terça-feira, 20 de novembro de 2018

Da República


                              
- A realidade ...                



Novembro tem o feriado da data de comemoração da Proclamação da República. Como sempre, um grupo a impor  suas convicções ao povo, sem consulta e copiando o estrangeiro. Proclamar a república foi tão subalterno aos EUA que até a primeira bandeira foi um arremedo da horrorosa bandeira estadunidense. 
Felizmente, alguém percebeu que era preciso fazer um nação à parte. Não vou entrar em detalhes mas reporto a um bom artigo sobre a criação da bandeira do Brasil, no final deste.

República ou monarquia, não faz diferença quando uma casta toma conta da nação e surrupia tudo para manter os mesmos princípios e fortalecer a brasilidade da  Idade Média onde os  vassalos fazem o que os suseranos mandam. Inclusive no recolhimento de impostos para dar vida mansa a quem manda.

Com os petralhas no poder, mais que nunca, ser funcionário público foi o sonho implantado nessa república  de fâmulos. Até a carreira de Concursista apareceu. Nesses tempos sombrios, passar em concurso público com provas de  múltipla escolha para quem tem o privilégio da boa memória e inteligência de mamute, faz do camarada superior  aos demais.
Até nas vagas da praia  quando  em pleno verão abarrotado de turistas, o funcionário público manda reservar uma vaga para seu deleite. Pelas conversas nota-se que são funcionários federais:  Petrobrás, Banco  Central. Ah ! Receita federal ! Magistrada que manda abrir tenda fixa na areia, em cuja sombra ninguém pode pisar, até a fiscalização municipal lembrar  o público à mulher , cheia de jóias na  praia. Tem prefeito nessa bagaça e os escolhidos do rei precisam recolher a  arrogância mesmo que seja mulher.

Por isso mesmo, com tanta república pela frente com a história da construção da nação em pleno vapor, ainda penso que D.Pedro I é a maior figura da nossa história. Não vem ao caso e conheço todo o discurso paulista na desconstrução do personagem mas fica a minha convicção que não muda nada.

Aqui em casa, com dois filhos para educar sozinha, não deixei de falar :
-  Dom Pedro Primeiro com 23 anos proclamou a independência, outorgou a Constituição do Brasil e casou-se com mulher que não amava. Viajava  do Rio para São Paulo em cavalo e selas ruins e ainda trocava  a ferradura. O pai caiu fora quando ele tinha 22 anos e ele reconquistou o trono de Portugal para a filha aos trinta e quatro. Não vou admitir fricote de ninguém ante as durezas da vida.

Da República, que vale a pena, somente o livro de Platão.

Bandeira do Brasil, teorias à parte ?  KLIKA

Em tempo : Eu quis salvar essa menina no meu blogue. Bem símbolo  da realidade pois  o feitiço virou contra  o feiticeiro. No caso a mãe. Provavelmente é como a mãe fala com a menina. A realidade é um pouco assim.

domingo, 18 de novembro de 2018

Choronas

     
Para quem gosta de música brasileira exercida e tocada Brasil afora e não pode ser mais considerada como regional.           

Quando Waldir Azevedo, autor de Brasileirinho,  veio a Vitória tocar no Teatro Carlos Gomes, fiz questão de ficar nas primeiras filas.
Ele havia tido um  desastre no cortador de grama e quase perdido um dedo que foi cortado, caiu, ele pegou no chão e levou para o médico fazer o implante. 

Vê-lo tocar como um deus, após esse episódio, foi de uma emoção tão grande que eu chorei.
Reparem que a música é tocada no cavaquinho, apenas nas duas cordas de baixo. Eu o vi contando que as outras cordas haviam arrebentado e o filho pediu para ele tocar. Então ele fez essa peça, inicialmente, somente nas últimas cordas.

Waldir Azevedo é um músico e compositor  reconhecido internacionalmente. Não  raro suas músicas aparecem em filmes como, também,  Ary Barroso e Tom Zé.

Em um domingo agradável, para o nosso deleite. 

Não sabe? Então KLIKA

Pequenos macacos brasileiros


- Artista, fazendo pose
                                 

O bando de saguis que transita pelas minhas redondezas, cujo chefe já atende pelo nome de Boran, na maior fofura, reproduz duas vezes por ano; em fevereiro e setembro.
Cada dupla é diferente da outra. Vou nomeando cada uma de acordo com as características. Os primeiros não estão mais no grupo. Não sei se houve algum controle da Secretaria do Meio Ambiente ou se Chefe Boran colocou pra correr.
Dos maiores, sobrou o Solitário, já adulto. Dei esse nome porque seu parceiro     ( a ) morreu. Está muito parecido com Chefe que  eu  distingo pela cara autoritária me encarando como se desse ordens.

Nasceram mais dois em setembro. Os de fevereiro eu coloquei o nome de Feinhos. Nasceram pequenos demais, custaram a desmamar e aprender a andar nos galhos. Até hoje tem essas características. Parece que Chefe Boran percebe e os trata com mais paciência, sem dar empurrões quando comem antes dele. Nos ensinamentos para essa dupla, ele repetia e, até hoje, fica de longe observando quando eles ficam para trás.

Se nasceram os Fortinhos, grandes, espertos e independentes desde quinze dias e já foram embora, agora nasceram os Artistas.
A dupla adora posar para fotografias. Era difícil tirar fotos dos  outros mas essa dupla é confiante, entra dentro de casa e já tem inúmeras fotos de poses diferentes. Incrível mas  eles já disputam com os irmãos quando vão comer a banana e Chefe tem que intervir na briga que eles arrumam. Desmamaram com um mês.

Já estou me despedindo dos Espertinhos, que serão os próximos a debandar na ponta da fila. Coloquei esse nome porque pulam no meu ombro para furar a fila ao  comer e sabem onde guardo as bananas. Ficam na frente do armário me chamando, às vezes aos gritos. Uma piada.
O pessoal da secretaria disse que eu não posso dar comida e, na boca nem pensar. Mas não tenho saída. Eles nasceram aqui e se eu não der vão comer do lixo. Embora a vizinhança também dê. Eu sei porque os sem vergonha não passam aqui em casa quando tem turistas nos feriados.

Caramba! Esse é o Feinho
                                 

                                     

sábado, 17 de novembro de 2018

Filas do INSS

- Só gordo...
                         
Os conhecimentos passados nas salas de aula não podem fugir da praticidade. Uma matéria precisa ser correlata para as aplicações no cotidiano da população.  Dar princípios apenas na teoria corre o risco de ser perdido no cérebro do indivíduo.

Um exemplo simples e simplório é a matéria de Ciências. Se bem dada pode fazer surgir diversas vocações e, no mínimo, conhecimento de seu próprio corpo.

Eu tenho convicção absoluta que as filas do INSS são consequência da ignorância de muita gente. Ao sentir sintomas que não sabe interpretar a pessoa corre para o médico. E, estão certas  porque pode ser alguma coisa grave. Mas outras, muitas outras,  pode ser uma bobagem, reconhecida facilmente.

Uma vizinha, caseira de poucos conhecimentos, embora tenha irmão vereador no seu município de origem, tinha muita dor lombar. Vivia no INSS, chegou a ir a Vitória para fazer exames complicados, inexistentes por aqui. 
Um dia reclamou comigo que não aguentava mais. Eu disse a ela que a dor era chamada de lombalgia, consequência da má postura ao tratar das plantas e fazer limpeza na mansão do patrão. Que se ela não mudasse a forma de se abaixar, movimentar o corpo não haveria solução. Que ela estava empatando médicos e exames caríssimos do INSS em vez de prestar atenção nela mesma.
Então, ela com a maior simplicidade do mundo, disse que tudo era de graça, que ela não pagava nada. E arregalou o olho quando eu disse que nada era de graça, que tudo era pago pelos impostos , pelo dinheiro público e que o INSS tinha um déficit imenso, correndo o risco de acabar. Não conseguia ver, até então, que nada é de graça, que alguém está sendo pago. Sequer,  que os exames são terceirizados e algum empresário está ficando rico com exames que o médico sabe desnecessários.
 Mostrei pra ela como devia mudar o comportamento  quando  jardinasse  ( e as plantas são muitas na casa dela), como abaixar-se  corretamente para pegar peso ou algo. Guardar as receitas dos médicos para usar o anti inflamatório e o spray se aparecesse de novo.
Consequência ? Nunca mais ela teve nada. Ficou admirada do médico não passar para ela a necessidade de mudar de atitude. Apenas, um deles havia dito que era má postura e ela nem sabia o que era isso.

Não estou generalizando  mas conjecturando. Um pouco de conhecimento pode aliviar a vida mesmo que de forma simplista. E as filas do INSS poderiam ficar menores.

Que nenhum médico me corte a cabeça!!!!

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Ao populacho, o improviso

Muita gente, muito bloco. Uniforme.
                           

Para os pobres sempre se cogita o meia-boca. Sejam casas, escolas, carros, serviço de saúde e o quê mais. Entretanto, sequer precisa nada megalomaníaco mas apenas o simples, no capricho.

A prestação de serviço do  Programa Mais Médicos segue esse comum, o planejado. O enfoque sempre é o da ajuda. Nunca passa  pela obrigação de prestar o melhor serviço para a população.

Vou fazer uma comparação com os dentistas. Eu fui advogada de uma seccional de Conselho Regional de Odontologia. Um dos conselheiros tinha por programa e dedicação o combate ao dentista prático. Assim, fizemos um plano, com fiscal voluntário, dentista engajado na mesma luta e montamos a parte jurídica. Viajamos pelo estado para autuar, com perigo pela reação dos práticos e falta de apoio dos delegados. Em um  caso,   corremos risco de vida.

Mas não contávamos  encontrar  resistência  no Ministério Público, delegados e até juízes. Precisamos fazer caravana composta do presidente do CRO regional, fiscal, alguns conselheiros e eu  até o presidente do Tribunal de Justiça, do procurador do MP e Secretário de Segurança para pedir apoio. Levamos um susto quando o discurso de todos era que devíamos aceitar o prático porque atendiam onde não havia dentista, fazendo um serviço importante.

Tivemos que formular um discurso que o prático era o exercício ilegal da profissão, que cometiam crimes como lesão corporal e até  sépcia importante. Foram providenciadas fotos de consultórios absurdos na absoluta falta de higiene. Pedreiros, motorista de ônibus, vendedora de loja, lavador de carros estavam entre eles.
Um caso foi  um casal de   gays que viajavam pelo Brasil em um ônibus adaptado, com o leito no fundo. Usavam água em baldes, coletado em torneiras públicas. Eles paravam nas ruas e atendiam uns e outros. Foram presos em flagrante e saiu até no jornal. Nem sabiam o que era esterilizar.

Foi degradante ver uma autoridade máxima do estado defender o absurdo e tentar convencer o presidente da classe  a  deixar prá lá.
Não foi deixado, mas argumentado exaustivamente que dentista é uma profissão científica como é a medicina ou o engenharia, precisando de conceitos universais do saber e não da improvisação.

Assim, quando vejo as defesas do atendimento médico  aos necessitados, aos abandonados nas periferias do Brasil, com médicos improvisados, sinto  um cinismo enorme do poder , das autoridades de um governo vagabundo que usa do bom e do melhor na saúde para si mesmo  mas fornece o a menor  ao povo usado e abusado pelo discurso falso e pegajoso.
Lembra-me a figura dos poderosos que comiam nas mesas fartas, com as sobras para os escravos. Ou  para os serviçais com porta divisória no ambiente familiar. Para não ser radical e citar as migalhas jogadas aos cães, esperando sentados no chão.

Não sei quem são os médicos cubanos. Eles também estão atrás da vida e merecem respeito. Mas precisam sim exercer sua profissão, passando pelas mesmas exigência de qualquer profissional, na sua área e campo de atuação.

Dizer que a população abandonada não tem assistência médica regular e por isso merece ser atendida por médico improvisado é o mesmo que aceitar  o dentista prático como solução para a saúde bucal.

O Brasil e os brasileiros são muito mais do que isso.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

CPF nas farmácias

                       

É sobre os pedidos de fornecimento do CPF nas farmácias ou outros estabelecimentos comerciais.

Não estou aqui para dar conselhos a ninguém mas comentar a esquisitice, à primeira vista, do que alastra-se por aí.

Se pedirem seu CPF não dê. Analise rapidamente se o desconto vale a pena. Se for pequeno e não lhe fizer diferença, não leve em conta. É o preço do seu CPF.

Como precisei comprar anti inflamatório para minha gota no joelho, deparei-me om uma insistência muito grande da vendedora. Quase não pude comprar com a moça irritada, coagindo-me ante minha negativa de fornecer o CPF. É que bateu meu treinamento de advogada e quando isso acontece, eu finjo que sou um cliente a consultar minha opinião.

Perguntei a ela o que valia meu CPF em uma compra tão pequena. Ela enrolou um monte de coisas.
 Não dou CPF para ninguém. Vi uma mulher fornecer o número quase automaticamente. Depois um homem fez o mesmo. Comentei com o cara que estava na minha frente e disse a ele para não dar, a menos que o desconto fosse grande. Disse a ele do perigo de fornecer número de documento em um tempo onde tudo pode acontecer e vemos horrores nas notícias. Ainda falei que iria procurar informação melhor para não parecer peixe fora d'água. Ele não disse nada mas deixou-me passar na frente , talvez para ver como eu faria e não sei o que ele fez. Fiquei pasma com a negligência ou ignorância. As pessoas não querem buscar informação, o saber, o viver com mais cuidado!

Portanto, para você que passa por aqui, pense bem antes de fornecer o número de seus documentos para desconhecidos.

Aqui vai um comentário que reproduz, mais ou menos, o que me foi dito na farmácia:

Guilherme Torrezacn
Esse "Fato curioso" é bem falso, pois eu trabalho nessa rede farmacêutica citada e posso garantir que não temos acesso aos dados de cliente algum. O cadastro é pra fidelizar, dar descontos e benefícios as pessoas. E caso vocês não saibam a venda de medicamentos controlados só é feita com a apresentação de documentos e dados pessoais do paciente, não é regra da farmácia é lei da Anvisa. Imagine aqueles que fazem uso contínuo de um determinado medicamento tendo que passar por essa burocracia mensalmente. O cadastro é necessário e facilita muito o atendimento ao paciente. Cuidado com as mentiras que compartilham!
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Entretanto, quando a moça forneceu o CPF a moça do caixa falou o nome dela...
Apenas para facilitar informação: KLIKA
Você decide.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Abaixo a tortura

                          Cantor italiano Zucchero / Herivelto Martins

A coisa anda de tal maneira que os donos da verdade tomaram o Brasil por portas da ditadura, deram-se  de perfeitíssimos em todos os ângulos e cantos. Até na música.
Cansei de ouvir os lindos da bossa-nova ou da  auto proclamada Música Popular Brasileira, como se tivéssemos outra música que não fosse do povo, rirem, debocharem da música antes deles.

Quem me acompanha sabe que sou do rock. Prefiro Nelson Gonçalves a João Gilberto. Tenho pavor do roquinho Yiê-Yiê-Yiê porque rock não é música de protesto mas protesto em si mesmo. Definitivamente, não gosto do compasso, da batida da bateria, que Ringo Star me desculpe.. Eu sou radical com as exigências dos  meus ouvidos. E uma prova é quando, de certa feita, entrei no carro de um paquera   ( crush, nos dias atuais)  ele colocou bossa nova e disse que era seu estilo preferido. Caramba! Assinou sua sentença de morte. Até hoje deve estar pensando porque voltei para casa de forma intransigente. O quê ? Sou contra a tortura.

Duvido que eu mesma consiga ver um desses programas modernos de calouros  por mais de seis segundos. Os pseudos cantores, em plenos pulmões, berram músicas só conhecidas pela patota.

Li, em um desses portais onde a língua portuguesa é assassinada todos os dias, julgadores pedindo desculpas porque uma caloura cantou música de roda, do folclore do Brasil, Portugal e Algarve, cantada em todos os lugares onde o português é falado. Coitada, que papelão ! Teria sido elogiada se cantasse música estrangeira  dos guetos.

Portanto, é fora do Brasil onde o melhor da nossa música pode ser lembrada. Embora misturem tudo sem preconceito como eu. Tô sabendo ...

Espelho invertido

                                     

Não sei, exatamente, a quantas andam as vantagens de ser um país cristão.
As igrejas cristãs pregam, descaradamente há séculos, a primazia  do homem sobre a mulher, o servilismo natural para a bestunta, as tantas vantagens dos poderosos sobre os servos, a culpa judaico cristã que enche os consultórios dos psicólogos e psiquiatras de loucos de todos os gêneros. A bondade obrigatória para com os sofredores no nascedouro nem que for com doação de roupa velha ou cinco reais, agregados  na conta do telefone.  O lugar a que cada um tem que submeter-se para ter entrada garantida no Céu. E não se refere a sexolândia mas também. Pois que sexo são dois, casar e procriar é para os outros, aguentar a vida dura sem piscar é qualidade e resgate para a glória. Ser livre é fazer o que os fofoqueiros da vida alheia determinam ou os oráculos decadentes que não sabem a hora de retirar-se.

