sábado, 14 de março de 2015

Manifestações contra o governo petralha

                                     
-Não dá meeeesmo !


Planos, convocações, banners e filminhos criativos. Mas já decidi. Não vou fazer passeata. A mistura de interesses, alguns escusos, equivocados, não me apetecem. Ainda sou a favor da organização popular, através de entidades e debates dos interesses. Sair como gado tangido a berrante, tocado por desconhecido e , muitas vezes desafinado, não é comigo. Sou muito organizada e prática. Prefiro ficar de fora, porque o que tem de acontecer vai acontecer. Essa gente prefere sair de vez em quando a fazer parte de uma entidade, reservar um dia da semana para organizar-se politicamente. É muito simplório para a minha cabeça. Acredito em entidades organizadas, fortes e na pressão que podem fazer. 

A apuração da corrupção e eventual punição dos culpados está nas mãos da polícia e do judiciário. Este sim me preocupa, este sim é responsável pela corrupção. Pois não vimos como se comporta essa gente ante as notícias dos juízes do Eike Batista? E, não é exceção. Quer coisa mais espúria do que as partes ficarem preocupadas se o juiz de sua causa pode decidir porque atende pedido de algum figurão? Quer coisa mais absurda a magistratura aderir campanha política? Um exemplo, é a campanha contra a violência à mulher. Juiz julga com base nos autos. Combater a violência é aplicar a lei. Não permitir a impunidade é não julgar à esmo. Atender campanha política cabe a outras esferas.

Não nasci para ser massa de manobra e tenho minha convicção absoluta que o Brasil é como é por conta do Poder Judiciário. Atacar o Poder Executivo é muito simplório. Quem quiser atacar Dilma e os petralhas arrastando os pés no asfalto, que o faça. Eu não vou. Feliz ou infelizmente, não nasci para ser mandada. Daqui uns anos, essa gente vem contar como foi e não identificamos bulhufas da verdade.

Nenhum comentário: