segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Politicamente correto, a patrulha

                                 


Quando eu era adolescente, ia para casa do meu tio Ovídio, casado com a irmã de mamãe, Tia Mimita , para conversar com ele sobre vários assuntos. Ele era desembargador aposentado pelo estado de  Goiás e foi o mais novo do Brasil, quando nomeado. Também, eu lia poesias enquanto Tia Mimita tocava Deboussy ou Chopin no piano de meia calda. Foram dias memoráveis.
Quando eu me formei, ele presenteou-me com seu anel de grau por ter sido a primeira sobrinha a formar-se em Direito. E, pasmem, alguém entrou no meu apartamento em Belo Horizonte e roubou o anel que estava em uma caixinha de jóias de estanho, antiguidade que Eldes me deu. Quando fui pegá-lo para ir a uma audiência não estava lá, nem minha pulseira de pedras brasileiras que eu havia comprado quando professora, a prestação, aos dezoito anos. Nunca soube quem foi mas, seguramente foi da família pois nenhum desconhecido entrava na minha casa, muito menos no meu quarto. Até hoje não me conformo com essa maldade sem tamanho.

Pois bem, em uma dessas visitas ele emprestou-me um livro sobre os costumes da Suécia.O livro havia sido escrito nos anos sessenta. 
Havia um capítulo sobre a liberdade sexual daquele povo. E, naquele tempo, duas mulheres ou dois homens não podiam hospedar-se no mesmo quarto de hotel. Um casal podia hospedar-se sem dar satisfações mas dois do mesmo sexo não. 
Eu guardei bem essa parte porque eu viajava com minha amiga Heleninha, minha amiga de infância e vizinha, crescemos juntas como irmãs da mesma idade, e, ficávamos no mesmo quarto de hotel. Nem tinha cabimento, duas moças ganhando merreca, pagar por dois quartos. Passávamos o fim de semana em Nova Almeida, ES só para irmos à praia. Fiquei horrorizada com a maldade no julgamento do comportamento das pessoas, levado para a sexualidade, quando amigos são meros amigos.

Pois agora, vejo estarrecida que a moda chegou ao Brasil e diversificada. Se duas crianças dançam música moderna precisam cobrir a menina para que os maldosos não tenham olhares concupiscentes. Se duas pessoas do mesmos sexo são amigas, são parceiras sexuais. As fofocas e o diz que diz estendeu-se para a internet e a mídia decadente e fofoqueira. Costumes desabridos importados dessa gente que se dá de melhor do que nós.

Um exemplo é esse vídeo acima. Eu o compartilhei no Face e um dos comentários foi: - Coitadas dessas crianças! A pessoa defende o Velhaco, prega Fora Temer e considera perseguição do Moro à bandalha petista, um juiz arbitrário que precisa ser afastado com urgência.

Mais um deserviço prestado por essa gente que roubou o povo brasileiro.Não satisfeitos, a implantação do politicamente correto tem os alicerces na maldade humana, nos olhos de quem vê, nas intenções escuras da alma das pessoas. Freud agradece.

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