sábado, 19 de agosto de 2017

Prefiro o grilo

                               - Se mora em Selva de Pedra não sabe    


Não! Você tem que ser solidário. Mas o que é ser solidário com fatos que acontecem onde não conhecemos, com gente que não conheço? Nem sei onde fica ? Nem tenho controle, opinião de nada a não ser o que a mídia diz?

Um dos motivos para uma pessoa ter câncer é a mania de constranger a alma com o sofrimento do mundo. Todas as pessoas que eu conheço e que tem ou tiveram câncer, vivem presas ao sofrimento de gentes e animais. Mas um sofrimento verdadeiro, de apertar o peito.

Uma vez conheci uma mulher, na rua, apresentada por uma amiga. Tão logo, começou a desfiar mazelas, a contar suas doenças, tivera dois tipos de câncer. Sua testa estava marcada por uma ruga em vê, de tristeza, olhar profundo com olheiras. O mundo desabava constantemente para a mulher. Em dois minutos comecei a sentir-me mal diante de tanto sofrimento contado. Não me contive e quando ela fez uma pausa  disse para ela o que eu pensava. Inclusive disse que ela se preparasse porque ia ter outro câncer que era doença dos nostálgicos, dos angustiados, dos palmatórias do mundo. Ela arregalou o olho e interessou-se. Sugestionável ao extremo, escutou com atenção  o que eu dizia, que parasse de pensar no sofrimento alheio, parasse de ler notícia sem importância na vida dela, que curtisse a praia, pegasse Sol, praticasse caminhada, exercício físico. Ouvir Datena e Marcelo Rezende nem com revolver na cabeça. Que não ficasse indo a igreja ouvir pastor dizer que Deus manda e desmanda na vida da gente, que buscasse a alegria, a liberdade e curtisse a aposentadoria, que não tivesse culpa por ser feliz e não ter problemas ... Fiz um discurso chato em um blábláblá de auto ajuda e fui embora, sem antes ouvir uma choradeira em agradecimento. Oh, céus!

Quero distância dos pessimistas dos fofoqueiros do mundo, do levanta poeira da desgraça e da comiseração universal.

Quem pariu Mateus, que o embale.

Atentados contra quem?

Serraria  Horizontina, Belo Horizonte/MG, Século XX. Todos imigrantes espanhóis e italianos. Todos expulsos da Europa pela miséria.
                            
Vamos convir, a Europa apenas paga o preço da soberba. A Europa como continente, como civilização. O povo é mero detalhe pois vive na atualidade mas como consequência da construção dos milhares de anos somados.. 
Quem estudou em boas escolas, quem teve bons professores de história, apenas isso já basta para saber como e porque os povos foram formados, como a Europa expulsou milhões de pessoas, obrigando-os a povoar outros continentes.
Nenhum humano reproduz mais do que o europeu. Povoaram o mundo, mesmo com doenças e guerras constantes a  dizimar outros tantos. A história não contém mentiras nem versões distorcidas para quem tem um mínimo de memória e capacidade de juntar lé com cré. Memória porque é preciso guardar o que já leu com o que lê e cruzar as informações.

A empáfia em afirmar que a cultura européia, em todas suas vertentes é superior ao restante do mundo e a forma como impuseram ao mundo na força, destruindo, matando, dividindo, um dia haveria volta. Não respeitam as culturas que preferem viver de forma simples, sem ostentação, sem Hollywood, sem rock'n'roll, sem Moulin Rouge, sem os messis e cristianos ronaldos, sem as lantejoulas da civilização.

Tem a petulância de afirmar que viver cem anos, morrer velho e capenga em grandes metrópoles e luz feérica é melhor do que viver tranquilo na vidinha quieta do interior, sem  sofisticação.

A Europa inventou a discriminação em suas regras, organizações e imposições de todo calibre. Se não fizer o que dizem suas filosofias, desenhadas por gente que teve a capacidade de generalizar a humanidade na proporção das redondezas do seu umbigo, o desprezo, a separação, o bota-fora cai impiedoso no flanco dos excluídos, tratados  como sementes podres.

Não tenho pena nenhuma dessa população arrogante, que tem conforto porque colocou para fora quem podia dividir o mesmo pão. Se sobrou mais para essa gente é porque levaram vantagem na luta contra o miserável. A doutrinação cristã, imposta no ocidente, vingou e esta é uma grande sorte. Se Jesus não houvera ter força não seria somente os muçulmanos a cortar cabeças.

Para saber? KLIKA

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

No foco do passado

Museu dos Confederados, em Memphis / Tennessee/ EUA onde ficaram estacionadas as forças separatistas.
                                          Estou ao lado de uma moça vestida como na época.


Uma diferença interessante na formação do povo é como reagem os descendentes dos imigrantes e os dos escravos. Uma diferença básica mas fundamental e que serve para alimentar o comportamento de uns e de outros. Enquanto os descendentes dos imigrantes olham para a frente, os dos escravos estão presos ao passado. Ambos os passados são sombrios mas o sistema insiste em manter na lembrança dos descendentes dos escravos de como aqui chegaram. Enquanto lambem suas feridas, ficam para trás e diminuem a concorrência.

Por esses dias um grupo de malucos resolveu derrubar uma estátua do general mais importante da Guerra de Secessão dos EUA. Parecia a derrubada de estátuas de Stalin ou Sadam Russein. O confronto valeu, também, para desestabilizar o governo federal com mortos e feridos. Mas o interessante é o pessoal do norte, que venceu a guerra separatista, ainda querer valer sua vontade, aproveitando para tirar das tocas grupos extremistas no combate nas ruas, com mortos e feridos na real e na provocação.

Quando eu fui a Graceland, enquanto o pessoal focava tão somente em Elvis, resolvi observar os costumes sulistas. Só eu, por ex, fui ao museu dos Confederados. 
Coisa pouca e nada acadêmica mas que me deu a ideia que a Guerra da Secessão não acabou. Agora tenho a certeza.


... E o vento levou
                            
Interessante? KLIKA
                                 

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Feijão no fogo ...

- Papai com Fernando no colo, Maria Inês e eu. Mamãe é a da esquerda.
                                        Em frente a nossa casa em Belo Horizonte -MG.
                       
Uma coisa estranha no envelhecer é ter medo. Saber que o tempo passou e  não ter tempo para repor ou recomeçar, dá um medo tremendo.
Eu nunca tive medo de nada porque a vida estava inteira na minha frente. Infelizmente não sou do tipo que espera ajuda ou conta com alguém para ajudar ou proteger. Quando meu pai morreu, e hoje é a data a ser lembrada na saudade eterna, minha mãe perguntou-me quem iria protegê-la  dali para frente. 

Então, para mim, o pior no envelhecer é a sensação de que algo pode acontecer de repente e não ter tempo para resolver como sempre fiz. Todos passam por isso, na tranquilidade aparece de rompante uma notícia que pega a pessoa e quase a derruba. Alguns caem e não levantam  mas outros tem uma fortaleza que os faz recuperar e ir para frente. Eu não sei se é criação ou DNA mas desconfio que é o exemplo dos que nos são próximos. 

Quando acontecia uma morte repentina ou um  drama qualquer na nossa família, papai dizia:

- Feijão no fogo que os vivos tem que comer.


Papai não interferia na nossa vida a não ser que pedíssemos opinião ou ajuda. Ele dizia que pai é como Deus, só interfere quando é chamado. E tinha razão, mesmo que não seja verdade. Depois que papai morreu eu tenho a eterna sensação que algo falta na minha vida e tenho um aperto constante no peito, esperando algo ruim porque não o tenho para trocar idéias e preciso resolver sozinha.

Nem sei qual o ano que papai morreu porque datas não me interessam mas hoje 16 de agosto é o dia e mês. A vida não tem nenhuma importância porque não somos nada na ordem mundial mas podemos ser lembrados enquanto houver rastro.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Mil vezes não

Homenagem a Elvis Week
                             

Começou a famigerada temporada dos políticos pregarem a imposição do parlamentarismo no Brasil.
Essa gente, desligada do que o povo quer, insiste em um discurso que já foi rejeitado por plebiscito: O povo disse NÃO ao parlamentarismo.  Mas não chega...

Amantes da zoropa e seus costumes, querem copiar o que tem lá. Essa gente não percebeu que a Europa é um continente velho, que mantem-se vivo porque viveram às custas de explorações e desmandos e ainda estão como plainando com os resultados. Durante séculos sempre tiveram como exterminar os pobres, os da classe baixa, ora com guerras de extermínio, ora com bota-fora em imigrações financiadas.
Esse continente é tão velho e depurado na sua população que alguns países sequer tem Constituição. Seus governantes sabem o senso comum e obedecem a ele.

Quem propõe o parlamentarismo no Brasil são os que consideram-se mais cultos, mais sabidos, mais inteligentes, uma forma perversa de tentar impor o que o povo quer. Para eles, o povo não sabe escolher e, portanto, precisa ser monitorado. É pior do que nos tempos da queda da monarquia quando um grupo de SP e RJ deram o golpe, implantando a república. Gente  com os mesmos propósitos de continuar no poder e seus privilégios, controlando o resto da nação, essa gentalha.

Tenho asco dessa gente. Sinto engulhos dos seus discursos falsos, cheios de armadilhas, suas tramas nos bastidores, suas vozes empoladas. Não percebem que o Brasil mal suporta um presidente da república e querem ter duas casas financiadas pelo povo. Não percebem que o mal é a falta de liderança, de proposta de governo, de rumos de nação. Não percebem que o fracasso pode estar na corrupção, nos impostos altos para pagar o mega custo do estado, na criação de uma classe social cheia de diplomas e títulos, recebendo remuneração a anos luz do trabalhador comum mas que não prestam serviço na proporção do seu ganho e das suas responsabilidades. Fazem o Brasil andar a passos de cágado, enquanto o cidadão comum trabalha de Sol a Sol. Literalmente.

Já vi que serei obrigada a fazer muitos textos contra a implantação, a imposição do parlamentarismo no Brasil. E a imposição dessa corja vagabunda não vai aceitar um plebiscito. Que a morte os pegue no caminho até lá, geração que se perdeu e não cumpriu o que foi dela esperado. 

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Sem dó

Em homenagem a Elvis Week
                                     
A cabeça consegue pensar bem ante os crimes do ex governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral? E, se vincular a situação de penúria daquele estado que elegeu esse homem para dois mandatos?
Preocupados com o Carnaval, com o futebol mediano e seus times de massa, esqueceram de prestar atenção no que se passava à sua volta ?

Não acredito que uma população não saiba que seu governador roubava em todas as vertentes do que podia com o seu mandato. Um assalto aos cofres públicos sem precedentes no planeta...
E eleger deputado estadual mais preocupado com ideologias estrangeiras enquanto não reelegia pessoas claramente superiores? Mais reeleição do ladrão público desse calibre?

Há alguns anos, meu filho foi a um show de cantor famoso com um grupo de amigos ao RJ. Todos com pouco mais de dezoito anos. Ficaram apavorados quando, ao identificarem-se, foram parados na entrada. Foram revistados, com PMs passando a mão nos seus órgãos genitais. Meu filho quase surtou e só depois percebeu que era provocação, pretexto armado. Pegaram um deles, um ruivo gordinho de um metro e noventa, levaram para dentro da guarita e deram uns encontrões nele para mostrar onde guardava a droga. Que droga? O rapaz não usava drogas. Fizeram ele tirar a roupa, ficar nu na frente de todos. Revistaram os bolsos, jogaram as notas de dinheiro no chão para depois mandar pegar de volta, abaixando nu. Ao final, depois de vestido, o dispensaram. Nunca mais nenhum voltou a espetáculos de música no Rio. Provocaram reação com desrespeito para levar vantagem. 

Minha sócia no escritório foi ao Rio passar a Lua de Mel. Ela não queria ir com medo da violência mas o noivo disse que iria e ponto. Foram. Na chegada, ao  descer do táxi na frente do hotel, foram assaltados e ele levou uma coronhada na cabeça. 

Um amigo do meu filho que estivera no evento do show, voltou ao Rio a trabalho como delegado da Policia civil do ES. Foi em carro próprio mas armado até os dentes. No meio do caminho foi abordado por um outro carro onde o bandido apontou uma metralhadora. Não sei contar o que aconteceu mas trocaram tiros e ele conseguiu safar-se. 

Quando meu filho vai ao Rio a trabalho porque precisa fazer exame médico de seis em seis meses, ele disse que anda rápido, sem olhar para os lados, com muito cuidado para não esbarrar em ninguém e desloca-se de  moto-taxi. Já ofereceram para ele celular que custa oitocentos , a setenta reais. 

Então, ninguém viu as escolas caindo aos pedaços? O atendimento médico às traças? Não viram os protestos dos médicos e das enfermeiras? Mas encheram os campos de futebol e as passarelas do samba...

A imprensa carioca tão esperta para defender os petralhas e insuflar a baderna não noticiou nada ? O Ministério Público não fez nada sequer quando mataram juízes, delegados honestos e PMs aos mangotes? 
Por que os artistas não fazem um mega show para arrecadar dinheiro para os funcionários públicos estaduais há quatro meses sem receber? Mas juntarem-se para insuflar baderna eles fazem. 
Quando o novo prefeito recusou dar dinheiro para o Carnaval quase invadiram o palácio do governo como se não fosse da iniciativa privada, que lucra com o evento, arcar com o sua realização.

O Rio é a porta do Brasil para o mundo. Através dele somos avaliados com a ótica carioca, doa a quem doer. Defender, esconder as mazelas, não leva a nada. O povo paga pela inércia, velha de anos, precisa acordar para o futuro e não se ofender porque há críticas e desejo de mudança.

Que consigam sair desse embrulho a que se meteram. Eu não tenho nada com isso. E, nem dó... Mesmo porque o carioca diz que o ES só existe para dificultar a chegada ao carnaval de Bahia.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

A ver ? Sim...



Passe alguns minutos, fim de semana, nada pra fazer, vendo algo interessante e bonito!

Bom proveito...

Por trás da transação de Neymar

                                     
Na maior transação esportiva do futebol onde Neymar fez transferência do Barcelona para o PSG de Paris, uma figura transitou por trás sem que a mídia hegemônica desse destaque.

Maxwel é capixaba de Vila Velha/ES, onde estudou no Colégio Marista e seu pai é engenheiro químico, tem uma forja em Cachoeiro de Itapemirim. Escolheu o futebol como profissão e para ganhar dinheiro. Por isso começou em Belo Horizonte de onde foi para o Ajax da Holanda, Milan, Barcelona e PSG. Tudo ganhando os tubos. Não tratou o futebol como recreação nem jogo lúdico. Não se apegou como se torcedor fosse mas cumpriu o papel para o qual foi pago e ganhou todos os títulos.

Ele é filho de uma prima irmã do meu marido e tem o temperamento tranquilo e discreto da família. Assim agiu na Europa. Os comentaristas de futebol de São Paulo ou o ignoram ou o menosprezam. Quando foi convocado para a derrotada Seleção de 2014 eu assisti gente dizendo horrores dele. Tudo infundado. Mas ele não está nem aí para essa gente. E, desconfio que nem para a Seleção. Sua mãe comentou comigo, após a desclassificação, que ele nem se importou, que disse que a Seleção não tinha técnico e nenhum entrosamento. E, tocou a vida pra frente.

Pois bem, em maio ele deixou de jogar futebol e passou a ser executivo do PSG onde ocupa um cargo que capta jogador para o time. Foi ele quem levou Daniel Alves, um italiano que não sei o nome e agora Neymar. 

Fico pasma de como os jornalistas paulistas, tão sabichões, não perceberam como a coisa funcionou, a presença de Maxwel, a forma como tudo se deu. Ficaram preocupados, como pobretões do caramba, com as altas quantias da transação, em julgar o atleta que cuida da sua própria vida e esqueceram de acompanhar como o negócio é feito no futebol da Europa. Preocupados - na cabeça deles - com a perda do time do seu atleta,  esqueceram que Maxwel jogou no Barcelona, foi atuante, campeão e quando saiu o time baqueou. Como pessoa criada em meio intelectual, estudou no Colégio Marista, seu irmão é Cirurgião Dentista, seu cérebro não funciona ( feliz ou infelizmente) como os outros que mal sabem escrever. E, ao deixar os campos passou para o lado dos cartolas. Fala várias línguas, tem a diplomacia no sangue, é honesto, discreto e educadíssimo. Tem as qualidades da família e do capixaba típico.

Duvido que um dia ele volte a morar no Brasil. Com três ou quatro filhas, sair de Paris para morar em Vila Velha? É ruim...

Nada a declarar ?

                                        
O que um blogueiro amador, que escreve sem compromisso ou dono, poderia escrever ante a situação da política nacional? 
Não vai mudar nada na minha vida como está  a situação do país, como nunca mudou.
Ouço falar em pleno emprego, desemprego, gastança no comércio ou falência por pouco consumo mas a minha vida é sempre a mesma. Não confio  em nada que dizem os outros.

Eu disfarço minha vida por conta dos invejosos. Aqui mesmo, no auge dos blogues, os mesmos que me atacavam eu os bloqueei no Face depois que para lá bandearam. As armas em riste, no ataque gratuito, querem a nossa paz. Na vida concreta se dá o mesmo, até com parente.  Se a pessoa não tem como proteger-se dos invejosos prontos para atacar, o melhor é fingir-se de morto, mergulhar fundo. Talvez fingir-se de morto para comer o coveiro.

Um exemplo simples foi um encontro na rua, voltando da praia com minha neta, dei de cara com um advogado que eu não via há mais de vinte anos. Atuamos juntos no Instituto dos Advogados Espiritosantenses, fizemos parte da mesma diretoria que construiu a sede cujo projeto gratuito foi feito por Eldes, meu marido engenheiro arquiteto e urbanista, a meu pedido e que ainda acompanhou as obras. Nossos nomes estão juntos na placa de inauguração. No encontro, em vez de cumprimentar-me, fez uma pergunta estapafúrdia sobre o que eu teria dito a ele em tempos atrás. E isso com raiva e grosseria. Não dei resposta, não tem resposta. Da próxima vez, se eu viver mais vinte anos, passarei sem sequer olhar, para gáudio da minha sanidade mental.

Aprendi com a vida a esperar ataques quando não se tem padrinho ou age em desacordo com o esperado pelo sistema. Atacam como abutres e como se eu fosse carniça. Sei que não é somente comigo, afinal advogo há décadas.

Brasil? Futuro ? Esperar algo afirmativo por conta de política e seus embates escusos? Eu não sei como é em outros lugares mas aqui é guerra diária e defesa constante. Se baixar a guarda, morre de uma forma ou outra, no concreto  ou no abstrato.

Esperar algo do estado ou do resultado da política é melhor sentado.

domingo, 23 de julho de 2017

O canto da sereia

                                            


Somos uma nação em formação e nossas lideranças são, muitas vezes, forjadas por diretrizes bem intencionadas mas perdidas na interferência equivocada. O Velhaco é uma delas. Nascido nas águas de um tempo turbulento, encaixava com justeza nas teorias comunistas que prega o poder do proletariado. E o que é um proletário? Uma pessoa vinda do nada, de origem na camada mais pobre da população, sem instrução, operário de atividade simples ou  mecanizada, recebendo ordens de superiores e facilmente influenciado por intelectuais instruídos nas teorias sociológicas, prontos para aplicar o que leram e decoraram.

Em uma época em que um operário / sindicalista chegou ao poder na Polônia, um sindicalista que emergiu com o fim da opressão comunista, o Brasil, macaquito de sempre, resolveu copiar a zoropa e cunhou o seu líder operário e sindicalista, conduzido magistralmente pelos intelectuais ávidos em aplicar suas teorias sociais.

O povo, cansado de ser governado por gente vinda das altas camadas sociais que não correspondiam, aderiu à oportunidade de fazer história. Mas não contavam com a astúcia dos manipuladores de sempre, que com pouca resistência para comprar almas e vidas, encontraram então facilidade para jorrar dinheiro nos bolsos de quem nunca teve nada na vida. Não resistiram ao Canto da Sereia.

Com a certeza da impunidade, os petralhas tornaram-se uma gang de ladrões que aliam-se  a outras gangs, formando a maior quadrilha, saqueando os cofres públicos do planeta. Se o dinheiro compra tudo, essa gente conseguiu organizar-se de tal maneira que havia contabilidade definida e sofisticada para pagamento e controle, com adesão internacional. Compraram aqui e lá. 

Quem foi ludibriado, quem escolheu acreditar e apoiar essa gente, pessoas honestas mas teóricas, dificilmente acredita, do alto do seu ego de sabichão, que caiu em uma arapuca. Ou que ficou fora da bolada bilionária desviada dos cofres públicos. Continuam com seu discurso decorado, com formatação feita por toda vida e com sérias dificuldades de deletar tudo e mudar de rumo. Admitir erros não é nada fácil. 
A maquina da inteligência humana é um mistério e a formatação desses brasileiros é a calamidade para a nação. A dificuldade de mudar de rumo levou e leva nações para o buraco. Como admitir que o que aprendeu não é ordem unida de quartel?
Por isso estamos como estamos. A a teoria na prática é outra.  Não amarraram-e no mastro para resistir o canto da sereia.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

O experimento

                                           

O Velhaco sempre mostrou-se um velhaco. Fico pasma como gente tida como inteligente e culta não tenha percebido isso. A menos que o tenham usado para experimento de suas teses estudadas em livros de pensadores zoropeu. Tem muito intelectual nacional que apenas repete o que leu, sem dedução ou adaptação ao que o Brasil precisa. Cópia rasteira de teorias ultrapassadas, escritas por gente que nem sabia onde ficava o Brasil, quando o Brasil sequer era Brasil. Teorias aplicáveis onde havia gente branca, com sociedade definida nas regras e lugares de seus cidadãos. O Brasil não se enquadra nessa categoria. Nosso inimigo não está aqui dentro mas fora, no mesmo lugar em que sempre esteve.

Aqui é preciso  líderes cunhados na mistura de raças, de um Brasil multifacetado, um continente indomável. Um povo que não lê teorias zoropéias,   mas tem influência, inclusive no DNA, da liberdade dos índios, dos negros e dos fugidos da miséria da Europa. 
Diferente dos EUA, não vieram para cá os letrados nem os religiosos cheios de teorias celestes de povo escolhido para ser o maior país do planeta. Brasileiro não se importa em ser o melhor em nada. Ninguém nunca domou o brasileiro porque este prefere viver a vida do que disputar pódios e títulos.

Eis que aparece um Silva, nome introjetado no DNA do brasileiro de origem longínqua , com todas as características de não ser domado pelas teorias intelectuais, supostamente sabendo do que o povo precisava e alia-se ao que de pior existe na elite bandalha, corrupta. Vende-se e entrega o povo para o seu pior inimigo, o capital regido por quem sabe reger dinheiro, o dinheiro  do suor do rosto do cidadão brasileiro apoderado por quem faz dele o deus da compra e venda de almas. Velhaco a medula, usou a velhacaria para em uma trajetória de semi analfabeto, seduzir os intelctualoides sedentos em aplicar o que decoraram nos livros alienígenas e piamente tidos como certos. Todos falastrões regidos na batuta da estupidez e da vaidade da decoreba inútil.

O futuro mostrará que, dificilmente será encontrado na história da humanidade uma história escrita assim. Não existe, não haverá. As conjecturas, as forças antagônicas, um povo manso politicamente porque formado na liberdade do não deus, da liberdade da  sua própria força, do escrever sua própria vida sem cabresto estrangeiro.

Que deixem o curso da  história do Brasil caminhar sem nenhuma interferência ou teoria conhecida. Que reconheçam que não sabem nada e deixem o povo brasileiro emergir para o que quer ser e não para o que querem que ele seja.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Pronto, falei !

- Elvis de branco, o pai Vernon a esquerda e Red a direita 
                         

Preciso escrever sobre Red West que morreu anteontem, dia dezoito, aos 81 anos.
Eu sei que a maioria não sabe quem é esse indivíduo mas eu, como fã de primeira hora de Elvis, sei e quero deixar meu texto sobre esse camarada.

Elvis estudou na Humes Hight School, em Memphis, TN,USA e sofria buling por sua maneira de vestir e pentear. Em uma ocasião, quando foi agredido por  um aluno, foi defendido por outro: Era Red West. Tinham 15 anos. 
Quando Elvis ficou famoso  em 1956, ele foi agredido em um posto de gasolina por um cara e teve que ir ao juiz porque reagiu. Então, decidiu contratar guarda-costas e lembrou de Red West que estava sem fazer nada. 
Quando voltou do exército, Elvis tornou a contratar Red que continuava sem fazer nada. A partir daí Red fez parte de um grupo que acompanhava Elvis e que foi chamado de A Máfia de Memphis.
Elvis fez com que esse pessoal fosse contratado para participar de seus filmes e shows. Red apareceu em vários dos trinta e cinco filmes e algumas músicas dele foram gravadas. Viveu uma vida em Hollywood com mordomias, entre famosos, bem vestido, ganhando bem, aproveitando-se de tudo que Elvis teve. Em enésima foto os dois aparecem juntos. Elvis foi padrinho de casamento de Red, deu a ele de presente  casa, carros, jóias e etc. Enfim, eram como irmãos.

Os EUA são um país esquisito pois Red não foi convidado para a festa de casamento de Elvis em Las Vegas. Se fosse no Brasil, um homem desses nem teria convite, chegava e entrava no casamento e ponto final. Mas Red ficou ofendidíssimo e nunca aceitou as desculpas de Elvis que dizia não ter participado da lista de convidados e nem da preparação de nada. Continuou a trabalhar para Elvis mas maltratava os fãs, tratando-os de forma grosseira a ponto de alguns buscarem ação de indenização. Quando Elvis pedia moderação porque as ações estavam lhe custando caro, Red respondia de forma grosseira. Então o pai de Elvis, Vernon, o demitiu junto com outros dois seus parentes.
Não sei como funcionava ou funciona os direitos trabalhistas nos USA  mas Vernon - o pai de Elvis - não teria pago o que Red exigiu.
Foi então que Red e os outros dois escreveram um livro, detonando Elvis Presley: Elvis, What heppening?
Quando contaram para Elvis, o livro já ia ser lançado. Elvis telefonou para Red e este, entre outras coisas, disse que tinha saído sem nada e precisava de dinheiro. Por isso havia aumentado os fatos porque se escrevesse coisa comum não venderia. Elvis apenas perguntou se era a sua última palavra. Deram entrevistas para televisão, jornais, detonando Elvis de drogado e decadente para baixo. Este ficou devastado, rompeu definitivamente com Red, teve agravada  sua depressão, ficou  a poder de remédios, trancado no quarto, só saindo para fazer shows e morreu três meses depois com quarenta e dois anos. Vou poupar os detalhes porque tem muita coisa, a vida de Elvis já rendeu quase seiscentos livros.

O referido livro está a venda e só quando foi divulgado o resultado da autópsia, trinta anos após a morte de Elvis, é que se tomou conhecimento da condição física e causa da morte de Elvis. Nenhuma droga ilícita, só remédios. Mesmo assim, Red jamais pediu desculpas e ainda usou o nome e imagem de Elvis para continuar a viver até ontem, com sua morte. Um descaramento sem tamanho.
Não se sabe porque Elvis escondeu sua real condição de saúde e nunca contou para ninguém. Preferiu recolher-se no quarto, em silêncio e tudo foi tornado público por garimpagem de jornalistas, médicos  e pesquisadores.

A vida não é fácil para ninguém pois Elvis morreu jovem com quarenta e dois anos e seus detratores viveram até oitenta ou mais. E, agora aparecem fãs desejando que Red esteja junto de Elvis e os outros da Máfia ou os músicos que acompanharam o cantor na sua trajetória musical e que já morreram.

Eu comecei este texto pronta para detonar Red West porque o considero um traidor, um aproveitador mal agradecido, um péssimo indivíduo, descarado, sem vergonha. ( Mineiro tem horror de traidor por influência da Inconfidência Mineira).
Elvis morreu rompido com ele. Não posso dizer que eram inimigos porque não sei se Elvis tinha esse temperamento, parece que não tinha essa índole. Mas rompidos totalmente eu sei. Sei que Elvis preferia ficar trancado no quarto, abandonar uma suposta amizade, sem fazer nenhum comentário, a enfrentar problema ou celeuma. Passava essa tarefa para o  pai e o empresário mas fugia sistematicamente.