A leitura de um livro Honoráveis Bandidos, de Palmério Dória ou A vida secreta de Fidel Castro, de Juan Reinaldo Sánches mostra que os extremos diferentes nas ideologias públicas podem ser iguais na corrupção privada e na forma de tirar vantagem do poder em benefício próprio e dos seus. Sem medo de ser feliz. Sai um otário todo dia de casa. E, a aplicação das teorias cristãs podem ter sido pregadas com cola definitiva  no inconsciente  mas, doa a quem doer, a favor de quem chegou no topo da humanidade. O uso da turba, pelo espertinho da vez, não  difere.

Vai ser duro, para quem não ama a polarização e está desejando paz e prosperidade no Brasil, continuar a conviver com o discurso de ódio invertido. Se antes o ignorante era o outro, agora é o de hoje. Se o ladrão era o petralha que perdeu o dedo para não trabalhar, agora é o pretenso honesto que vai pescar com vara em lugar protegido por lei. Se a ditadura do proletariado era a meta, agora é a volta ao nazismo. Ignorante ontem, ignorante hoje. O discurso de quem tem tempo para difamar os outros em espelho invertido. Ganhar a vida preso no apontar o dedo duro. Como ontem, hoje. Nos mesmos lugares e pelos mesmos medíocres com certeza pessoal de genialidade.

O interessante é que, tanto uns quanto os outros emitem sons iguais no ódio. Este  pode ter alguma tentativa de explicação por cientistas  do comportamento humano, esculpido  com as letras das teorias estrangeiras e vetustas, sejam quais forem. Peças sem vida no jogo dos espertos.

Quem paga o preço é a , desde sempre,  massa de manobra.

Não sei se fica feio eu dizer, vão à merda...

domingo, 11 de novembro de 2018

Milhões perdidos em carretas abandonadas

                                  

As notícias, as denúncias farão parte das mídias sociais nas suas várias vertentes.
Não adianta reclamar de quem usa a internet para comunicar-se com seus iguais.

Selecionar notícias para agradar uma vertente política ou social pode acabar com a mídia tradicional que ficou tradicional demais. Ser avançado é ser livre e poder noticiar livremente.
Não sei o que se passa em um jornal  que fica de olho nos acontecimentos no Brasil e prefere ser comandado por seus empregados. É o que se lê sobre artistas e jornalistas perseguidos por suas idéias e palavras. Isso, desde o caso Simonal, ocorrido na época da ditadura militar no Brasil. Entre parênteses, não sei porque ele não saiu do Brasil e foi cantar em outro país. 

Quero deixar para vocês essa notícia importante e que recebi no WhatZap. Devia ter sido motivo para um programa ou  notícias mas passou batido. Foi filmado por gente do povo em denúncia estarrecedora. O Brasil não é pobre mas a corrupção o faz miserável de terceiro mundo.

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Paixões do jornalismo

              

Desde quando aquele jornal estadunidense derrubou Nixon, o sonho de todo jornalista é repetir o feito. Inclusive o mesmo jornalista que liderou as reportagens naquela época, sem sucesso. Derrubar governos, custe o que custar.

Um documentário sobre o jornalista que liderou a queda de Nixon com o Washington Post, mostra que ele foi íntimo de John Kennedy na Casa Branca.  Era convidado, juntamente com a sua bela e loira esposa,   para jantares, festas, fins de semana, passeios em iates, pernoitava nas residências   e chegou a formar um quarteto com o casal  da presidência. Como ele era jornalista, de outro jornal que não o WP, essa promiscuidade com o poder desagradava a outros jornalistas  porque ele era o primeiro a receber as notícias de Camelot.
Com a morte de Kennedy, estourou a verdade; o jornalista dividia a esposa com o presidente. Tudo na hipocrisia total no que se passava na Casa Branca no governo do endeusado presidente mulherengo.

Após a morte de Kennedy, o jornalista separou-se da mulher, mudou de emprego indo trabalhar no WP, com carta branca. E, saiu-se muito bem. Fez do Washington Post um grande jornal.
Então Nixon foi eleito e  era inimigo de JFK. O jornalista  dividiu a esposa com JFK sem reação mas vingou seu ódio em Nixon. Ou por vingança pessoal ou vindita por Kennedy. Ou para trilhar o ódio da  política antagônica entre os dois partidos hegemônicos e eternos da democracia estadunidense. Não foi jornalismo puro.

Isso ninguém mostra mas se fizer uma pesquisa veremos, ainda hoje, que um jornalista de prestígio comanda toda a classe em sua forma de escrever e comportar-se. Esse, do Caso Watergate,  ainda faz história. É fácil encontrar o mesmo texto em a mesma notícia, nos portais diferentes, como se fosse cópia um do outro. Poucos tem a coragem de ser eles mesmos. Eu não conheço. Talvez um ou outro articulista mas que se acha de escolher um lado da vida e cuspir no outro, dividido em medíocres  e meros dois lados.

A verdade nem sempre vem a tona e as paixões no jornalismo são muitas e desconhecidas. Manter as barba de molho nunca é demais.

A verdade é mais embaixo: KLIKA

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Nada como antes

- Três dias de chuva, initerruptas, no ES
                     
Eu vivo, literalmente, em uma redoma. Não conheço nenhum tarado, nenhum praticante de sexo louco, nenhuma mulher doidivanas. O máximo que eu conheci de adúltero, foi Seu Carlos, nosso vizinho em Belo Horizonte / MG, cujas filhas coincidiam conosco em idade e, portanto, crescemos juntas.

O cara seria, o que hoje se diz, um viciado em sexo. Quando ficamos adolescentes a esposa do dito cujo aconselhou mamãe a não nos deixar ir lá enquanto ele estivesse. Papai orientou  mamãe ao aparecer no jardim  porque disse ter notado o fulano encarando-a de modo suspeito. Quando uma de suas filhas já tinha quinze anos, acordou de noite com latidos da cachorrinha no quintal, flagrou o pai abusando do animal. Ela morreu de câncer anos depois.

