sábado, 1 de agosto de 2015

O direito de viver ou de morrer

                                           


Ontem à noite, matei uma lagartixa. Parece que era uma que viveu por ali desde que nasceu. Há meses tento pegá-la mas ela ficou treinada em fugir de mim e sempre escapava. Não tenho nada contra elas a não ser o perigo que representam durante à noite em um quarto, enquanto alguém dorme. Parece que vão entrar no ouvido ou passar na boca do dorminhoco. Nunca se sabe.
Ela estava tão treinada em escapar que chegou a fingir que dormia quando lhe dei uma chuchada com a piaçaba da vassoura.

Já morta, pensei que um dia essa lagartixa pode ser uma das últimas com o direito de morrer com uma vassourada. Como andam as coisas, com a proibição de matar qualquer bicho, não é absurdo pensar no surgimento de algum maluco fazendo passeata a favor da vida das lagartixas. Ou matar um mico é diferente?

Dos cinco saguis que me extorquem três turnos de bananas por dia, sob ameaça de abrirem a geladeira, um desapareceu. Era o mais cuidadoso, não comia na minha mão, sempre esperava a banana colocada longe.

Responde aí: Por quê o privilégio na proteção do mico estrela e o direito de matar  lagartixas?

                                             
Para quem não sabe: - Esse é um calango, fazendo pose para fotografia

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