Enfim, quero terminar dizendo:

- Que o inferno receba Red West com toda pompa que ele merece. E,  que ele fique no departamento próprio dos traidores dos amigos e que não são poucos.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Os predadores

- Umidade terrível na orla do Oceano Atlântico. A maresia come até vidro.
                                   

O Oceano Atlântico solta suas gotículas nos ares e elas chegaram até aqui. O morrículo  onde moro é resultado de milhares, talvez milhões de anos de sedimentação de poeira de terra e areia, vindas de longe. Isso não é absurdo quando sabemos que a areia do Deserto do Saara chega até a Itália. 

A prefeitura recusa-se a calçar minha rua, que não tem cem metros e começa em uma falésia invadida por um pessoal do Paraná. Inclusive, levantaram um muro, fechando o acesso ao fim da rua que é um barranco, a falésia propriamente dita.
Quando construímos essa casa onde habito, eu tinha a visão do mar à minha esquerda e hoje só vejo o muro de três metros pintado de vermelho. Suas construções foram embargadas pela prefeitura, somente este mês, talvez por pressão dos turistas e moradores que só vem passar os feriados quando devia ser, também, pelo Serviço de Patrimônio da União.

Eu nunca fiz nenhuma denúncia. Quando a fizeram a primeira vez o morador veio aqui em casa e disse que eu não valia nada por ser mineira, porque mineiro quer tudo dentro dos conformes, achando-se melhor que o resto dos brasileiros ( ?! ). Veio aos berros. Esperei que se calasse para dizer que não mando recado, que se fosse eu lhe diria e que não fiz denúncia dele porque já perdi meu fôlego, sou uma onça que perdeu as garras porque se fosse nos bons tempos haveria de buscar a aplicação da lei. Que há muito perdi a esperança de o brasileiro ter amor a sua terra, defendê-la de predadores como ele. Que eu era mineira que ajudou a construir o ES e não veio usurpar como ele. Fiz um discurso, procurando palavras difíceis, como tática de guerrilha verbal,  para ele ficar calado porque não estaria entendendo metade. 

A placa de embargo da construção foi, afinal, colocada. Disseram que, com essa chuva, desmoronou um pedaço da construção que ele fez, coisa de ignorante sem noção alguma de engenharia, achando que fazer muro de arrimo e construção em cima, como ele vê nos filmes, é subir parede sem nenhuma técnica ou conhecimento. Mal sabe que na época dos egípcios já havia técnica de empilhar pedra para não desmoronar.

Caramba! Como é difícil enfrentar esses espertinhos!

De butuca

                                   
- Tudo nessa vida passa.
      

Os blogues hoje só valem para quem tem padrinho e quer ganhar dinheiro. Se for de futilidades como moda, maquiagem, unhas pintadas para quem não faz nada na vida, sapatos exóticos, ganha destaques nos grandes portais. Não sei se é matéria paga ou se exigem que seus executores sejam jornalistas. Talvez sejam financiados pelos produtos que divulgam porque ninguém faz propaganda para empresário ficar rico sem cobrar. É a profissão blogueiro.
Eu ando um pouco sem animação porque  a sensação de perda de objetivos  e pouco resultado do que se pensa ou faz tem efeito. Em um país onde a inciativa privada é punida com cargas tributárias, desprezo de toda sorte, sobreviver é mais do que deixar o nariz de fora d'água. E, escrever é uma iniciativa privada onde investidores só entram para descontar imposto e, no Brasil, correr atrás de vendas.

Nas páginas de opinião, a maioria é escrita por homens. Muitas delas radicais, obsoletas e com opinião rastreada em onda de outras várias páginas. As mulheres continuam pensando com o disfarce feminino mas não representam o pensamento da mulher.

" Algumas expressam a voz da mulher, outras simulam. Não possuem uma linguagem feminina e falam pelas mulheres como se fossem a parte feminina do homem" *

Nessa minha página, não sei o que eu fiz ao mudar o templat que saiu da divulgação e não sei como fazer para voltar a ter meus leitores. Como consequência, perdi o fôlego. Vou recuperá-lo com certeza.

* : Citação do meu livro Mulheres em suas evidências.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Nosso clima nossa vida

                                      

E especialmente nesta época do ano que é percebido como os humanos invadiram lugares que não devia. Durante séculos a pretensão religiosa dava como rei da criação o Homem. A ponto de esquecer que o os humanos também são animais.. 
Por ser o Rei d Criação tinha o direito de tomar posse da Terra e dela fazer o que bem lhe aprouvesse. Até que passou dos limites porque não é verdade.
A arrogância, então, passou para os pseudos cientistas que afirmam de boca cheia que a Terra vai acabar em virtude da ação humana. 
A prova, que não confere a afirmativa, é a Terra continuar  sua trajetória sem tomar conhecimento dos arrogantes, isto é, esqueceram de avisar para o Sol e o  sistema do qual nosso planeta faz parte. 

Tem gente que vive dessa teoria do fim do mundo. E dela emana poder. Os Maias que o digam. Os idiotas dos EUA também.
Sentados na sapiência de grupelhos estadunidenses, auto titulados ambientalistas, a humanidade vem sendo manipulada por essa gente. Ai de quem discorde. Tem gente ficando rica com essa ladainha ecológica. A Noruega, por exemplo, metida a ser um país culto e desenvolvido, acima do bem e do mal, longe das mazelas terráqueas, chegou a criar um fundo para financiar lesões ecológicas havidas em vários cantos do mundo.  
A Zoropa, continente predador por natureza, onde seus habitantes acostumaram-se a explorar o resto do mundo para manter seus palácios ridículos, de mau gosto e estilo de vida, ditam para o universo suas teorias. Mas quebram a cara porque a natureza continua impassível e não obedecem os calendários que lhe é imposto com critérios humanos.