O Cine Metrópole em Belo Horizonte já foi ao chão mas foi testemunha de mais de uma vez, quando eu ia com uma de suas  filhas e ela dizia para sairmos rápido porque o pai estava lá com outra mulher. Saíamos como malucas e sem olhar para os lados. Quando não foi de certa feita quando fomos ao Cine Candelária, na Praça Raul Soares assistir o filme O Morro dos ventos uivantes, porque papai queria que conhecêssemos atores de verdade e demos de cara com ele, acompanhado. Ele nem se importou mas nós entramos rapidamente com papai, proibindo-nos de olhar pra trás para reparar a fulana.

Eu não suporto roupa imitando pele de onça porque ele deu um casaco de pele de onça,  verdadeira, para uma das suas mulheres e a esposa dele passou a chamar a fulana de Onça, dizendo que  o animal havia trocado de pele com a vagabunda. A mulher morava na rua do irmão da mamãe e cheguei a ver a coroa com o casaco. Eu tinha uns oito anos mas nunca esqueci. Caramba! A esposa dizia que toda puta tem pele de onça. Imagina quando vejo uma mulher com uma roupa de pele de onça, chego a arrepiar até hoje.

São muitos casos dele, que morreu deixando quase quarenta filhos, pois o primeiro nasceu quando ele tinha dezessete anos. Já tinha dois, com mulheres diferentes quando casou-se com vinte e a mulher grávida. A que era nossa vizinha e seus nove filhos. Naquele tempo não havia contraceptivo e nem exame de DNA. Já imaginou a bagunça?

Caramba! Isso tudo é para comentar o linchamento do jogador de futebol  Daniel Corrêa, vinte e quatro anos, convidado da família em festa de aniversário, veio de longe de avião e tudo, lá no interior do Paraná. E na festa o barco virou.
O assassino principal é um  brutamontes imenso de forte mas com o apelido de Juninho. Que meigo!
O cara é adepto da prática do jiu -jitzu, do  swing, de  bacanal com filha e esposa ciliconadas, pernões musculosos de academia, decotes vantajosos, cabelo pintado como toda gostosa, apreciador de narguilé e cocaína , bebiam todas a ponto dos convidados da festa terem  treze mililitros de álcool no sangue. Pelo menos foi encontrado nos exames do cadáver da  vítima.
O camarada fez uma festa para comemorar os  dezoito anos de sua filha única que durou dois dias, acabou na madrugada do dia seguinte com a morte por espancamento do jogador, iniciado no interior da casa, com direito a dentes e costelas quebrados, degola e órgão sexual cortado e jogado pra cima, caiu no galho de uma árvore, no local onde o corpo foi abandonado e onde  terminaram o crime porque tem sangue esguinchado para todo lado. Seis pessoas participaram do crime e os convidados, todos chapados e sem condição de colocar um fim na barbárie. A princípio o rapaz estava fazendo um selfie no quarto do casal, com a mulher dormindo, para exibir aos amigos como conquista. A verdade ,até agora, não apareceu.
Tudo família !!!!

É, não se fazem mais sem vergonhice  como antigamente.

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

O duelista

                    O Duelista, para quem quiser ver

Sou cinéfila.  Gosto de filmes com inovações nas tomadas de câmera, iluminação diferenciada e direção simples. As câmeras de baixo para cima, quase a meio plano, são as minhas preferidas.
Filme bom é filme que precisa ser visto mais de uma vez. Esses filmes com detalhes óbvios, que  não precisam ser vistos uma segunda vez, não ficam pra sempre. Inclusive os, aparentemente, simples demais.
Das histórias, não gosto de ver as cruas, realistas sob o ponto de vista do cineasta, muitas vezes papos cabeça. Podem ter uma denúncia histórica no sub plano mas não gosto que me joguem na cara realidades estranhas ao meu controle. Até aceito serem feitas, levantadas mas não me interessam. Posso ver um filme desses mas apenas para conhecer. A segunda vez pode ser anos depois para reativar minha memória.

Então, quero recomendar um filme russo, que foi preciso ver muitas vezes para apreciar e entender todos os detalhes. As críticas havidas na internet nada têm a ver com o filme. Sequer a descrição do enredo. Daí, dá para notar como o filme é interessante e difícil de entender.

O nome do filme é O Duelista. Em russo o nome é o do personagem Yakovlev. Começa pela direção do filme, completamente diferente do que estamos acostumados. O ator principal, Pyotr Fyodorov é ótimo no grau dez. Não posso saber se aquele andar é dele ou apenas para o filme.

O enredo é sobre um cara perseguido em uma Rússia monarquista, por um nobre corrupto e psicopata, fazendo com que o personagem torne-se um pistoleiro, disfarçado de duelista. O duelo é costume  de vida dos nobres russos e aparece em outros filmes e na literatura.  Mas isso é o detalhe para mostrar um personagem fascinante em enredo quase literário, em tomadas não lineares, o que é, também , um motivo para ver mais de uma vez.

Eu li uma crítica de um russo ( com tradução no celular ) , crítica esta muito dura, porque o cenário de São Petersburgo não retrata a época com fidelidade e contra vários detalhes do filme, como roupas e falta de sequências lineares. Mas não era nada diferente de brasileiros que só sabem falar mal do que é feito no Brasil. O filme não é uma historinha sequenciada mas uma narrativa  sem os detalhes de Hollywood que, pelo visto, o crítico russo também está amarrado.

É difícil pegar um filme desde o início na tv a cabo. A primeira vez que eu vi o filme já estava em vinte minutos, em cena violenta e eu detesto filme violento. Mudei de canal até colocar em outra ocasião em cena diferente. Sabemos que esses canais não têm vergonha de passar o filme à exaustão mas O Duelista eles podem passar ene vezes e eu verei a todos. Inclusive porque não posso comprá-lo pois não existe à venda.

Para quem gosta de cinema e não apenas de filmes, não deixe de ver.
Inclusive do Youtube para a smart tv.

