sábado, 25 de janeiro de 2020

Da árvore ao tamborete

E a chuva continua
                                   

O forum econômico de Davos é um evento privado. Não é lugar de debate estatal mas reunião capitalista na essência. Por lá o centro de tudo é o dinheiro e seus caminhos em busca de mais dinheiro. Os discursos dos representantes do dinheiro e dos estados interessados em atrair mais investimento privado não contam.
O dinheiro internacional só vai para onde pode fazer a multiplicação dos pães. O mesmo dinheiro que financiou as caravelas ao Brasil e que oscila nas aplicações conforme recebem as benesses da multiplicação.
Quando os juros chegaram na estratosfera de 25% ao ano, o capital internacional correu para o lucro e contribuiu para o crescimento interessante do capital e do dinheiro em circulação. Até eu ganhei com minhas aplicações. Hoje com 4% ao ano, o capital está desconfiado a ponto de dizer que não está seguro em vir ao Brasil porque não acredita na preservação da Amazônia. Çei...

Mentira que o capital internacional entra no Brasil para investir diretamente em bens materiais ou no progresso.  Ele vem ao Brasil para emprestar dinheiro para a produção e o consumo. E empréstimo lembra agiota. E nem todo agiota está fora da lei, se é institucionalizado. É um castelo de cartas insuflado pelo governo que leva vantagem sobre o dinheiro circulante e dos impostos pagos com o aumento do consumo, feito na base dos empréstimos. Até dos velhos eles levam, nos consignados e na ilusão da geladeira trocada sem necessidade. Mas nada fica a não ser a dívida do consumismo e longe da poupança. E dinheiro não aceita desaforo.

Melhor seria se o país estivesse com  arrecadação real, vinda da produção originada no trabalho do empreendedor, da qualificação, do resultado da criatividade. Sem ser pilhado por impostos a esvaindo-se por inúmeros buracos na economia da mentira e do fausto da aparência. E do enriquecimento ilícito.
O importante é o capital vir para investir em bens e serviços, industrialização e conhecimento, deixar sua marca a olhos vistos e não no abstrato dos números que vão e veem.
Um país progride com o trabalho e a criatividade de seus cidadãos, na qualificação da mão de obra para crescer junto com seu trabalho. Afim de que esta possa construir os seus sonhos em cujo máximo é usufruir das benesses da modernidade e suas tecnologias. Na poupança de seus ganhos pelos quais vivem sem  alimentar o vértice da sociedade em constante aumento das diferenças. E em cuja poupança faz a volta para beneficiar a sociedade, circulando na riqueza construída.

Portanto, Davos é tribunal de condenação às populações  pobres, aos países sem industrialização forte. Tanto é assim que este ano ficaram mais preocupados em dizer que o Brasil não é confiável porque não cuida da natureza. Tudo  para disfarçar,  no pano de fundo, o índice dos juros que não vai engordar as burras como no passado.

Alguém confia em banqueiro? KLIKA
Ou em novos hábitos ? KLIKA

                          

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