Por aqui a natureza não mudou nada desde que me entendo por gente. Os períodos de seca, de chuva, de calor ou frio continuam acontecendo como sempre aconteceram em seus vários ciclos periódicos. O ser humano vive onde não devia viver em invasão indevida do lugar. Mas a Terra nem tomou conhecimento e continua a mesma.

Aos autoritários de plantão, que agridem governantes que seguem outras vertentes e recusam-se a financiar esses espertalhões, façam o favor de aceitar que não são nada mas meros achistas de plantão.Tanto como eu e com os nossos mesmos valores. Só que eu não ganho nada.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Passo de cágado

Cágado
                           

Ah! Não quero falar mal do Judiciário, dos absurdos que ocorrem, a falta de funcionários que acarretam lentidão.
Os que trabalham, com déficit de pessoal, não podem fazer das tripas coração para suprir a incompetência da administração. A verba  do judiciário dá preferência para o pagamento dos altos salários dos deuses do Olímpo e não sobra sequer para atendente de balcão.

E os feriados? E as paralisações? E os erros absurdos de Cartório, na burocracia sem fim, papel e mais papel, que fazem o processo andar prá lá e prá cá e acaba no mesmo lugar. Eu li em um comentário por aí na net, que  em uma ação de cobrança, havia um ano sem que tivesse sido feita a citação. Outra Ação de suprimento de consentimento, tinha seis meses sem citação. No corredor do Forum eu vi um pai chorando porque tinha quatro anos que não via seu filho e não havia nenhuma decisão do juiz para impedir essa aberração promovida pela genitora. Tem página no Face para protestar porque os juízes não decidem pela guarda compartilhada. Ouvi um advogado desesperado porque em uma Ação de Despejo por falta de pagamento ele não conseguia que o juiz prolatasse sentença há cinco meses.

Tudo isso é prejuízo para o desenvolvimento do país, é dinheiro, negócios não feitos, paralisados esperando a letargia, a madorneira ser sacudida. É gente insatisfeita e sem esperança, deixando de impulsionar o desenvolvimento, a segurança social. Eu acho que o sistema não tem nenhum senso disso.  Dão de ombros, não é com eles. Os altos salários estão garantidos no fim do mês, que se lasque o mundo.
O que acontece nas altas cortes, às escâncaras é apenas a ponta do iceberg. 

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Não é confidencial

                                                       

Publico especialmente pela segunda parte porque a primeira não é da minha conta.
Mesmo eu sendo abelhuda, não me meto em seara alheia, não tenho pena de doentes, aleijados, abandonados ou nóias. Não choro por desastres e tragédias porque Alexandre Magno, César e Napoleão Bonaparte, entre outros tantos  mataram milhões de homens, submeteram ao sofrimento outros tantos e hoje são figuras lendárias cantadas em prosa, versos, estátuas e filmes.

Como militante feminista que fui, atrás do meu caminho porque impedida de viver minha profissão como muitas mulheres, resolvi participar da Queda da Bastilha. Aliás fui impelida para não morrer na vida. Fui chamada de todos os nomes que costumam chamar uma mulher pelos misóginos de plantão. É que nunca fui mulher feia, sapatão ou mal amada. 
Fui atacada na rua por gente que se achava no direito de discordar mas, na verdade, querendo impedir o curso da história. Nunca chegaram perto do meu ego bem resolvido porque está no meu DNA, na minha natureza. Fui criada por um homem de uma família de oito irmãos e mãe chamada de Sargento.
Quando reclamei com papai que no meu trabalho, onde eu era a chefe, estavam me chamando de General ele disse que não entendia porque eu reclamava pois vovó Umbelina era chamada de Sargento e  eu havia sido promovida.

Escrevi um livro, nos anos 80, nada a ver com literatura, sobre o que essa mulher fala em sua exposição e mais ainda pois ela só fala na parte física. Da edição sobraram vinte livros. Uns dez eu doei para bibliotecas públicas e um dos leitores telefonou para me parabenizar. Livro debatido em três escolas de terceiro grau.

Participei da história e tenho orgulho disso porque não fiquei lamentando, colocando defeito nos outros como a maioria faz. 
Fiz a minha parte e se alguém lembra ou sabe, se esqueceram ou não, eu não me importo porque eu sei.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Vergonha !

                       

A classe política pensa que pode pairar sobre a nação como se fosse a parte dela. Vê tudo dissociado , como se espectador fosse.

Então, temos a  definição de esquizofrenia:

É um distúrbio mental caracterizado por comportamento social fora do normal e incapacidade de distinguir o que é ou não real.

Sintomas: 

Entre os sintomas mais comuns estão delíriospensamento confuso ou pouco claro, alucinações auditivas, diminuição da interação social e da expressão de emoções.


O presidente da República Federativa do Brasil está sendo processado por Corrupção passiva.

Alguém  sofre de esquizofrenia e não é o povo brasileiro. Embora pesquisas apresentadas pela mídia mostrem que o Velhaco mais velhaco que esse país produziu estaria no topo das preferências para ganhar uma eleição para o cargo que ele desmoralizou.

Eu não verei esse país sair do atoleiro moral a que foi mergulhado. Para limpar a vergonha vai ter que morrer essa leva de corruptos que assola a Lava Jato. Dá até engulhos...

Vergonha é pouco: KLIKA

De gênio



Imitação de um já é demais mas de tantos e tão bem é  para quem tem talento.
A abordagem que ele fez de Elvis é fantástica. Tem conhecimento e humor refinado.
O chapéu de palha está hilário.