Sinopse? KLIKA

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

A sabotagem

- Só rindo pra não chorar
                                     
O que nos mata é o que está no DNA. A mim será o ácido úrico. Se  eu  comer coisa saborosa o danado me atormenta. Devo ter nascido para ser monge e quando esqueço a natureza me lembra, que um bastãozinho perdido em algum lugar tem que trabalhar.🤭

Como tem gente que duvida que sou mulher, me trata nas redes sociais como se eu fosse homem disfarçado para fazer seus comentários, deve ser por isso que tenho gota, privilégio masculino na sua dimensão maior.  Não faço a mínima questão. 🙄

O ácido úrico quando ataca, a sua manifestação com dores e queimação nas articulações é o de menos. Acho que o cérebro também sofre porque a gente perde o ânimo de fazer tudo ou até de pensar. Portanto, quando eu sumir daqui deve ser porque estou tentando equilibrar os cristais da minha vida. E, não é o proibido.

Quer informar-se porque teve a sorte de não saber e isso mostra que está livre dessa?😉 Então KLIKA

A disputa do capiroto

                     

Agora é suportar a RESISTÊNCIA, Como se não bastassem os textos distorcendo tudo, nas entrelinhas de tudo que lemos na mídia, ainda contém a saudade da turma rubicunda, capaz de tudo.

É cansativo conversar procurando as palavras, tendo que observar se a pessoa   faz parte dos oprimidos da lista petralha. Ou nós mesmos.
Essa gente se mete na vida privada, nas relações familiares, nas palavras ditas e não ditas, atos e obras do cidadão. Ai de quem não andar na linha. A corja vem em cima com tudo. Essa violência aparecia até nas propagandas do regime, nas pseudos mensagens do fim da violência doméstica, do modo como eu devo usar meu cabelo ou  suportar o meu traseiro.
Com ares de buscar a igualdade e o respeito entre os sexos, a petralhada usou propaganda subliminar para jogar homens e mulheres  uns contra os outros, aumentando a violência, o antagonismo. Muitas petralhas de grelo duro tem é Complexo de Castração. O  Velhaco mais velhaco da humanidade, captou  e usou a expressão com propriedade. E eu que sempre achei que Freud era maluco e que isso seria impossível. Fui eu que não captei a mensagem, olhando a minha volta e, portanto não identifiquei o que ele o fez nos seus consultórios. Gleise Hoffman poderia ter marcado um horário com ele.

Mas tem uma coisa, já que Bolsonaro ganhou as eleições poderia mudar o discurso e parar de falar em  Deus a toda hora. Não estamos em nenhum culto. Até posso aceitar que a sua vitória teve um dedo divino, no mínimo salvou sua vida, mas basta, já está ficando chato.

Vai ser do barulho acompanhar a petralhada, batendo de frente com o mega cristão. Uns ateus e os outros sentados na mão de Deus. Mas, no fundo, disputando a atenção do capiroto.

Não acabou a contenda.

Não sabe o que é Complexo de Castração? Então klika  ou AQUI

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

As nuances ...

Envelhecer é um desaforo
                   
Quer dizer que o Capeta ganhou porque usou a internet ? E, não porque concorreu com uma falange de viciados em práticas abomináveis de fazer campanha, todos da mesma corriola de corruptos nos mais variados  matizes da esperteza no apoio, na covardia  ou na prática ?

O preço das campanhas políticas, orçadas em milhões e sempre crescente, foi preocupação inclusive de reforma eleitoral. O dinheiro vindo por fora, doações de interesseiros mal ditos. Os candidatos ligados pelo mesmo cordão de origem, cujo obstáculo imposto não permitia renovação. Desconheciam, solenemente, novas lideranças ou lideranças com pretensão de algo mais que não fosse bater palma para chefão do poder. Uso da hierarquia por tempo de serviço. Ou por idade.

Novos tempo se avizinham. Novas caras na política. E mais, sem ligação com ditadura, com teorias alienígenas, com pretensões de querer ser salvador da pátria e detentor de compostura superior ao cidadão comum, de dar mais valor a opinião estrangeira, vinda de quem só conhece carnaval e futebol ou passa pelos palcos despedindo-se  da vida vetusta e inútil.

Ganhou quem se atreveu a enfrentar os eternos espertinhos, dos  marqueteiros pagos a preço da vileza  e  especializados em vender produto de consumo doa a quem doer.

Algo emblemático que continua aparecendo na internet  são duas notícias antagônicas: Uma diz que Bolsonaro vai doar metade do seu orçamento em sobra de campanha, em um milhão e meio por aí. Outra é Haddad pedindo doação aos correligionários para pagar dívida de campanha, quando teve vinte vezes mais dinheiro para lançar-se presidente.

Se não pode ser considerado sintomático para começar a tentar  entender quem ganhou e quem perdeu é porque o povo é bem mais sabido que essa corriola por aí. Só o começo. Mesmo que depois todos deem com os burros n´água como sói acontecer.

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Às múmias, o sarcófago...

                                  
Não sei se viver na  Região Sudeste  seja grandes coisas. Histórica e economicamente concentrada na população e na riqueza, deixa  seus habitantes muito longe do que acontece fora desse eixo. 
É como se fosse verdade apenas o que acontece  no mesmo lugar e o resto do país fosse um apêndice indigesto. 

Essas eleições mostraram que a informação e a comunicação não está mais concentrada na mídia dos grandes jornais paulistas. Que a forma midiática de pressionar os políticos e seus interesses podem estar com dias contados. Principalmente vindo com essa geração formada com a informação nas mãos.

