ, mas ordenado pelo braço armado do estado. Usaram a falcatrua para não cumprir a sua função constitucional, burlar a lei e fazer chantagem com o governo. As consequências ainda alastra-se, tornam-se maiores pois espalha-se por outras corporações pelo Brasil às vésperas do carnaval, festa mais popular do país.

A mídia começa campanha para anistiar essa corja mal treinada e feita de gente de segunda categoria. Não conseguiram captar que não são civis. Como a população brasileira é desarmada, pior fica quando essa gente está armada até os dentes e de coturno, que representa a truculência a sujigar o pescoço do povo.

Se querem ser respeitados, que se façam respeitar. Se não tem vocação, que procurem outra profissão. É assim que funciona quando se tem honra, dignidade e noção de seu lugar na sociedade. Há muitas formas de reivindicar melhoria salarial mas, com certeza, não é com metralhadora na cabeça do povo e do governo.

Não há como cogitar anistia para essa gente. Se isso ocorrer rasquem-se as leis nessa bagaça. Crime é crime para todos e devem ser punidos. Que o governo não brinque com o povo e iguale-se a essa gente terrorista que usou tática de guerrilha mas é fardada e usa armas e recebe pelo trabalho, pagos pelo povo que eles escarraram na cara.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Mamãe eu quero !

                                         


Assim são as  mulheres daqui do ES.  Não sei como são dos outros lugares mas quem manda nessa bagaça são elas. Engana quem pensa que as mulheres em frente dos portões dos quartéis do ES estão cumprindo ordens de seus maridos. Não é verdade. Elas mandaram que eles pedissem aumento. Vou relatar alguns casos para exemplificar como comportam-se:

Uma conhecida minha disse certa vez, chorando, que suas amigas moravam em ótimos lugares e a casa dela era humilde demais. Depois disse que obrigou o marido engenheiro a participar de falcatruas para ganhar mais e poder comprar uma apartamento melhor para o casal. Mais tarde, como o marido recusou a ser corrupto e até mudou de emprego, arrependido e para ficar livre dos vagabundos, ela o trocou por um grande executivo de uma empresa de aviação que, afinal, faliu. Eu a perdi de vista porque ao amasiar-se com o executivo paulista, mudou-se para lá. E, não foi a única. 

Todos sabem dos índices do ES quanto à violência doméstica. Por aqui, se o homem não anda na linha, a mulher o denuncia por violência doméstica. Isso inclui auto lesão, contrariedades que trouxeram sofrimento ou voz alta com palavrões. Tudo sem provas e aceite do BO até a confirmação da sentença. Se o cara sai de casa elas o esperam no meio da rua e, quando o encontram, começam a gritar socorro, rasgam a roupa e o cara é algemado e preso no meio da rua. Se não tem dinheiro para pagar fiança passa Natal, Ano Novo o que for na cadeia. Em alguns casos, quando o oficial de justiça chega para notificar o cara, já em processo criminal, encontra o casal junto e abraçado. Delegadas, promotoras de justiça e juizas são todas feministas raivosas e tratam o camarada qual bandido, desconhecendo qualquer defesa. Dentro do Tribunal de Justiça tem Comissão de Defesa da Mulher. É mole?

Em um namoro, se o cara quer terminar, é comum a mulher quebrar o carro dele, jogar pedra nas janelas, esperar na rua e fazer escândalo. Um médico recebeu um telefonema da ex, dizendo que a polícia estava indo para prendê-lo mas se ele voltasse para ela, tudo ficaria bem.

Portanto, eu não tenho dúvidas que os policiais militares do ES são todos dominados por suas mulheres. Basta ver a cara delas na foto. São autoritárias, exigentes, fúteis só pensam em cabelo pintado, unhas e roupas. São criadas para o casamento, ter filhos aos quais se apegam como mães extremadas, os filhos são propriedade delas. 
Como por aqui, uma mulher sem um homem, seja em casamento ou juntada, não é nada, o comportamento delas pode ter origem nisso. Defesa de território e do macho.

No caso da paralisação dos terroristas de farda escondidos debaixo da saia das mulheres,  o erro fundamental é a má formação dos militares. Talvez não tenham captado que não são civis. Tomara que nunca precisemos deles para defender o Brasil. Vão esconder-se debaixo das saias das mulheres. Das mães é certo...

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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Mulher no volante

                              
Ninguém pode falar que conhece o Brasil. Um país tão grande e diversificado? Duvido. Vou contar o que passei em Ecoporanga, cidade ao norte do Espírito Santo. É certo que foi há dez anos. Mas tirem suas conclusões.

Eu saí de Vitória/ ES, a trabalho, com carro do patrão, FIAT Uno, um ponto zero. Para não ter despesa  com pagamento de motorista, eu fui dirigindo. Segui em frente a caminho de uma cidade que eu não conhecia. Quase trezentos quilômetros. Um solão de rachar e sem ar condicionado no carro. Saí cedo e fui direto, sem parar. Na ida, foi tudo bem.