Quero mostrar para quem passa por aqui e que gosta de rir...

A redoma

                            

Passei a fazer caminhada na rua em vez da esteira. Cansei de esteira.
Todos os dias acontece uma coisa na rua. Nas vésperas dos feriados, dois grupos de bandidos da cidade do Rio de Janeiro, que vieram dar golpes aqui, deram de cara e entraram em confronto, com tiroteio e tudo. Passei na hora exata. Os caras fugiram a pé mas foram pegos. Apareceu até a ROTAM com homens de dois metros, roupas, armas e carro parecendo que estavam indo para a Guerra do Iraque. Eu lamentei não estar com meu celular para tirar uma foto dos bonitões de barba em ponta, parecendo tudo gêmeo. Apareceram como vermes de goiaba, de repente e todos iguais.

Hoje, quando parei, esperando em um sinal lá embaixo na rua paralela a minha, ouvi um barulho e olhei concomitantemente  e vi uma moça, ciclista, ser atropelada por um carro. Rodopiou e caiu inerte. Ninguém se mexeu. Fui obrigada a sair correndo e socorrê-la. Parecia morta. Branca e inerte. Mas vi que era resultado da adrenalina. Aparentemente não tinha nada. Passei a mão na testa dela, pedi calma e que não se mexesse. Tirei a toalha e a blusa da academia da minha sacola e coloquei debaixo da cabeça dela. Pouco a pouco a cor  foi voltando. Pedi para ela não se levantar e telefonei para o 192. Aí começaram as histórias.

Poucas pessoas mas o bastante para o senhor idoso do carro fazer seu discurso que a moça estava errada. Logo chegou um sujeito ( e agora me vem a cabeça que deve ser parente do senhor), aos gritos, muito bravo e pegando a moça caída, pelo braço, mandando-a levantar-se;

- Levanta isso não é novela, está fazendo novela. ISSO NÃO É NOVEEELAAA!

Abaixei e disse para ela ficar quieta que o socorro já vinha. Ela disse, vou levantar, vou embora. Mas estava tremendo muito e com dor de cabeça. Podia ser adrenalina mas o povo paga imposto para ter o socorro do SAMU. A pressão masculina aumentou.
Eu agachei e disse para não se mexer até o SAMU chegar. Logo uns cinco homens rodearam e começaram a gritar, levanta, levanta, mulher gosta de novela. E o cara me pegou pelo braço enquanto sacudiu o dedo na minha cara, gritando ela vai sair daqui, isso é novela.
Caramba,  comprou briga com a pessoa errada. Eu ando mansa demais, fico eternamente na minha em um exercício diário pra não me meter em nada. Mas, como ninguém acudiu a moça e fui obrigada a tomar a frente, aí não há recuo. 
Levantei o tom de voz e disse para o sujeito, que estava comigo na pressão, quase cara a cara, que a moça ia ficar deitada, esperar socorro e que ele não tocasse em nenhuma de nós duas. Isso sem a mínima educação ou compostura que o sistema exige de uma mulher. 
Ele levou um susto com a minha reação e recuou. A moça pediu para ajudar ela levantar, estava constrangida com o ataque do cara comigo. Mas eu disse: - Você fica. Não se importe com nada. Deixe comigo. O cara ainda insistiu dizendo aos berros, ela vai sair daqui, levanta, levanta, chega de novela,  mas quando eu o encarei firme e disse ela fica, ele desistiu.
Neste momento chega um motoqueiro, coloca a moto protegendo a moça do fluxo do trânsito, atravessada na pista, tira o capacete e me pergunta o que estava acontecendo. Um homem jovem, alto e forte. Resumi rápido e disse que o cara estava fazendo pressão para ela levantar. Ele abaixou e disse com a voz muito doce para ela se acalmar, para ela não se mexer, que tudo ia ficar bem, para ela fechar os olhos.

Podem não acreditar mas a chegada do motoqueiro foi o bastante para acalmar a turba de uns dez homens que tinha feito um círculo em volta de nós duas. Eu disse ao motoqueiro para ficar porque ninguém respeita mulher e a simples presença dele fez os pessoal recuar. E ele ficou.

Então um homem pequeno, pobrinho e simples veio e me disse muito educado para eu guardar a bicicleta da moça no prédio em frente do ocorrido. Eu disse para ele guardar mas ele disse : Não, eu não, você. Percebi imediatamente que ele estava com receio de ser confundido com uma ladrão. Que horror ! Então eu disse a ele para ficar no meu lugar, não deixar a moça levantar, disse a moça que ia guardar a bicicleta e a levei para o prédio, depois que a porteira abriu a porta e permitiu. Bicicleta novinha, pneu cabeludo, e intacta.

Alguém me entregou os óculos azuis e o celular da acidentada e eu perguntei se ela queria telefonar para alguém. Ela telefonou para um amiga que veio imediatamente, em  cinco minutos.

Tudo demorou vinte minutos, meia hora. O SAMU apareceu, assumiu e colocou a vítima na prancha. Então eu peguei minha toalha e camisa da academia, dei meu telefone para a amiga, desejei felicidades e tomei meu caminho.

Na verdade vivo em uma redoma longe do machismo horroroso dos ignorantes, da incapacidade de certos indivíduos acharem que uma mulher não sabe ou não merece ser respeitada. Uma redoma que me mantém longe desses imbecis que se julgam no direito de passar dos limites certos, que uma mulher não é capaz de defender seus direitos. Se eu não estivesse ali, coitada da moça porque todas as mulheres recuaram, ficaram acuadas enquanto os homens pressionavam a mim e a moça caída no chão. E, só pararam quando apareceu o motoqueiro que  emparelhou comigo. Um dia eu saio no braço com um vagabundo desses.

Mais uma vez, faltei com meus propósitos. É da minha natureza ...