Bolsonaro tem filhos jovens e a internet caminhou com eles no muito que isso conta. Os marqueteiros da política, formados em universidades  com impedimento para a liberdade do pensamento, caíram do cavalo, esborracharam no chão da arrogância midiática, com notícias falsas ou versões de quem sabe fazer textos distorcidos, com a ótica empanada por interesses diversos.
É bom ficar ligado em lideranças jovens que surgiram pelo país, sem discursos atrelados à ditadura, a teorias alienígenas assimiladas por quem viajou para Paris e voltou, achando que o Brasil é um país comum e seu povo eterno manipulável.
 Essa gente que cospe pra cima, falando mal do Brasil, aceitando estrangeiro como amigo para ter discurso ditado de fora, humilhando o povo que desconhecem. Artistas e políticos com informação direcionada e fora da realidade nacional, admitindo estrangeiro a nos cuspir na cara.

O melhor dessas eleições aconteceu pelo Brasil  afora, sobrando novidades e defenestrando múmias.

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Haddad não é líder

- No meu quintal
                           
Ninguém tem vergonha de bater em Bolsonaro. Batem com uma vontade inexistente na forma de bater em Lula. Cheguei à conclusão , só  pode ser por ele ser branco, o Palmito, que ele tirou de letra e virou Mito. E pegou porque o cara mitou mesmo. Não é verdade que as surras dadas no Velhaco trilhavam a mesma maldade. Ou será que eu não soube?

A hipocrisia da sociedade é tão grande que , se ele fosse preto a atitude seria outra. Eis o verdadeiro racismo invertido. Não bateriam jamais, da forma com que o fazem, em um cara com outra aparência. E que não tivesse a coragem de enfrentar o sistema como enfrentou sem preocupar-se o que pensam dele e sem defesa de entidades virulentas a dar cobertura. Maluco beleza?

Politicamente, posso não concordar com muita coisa que ele faz e nem preciso. Mas sendo diferente dos donos do Brasil, que se acham os melhores e com direito de mandar até no que penso, prefiro. A menos que estejamos caminhando para passar por linha paralela mas que leva ao mesmo lugar. Aí, não... 

O Brasil depende muito mais do brasileiro, das suas atitudes e comportamentos do que de uma autoridade no poder executivo. Tenho a convicção absoluta que o Poder Legislativo tem muito mais interferência na sociedade e suas atitudes do que os outros dois poderes. Sem ter a segurança do seu direito garantido, aplicado com imparcialidade e de forma rápida, ninguém está seguro, desanda tudo.

Jamais o Haddad, petralha vencido,  será o novo  líder a conduzir o Brasil ao confronto, às demandas infindáveis Não tem estofo, não tem brilho, não tem independência. Até a Hoffman tem mais jeito pra coisa.
O que sei é que desde os anos vinte do século passado, essa gente tumultua, reverbera incompatibilidades , fazendo o país avançar e retroceder. 

Aguardemos o próximo lance.

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Os judicantes aparelhados

- Marca de mico estrela no limoeiro. Se até macaco sabe seu espaço ...
                                     
Eu sempre me perguntei quem seriam os fornecedores de notícias para o estrangeiro, sobre o Brasil, que os faz dar palpites com tanta certeza e com viés político óbvio,  defesa intransigente dos petralhas a ponto de usar um Lula Livre. A justiça brasileira, para essa gente é formada por incapazes de julgar, haja visto o fazer sem provas e sem defesa ampla.

Por esses dias, tivemos notícias de  reunião de advogados em manifesto contra o Coiso, em São Paulo. A lista é estarrecedora. Todos ligados aos petralhas. Um deles é  representante do Brasil na ONU. A aparência é de vetustos, parados nos tempos da ditadura. Mais essa, mais esses !
Está explicado. Aparelharam, também, com os amigos de sempre, os órgãos representativos no estrangeiro e soltam notícias e interpretações sobre apenas uma ótica, pois não admitem outra. Ricos, riquíssimos com seus clientes e com as verbas  tiradas do erário público. Vergonha? Nenhuma.

Essa gente, metida a oráculo e olhando a nós outros, o povo ignorante e pouco letrado, pouco viajado, que vive vidinha medíocre de brasileiro subdesenvolvido, longe dos Pink Floyd da vida e chegado a um sertanejo ou funk, tem a certeza da necessidade da tutela dada aos incapazes.
É isso, o povo é incapaz de escolher, de querer reger seu destino. Imagine um povo que não conhece Karl Marx e Nietzsche , que não compreende o que é avançado na lista fora do padrão cristão, isso sim uma aberração porque Deus não existe.

Essa gente não captou que Bolsonaro é detalhe, que está no lugar certo e na hora certa. Eles não adoram essa metáfora? Não querem aceitar que subestimaram o brasileiro e este  reage ao ser tratado como gado tangido a berrante desafinado e quer arriscar coisa nova.

Essa gente rica, não importa como, não leva em conta que o brasileiro pobre não quer ser rico mas respeitado para encontrar seus caminhos, sejam quais forem. O brasileiro cansou de ser pobre porque trabalha para enriquecer uma casta de nariz torcido e boca torta, quiçá olhar de pistoleiro, a dizer o que ele deve fazer, rosnando para o adversário que lhe é diferente.

Chega de gente querendo dar caminhos intelectualizados como se todos nós fôssemos necessitados de tutela e incapazes de escolher. Chega de subestimar a capacidade do brasileiro por não querer receber aulas de como ser e proceder na vida  mas apenas ter autoridades que cumpram seu dever e a Constituição, sem roubar e dispersar seu dinheiro pago por impostos.

Mentirosos, manipuladores, autoritários com cara de santos . Dissimulados a fingir, mudando como camaleão seu programa politico de campanha e ao sabor das manifestações.

Essas reuniões de advogados só mostram o motivo dessa petralhada ser tão judicante, querer resolver tudo na justiça, nas costas da  magistratura  como se eles não tivessem outros processos para julgar.
O Brasil é mais, muito mais do que isso.