Ao chegar na cidade, parei em um sinal, em uma pracinha. Então ouvi vozes masculinas, gritando palavrões e palavras como piranha, vagabunda, puta, vai pro tanque lavar roupa, vai esquentar barriga no fogão. Eu fiquei espantada e pensei a quem eles xingavam tanto. Procurei, olhei prum lado, outro e vi à minha direita um grupo de homens me olhando. Começaram a fazer gestos obscenos, bater nos órgãos genitais. Então eu, pasma , percebi que era para mim!
O sinal abriu e eu fechei a cara e olhando em frente  segui, debaixo de assobios e apupos.

Logo em frente vi um posto da polícia militar. Parei, desci e  entrei. Tinha dois rapazes de farda. Um sentado a uma mesa e outro de pé. Dirigi-me ao que estava de pé, dei bom dia e perguntei se, por gentileza, podia dizer-me como chegar à delegacia. De forma grosseira, perguntou-me se ali era posto de informação. Respondi que eu era advogada, de Vitória  e precisava chegar até a delegacia. Ele disse que eu perguntasse alguém na rua porque ali não era posto de informação para atender advogado e não tinha obrigação de saber. Aí o bicho pegou. Disse a ele que eu era de fora, não conhecia a cidade, pensei que a policia seria o melhor lugar, mais seguro e confiável para informar-me, que ele estava sendo grosseiro, que era o caos a polícia militar não saber onde ficava a delegacia e qual é o seu nome, por favor. Antes dele responder, o que estava sentado, levantou-se, chegou até à porta e mostrou-me como chegar à delegacia. Parabenizei o rapaz pela educação, agradeci e fui embora. Ufa!

Ao chegar na delegacia para entregar uma Queixa Crime, havia um homem sentado, atrás de uma mesa de recepção. Apresentei-me como advogada e perguntei a quem entregar minha peça, se eu podia falar com o delegado. Ele respondeu, muito grosseiro, que era investigador, que se eu era advogada, devia saber que ele podia receber minha Queixa Crime, que nem precisava ser por escrito mas fazer um  BO. Perguntei se o delegado estava. Ele respondeu muito bravo que o delegado não estava. Pedi a ele que recebesse minha peça, carimbasse o recebido na cópia. Perguntou de que se tratava e quando respondi ficou ensandecido e recusou-se a receber. Eu, sem entender nada, perguntei qual o seu nome e se recusasse queria que ele me desse um documento com a recusa. Então, ele pegou a petição, leu, olhou para mim fixamente por alguns minutos, recibou a cópia, agradeci e voltei para o carro.

Saí da cidade, de volta, rumo a Vitória, pelo mesmo caminho. Lá fui eu pela estrada quando percebi um carro vermelho atrás, com os faróis piscando muito.  Ele emparelhava comigo mas não ultrapassava, voltava para trás e ficava colando na minha rabeira. Eu não estava com as portas mal fechadas, não estava de farol aceso, não havia nada por perto. Então percebi que poderia ser um assaltante, um perigo e entrei em uma estradinha de terra à minha direita e segui até sumir a estrada principal. Esperei um pouco.Voltei e segui em frente.

Pouco depois apareceu um caminhão que começou a forçar para que eu aumentasse minha velocidade, colando na minha traseira. O carro em que eu estava não era meu, um carro de baixa cilindrada e eu não faria e não fiz mais de noventa ou cem. Uma pista de ir e outra de voltar, isto é, duas pistas. Então, entrei no acostamento para dar passagem ao caminhão. 
Parei o carro para dar um tempo. Quando voltei, ele estava me esperando lá na frente. E, começou o terror. O cara acelerava na faixa pontilhada e diminuía na contínua. Ou vice versa. Quando eu tentei ultrapassar ao que ele diminuiu o passo de cágado na faixa pontilhada, ele acelerou e vinha outro carro. E fomos assim por alguns quilômetros. Então, percebi que ele  tinha diminuído na faixa contínua. Meti o pé no acelerador e... Na frente era um posto rodoviário e tinha um guarda que apitou para eu parar. O motorista do caminhão deu uma buzinada longa e se foi. 
O guardinha me mandou descer, me deu uma bronca porque ultrapassei na faixa contínua, sem diminuir a velocidade na frente de um posto rodoviário.

Então eu tive um ataque de raiva. Sapateei no chão, de verdade, dizendo que eu estava sendo perseguida pelo caminhão, que tinha acelerado para me proteger, que não podia ser multada, que a lei me permitia tomar decisão contra a lei para me proteger de um perigo. O rapazinho não quis saber e baixou a multa. Eu comecei a falar pelos cotovelos, dizendo que ele não estava entendendo, que devia ir atrás do cara, relatei rapidamente o que ele fez. Como ele  não se abalou eu parei uns minutos  para me acalmar e antes de entrar no carro disse que ele se preparasse porque iria acudir um desastre ainda naquela tarde, porque eu ia fazer mais de cem e pegar o cara lá na frente. Ele respondeu que eu tivesse calma, fosse com cuidado para não ser multada novamente.

Quando a multa chegou e o patrão quis que eu pagasse eu respondi que não ia pagar nem com revólver na cabeça.