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quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Queremos a prisão do Chefe

- Eduardo Cunha escoltado pela Polícia Federal
                            

O fosso do castelo dos poderosos foi ultrapassado. Por ordem do juiz federal, responsável pela Operação Lava Jato, um dos políticos mais poderosos desse país, Eduardo Cunha, caído do poder há um mês, foi preso ontem. 

Uma das consequências da ditadura, a mais grave, é  impedir a renovação na política. Com o AI 5, proibindo reuniões e associações classicistas, estudantis ou assemelhados, a liderança permaneceu a mesma ou com asseclas indicados. Prova é o atual quadro político do país. Dominam as atividades políticas as lideranças havidas e cunhadas pela ditadura na certeza de ser intocáveis.

A Justiça Federal foi criada pela ditadura e seus juízes a serviram por muitos anos. Muito recentemente, começaram a desgarrar-se dos interesses dos poderosos e voltar-se para os interesses do estado de direito. 

A prisão de Eduardo Cunha tem muito a ver com a renovação das lideranças. É importante destacar que sua prisão teve origem em Curitiba, Paraná,  por ali estar a competência do juízo da Operação Lava Jato. E, todo estado da federação tem sua Região Jurídica.
Mas, de forma certa, conta muito a competência ser no Estado do Paraná. Se o fosse em São Paulo, Rio de Janeiro , quiçá Minas Gerais, esse pessoal poderia ter saído ileso. A corrupção nestes centros é sedimentada. Os interesses políticos dominam a Região Leste do Brasil e muitos se dão de donos da nação. Não contaram com a grandeza do Brasil e  mantiveram sua hegemonia nos estados que dominam esse país desde a Revolução de 30. E, o Sul do Brasil reivindica primazia e respeito há décadas. Não deixariam passar essa chance. Não deixaram. Não deixarão.

Queremos a prisão do Chefe.