Achei isso:  KLIKA

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Chuva de honestidade


                           
                           

                   Flávio Leandro, Cicero Mendes e Chico Justino

                                 


Como já estou perto do fim do  prazo de validade, começo a ter piripaques que nunca tive. Um exemplo são  esses apoios ergométricos para pés nos escritórios. Sempre me perguntei o motivo de sua existência. Pois tive que comprar, pela internet, um desses para mim. Descobri que a musculatura do joelho, especialmente  a de trás começa a dar problemas se uma pessoa fica com a perna recolhida durante muito tempo e fora da posição correta, quando sentada.
Com a ociosidade, sentada em leituras, computador, televisão, tablet e  tudo o que a vagabundagem me dá direito, depois de décadas de muito trabalho, vem também a cobrança da idade. Caramba! Quando podemos fazer as coisas sem que a vida nos cobre o preço?

Com as eleições em plena reta final, com tanta coisa para acompanhar, continuo fazendo meus exercícios mas fico sentada demais. Sou obrigada a me vergar às evidências e digo que aproveitem a mocidade porque envelhecer é o maior desaforo. Minha meta é Dona Senira, minha vizinha e de quem já pedi para ver a Carteira de Identidade para creditar que ela tem 98 anos. Contemporânea da minha mãe que morreu há seis anos,  dando tiro para todos os lados. Mas ela continua com jeito e disposição de sessenta anos. Impressionante! Um dia tiro foto com ela para mostrar para vocês, a pele impecável nas viagens pelo mundo afora e votando como qualquer adolescente.

Por falar em eleição, quero mostrar para vocês uma música brasileira, à perfeição, nordestina com sotaque de primeira , sanfona e roupa típica, que nos deixa anos luz dessa música ordinária sulista de pseudos gênios,  vomitadas pela rede de canais de televisão hegemônica com seus artistas que tacam pedra no povo mas lá de Miami.

A letra da música:

Quando o ronco feroz do carro pipa, cobre a força do aboio do vaqueiro Quando o gado berrando no terreiro, se despede da vida do peão Quando verde eu procuro pelo chão, não encontro mais nem mandacaru Dá tristeza ter que viver no sul, pra morrer de saudades do sertão Eu sei que a chuva é pouca e que o chão é quente, Mas, tem mão boba enganando a gente, secando o verde da irrigação Não! Eu não quero enchentes de caridade, só quero chuva de honestidade Molhando as terras do meu sertão Eu pensei que tivesse resolvida, essa forma de vida tão medonha Mas, ainda me matam de vergonha, os currais, coronéis e suas cercas Eu pensei nunca mais sofrer da seca, no nordeste do século vinte e um Onde até o voo troncho de um anum, fez progressos e teve evolução Israel é mais seco que o nordeste, no entanto se veste de fartura Dando força total a agricultura, faz brotar folha verde no deserto Dá pra ver que o desmando aqui é certo, sobra voto, mas falta competência Pra tirar das cacimbas da ciência, água doce que serve a plantação



domingo, 14 de outubro de 2018

Mudando o disco

                        

Um belo dia, um deputado federal, espantado com a falta de reação de seus pares ante tantas denúncias de corrupção, resolveu juntar-se a meia dúzia para bolar uma forma de reação.

Os primeiros encontros começaram a atrair outros e outros simpatizantes. A coisa cresceu e virou campanha para  agir conforme seus entendimentos de política e de Brasil.
 Liderança não é participar de conchavos ou cargos que aumentem o poder e a glória. Liderança é quem vê o que precisa ver e reage quando ninguém reage. O líder pula na frente e nem sabe dizer o motivo.  O perigo é, quando tem sucesso, perder-se no emaranhado do que vem pela frente, perder o foco, deixar-se seduzir pelo poder a que tudo corrompe.

O próximo presidente é tão líder quanto Lula. Dilma não é e nunca foi líder. Esse foi o erro de quem fica caolho por ação do poder. Indicar Dilma e o resultado errático dessa indicação amadureceu o eleitor. Duvido que aconteça de novo; ser eleito alguém desconhecido,  apenas porque colocado  por um líder, como fez Lula com Dilma.

 Um segmento ligado a palavras alienígenas e conduzidos por batuta quebrável, manter-se firme em suas convicções  é normal porque tem memórias que não conseguem esquecer catecismo decorado e falta de informação livre para mudar.
O Brasil não é a zoropa nem brasileiro é zoropeu. !!!!!! Pois é lá que esses intelectuais buscam as palavras; nas sorbones, nas conversas dos bares parisienses, nos sartres e suas palavras initeligíveis para parecer mais inteligente do que é. Nos barbudos do século retrasado  com realidades e exigências outras. Nas lideranças a cavalo, com espada na mão das cordilheiras andinas. Nos argumentos levados pela culpa judaico cristã que mostra as burras cheias e o coração contrito pela miséria alheia   mas que os sustenta politicamente. Na vontade napoleônica de juntar nações como se junta gado , com berrante desafinado.

Eu não tenho paixão por nenhum líder. Se posso ter um preferido, fico com D.Pedro I. Se não fosse brasileiro estaria no panteon internacional e na frente de muito endeusado nos livros de história e documentários parciais. Quando meus filhos saíam da adolescência eu dizia que queria resultados porque D.Pedro com 23 anos já havia proclamado a independência do Brasil, brigado com o parlamento brasileiro, viajava a cavalo pra baixo e pra cima, buscando unificar o Brasil, mudava ferradura de carruagem que atrapalhava o caminho, deixado seu filho de cinco anos para trás, e, com 35 morria em  batalhas  na Europa pela  reconquista do trono,  em Portugal. E, tudo sem ter nada mais do que sua vontade e suas doenças pelas farras na vida, vivida em um Brasil  em construção, em seus  primeiros passos. O brasileirinho... Diga ao povo que fico!

O fato é que o brasileiro gosta de arriscar. Não concordo que não saiba votar. Sabe sim. O que ocorre é que o escolhido trai  seu eleitor, perde-se nos caminhos traçados pelos seus erros. Mas, para isso serve a democracia, com o voto, tentar de novo outra via, outro líder. Voilà!