quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Juventude, a carta marcada

                        

Tem um filme de 1961, West Side Story, cujo enredo se passa nos anos cinquenta em Nova York.
Nesse filme tem um torneio de dança cujo casal vencedor será o que ficar por último. Dançam sem parar, dia e noite. Alguns casais chegam a desmaiar, um deles,  mas não desistem porque o prêmio em dinheiro pode mudar suas vidas.
O filme mostra a falta de perspectiva da juventude em um momento, no pós guerra, e, participar de torneios para ganhar dinheiro era, talvez,  a única chance para mudar o futuro.
A exploração da miséria humana, a juventude abandonada e sem direção, também é aproveitada pelos organizadores do evento, sem outro objetivo do que lucrar, tanto quanto os participantes.


Nos tempos de hoje, os diversos realities shows podem ser considerados exploração desse mesmo viés, de uma  juventude sem perspectiva.
Submetem-se  à  exposição predatória  e o  tratamento semelhante a ratos de laboratório para ter uma chance na vida. Catapultar a sua vida profissional e buscar a independência social e financeira, principalmente livrar-se da dependência de sua família original.

Então  e mas, os intelectuais torcem o nariz, menosprezam quem participa ou organiza. Não tem olhos para o fenômeno mundial e que leva a juventude  buscar ganhar ou perder suas sonhos de futuro  nesse quadro arriscado. Os senhores do poder e da glória, a sociedade intelectualizada e digna nos seus lugares fixos na sociedade, mostram total desprezo por uns e outros como se não fosse digno uma pessoa tentar furar o bloqueio social. Para isso, precisa  de algum dinheiro.

Eu não vejo quase nada porque tenho grandes limitações em entender essa juventude participante. É muito frenesi, muita ansiedade e me deixa nervosa, sem entender  completamente o que se passa.  Penso como reagem os pais, que às vezes, também estão na retaguarda e não podem fornecer mais do que aquilo. O mal é meu porque não tenho formação acadêmica para aproveitar as nuances do ser humano, sua glória e sofrimento.
Desde Casamento a Primeira Vista,  Quilos mortais ou  até A Fazenda, todos estão no mundo da ansiedade e do submeter-se ao julgamento raivoso de um público, também problemático e que não tem nenhum pejo em injuriar, difamar, massacrar cada personagem. Nem sei como faz  o vencedor porque aos outros, a sarjeta.

Uma vertente desses realities são programas onde produtores e apresentadores ganham a vida para julgar os participantes. E, o fazem  de forma cruel como se fossem  trituradores de honras e vidas. Como esses jovens fossem piores do que animais. Pois que os mesmos que arrazam com os participantes são aqueles a  defender os animais. Ah, mas os animais são irracionais. Me conta outra...

Considero os realities shows o resultado da luta pelo lugar ao Sol onde as armas são o que se apresenta. Pelo menos não morrem como na época das guerras quando a juventude era usada para algum maluco chegar ao poder e ficar na história com loas e monumentos  e esquecidos os jovens sacrificados ao poder de uma conquista, outra.



segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Denúncia premiada.

                                       

O quê leva uma pessoa a debochar de outra quando está fazendo  um serviço simples? Por que é sinal de decadência financeira ou pessoal se um "doutor" faz uma jardinagem ou varre o passeio?

Quando  síndica do prédio onde eu morava em Belo Horizonte, na rua Chile quase  Avenida Uruguai, no Sion, era eu quem fazia a jardinagem interna e externa. Um condômino, toda vez que passava por mim, soltava uma piadinha irônica.
 Eu  replantava e podava. Era pouca coisa e não justificava contratar um jardineiro para tão pouco. Instruí a faxineira para molhar duas vezes por semana.  
Hoje seria motivo de ação trabalhista porque os juízes passaram a entender que há acúmulo de função, precisando receber a mais  por isso.

Toda vez que eu estou jardinando, na minha casa em Guarapari, alguma pessoa, ao passar, faz um comentário desagradável ou jocoso.
Tinha um caseiro, mulato, que debochava com riso cheio de dentes, dizendo que conhecia um jardineiro para fazer aquele trabalho. Até que eu achei uma resposta.
- Sabe cara, trabalho para mim não é humilhação . Sabe por que ?  Não sou descendente de escravos cuja memória  social  carrega as chicotadas nas costas para trabalhar conforme queria seu senhor ou o tronco quando desobedecia.
Sou descendente de imigrantes que vieram trabalhar para ser alguma coisa, fugindo da pobreza. E, dos índios que nunca se prestaram a receber ordens de vagabundo.
Nunca mais ele fez deboche, cumprimentava e seguia seu caminho. Até que, um dia, não o vi mais.
Se fosse hoje, ele faria um Boletim de Ocorrência por injúria racial e eu seria  condenada a Pena Alternativa.

Morre uma cachorra agredida por um cara  que cumpria ordens, um segurança com medo de  perder o emprego, e, milhares de pessoas passam a fazer caça às bruxas, ignorando as milhares de pessoas  mortas porque estavam no caminho de algum bandido. Um frenesi total.
 As reações são tão fortes, que um cantor sertanejo espanta-se com essa diferença no tratamento de mortes violentas humanas, sendo massacrado pelos militantes animalescos. Valeu passeata, editorial  de jornal,   horas perdidas com teses de filósofos rasteiros contra o agressor do animal e o cantor, referindo-se à morte do animal como assassinato, com prisão espalhafatosa do segurança.

Uma geração criada na frente da televisão vendo filmecos de animais, falando e agindo como se  gente boa  fosse, assimila assim. A mesma que assiste crimes, assassinatos de toda natureza, filmes com enredos violentíssimos com ator metido a besta e arrogante no último  mas amado,  dando tiro na direção do telespectador. Ou  filmado da realidade , relatado à exaustão.
A costuma-se. Fica assim, por isso mesmo. E, ainda reclama quando a imprensa cobra  e cobra resultados na punição dos autores.

Mas o pior de tudo é a profissão de dedo duro, judicializante juramentado, denunciante glorificado e beneficiado, promovido e ganhando espaço como se fosse gente boa e com honra ilibada.

O que é nazismo?
E, democracia ?
E, inversão de valores ?

O futuro a Deus pertence.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

O gado mental


                     
Comércio internacional e controle dos poluentes no Brasil.
Eu só queria saber qual o cacife tem a França para querer comandar o controle da industrialização no Brasil. Pois que controlar os gazes poluentes é controlar o desenvolvimento industrial. O futuro que nunca chega para o país.  Para não dizer que o Brasil é nanico nessa área, os zoropeus  se voltam para o pum do maior rebanho de gado  do mundo e os efeitos das árvores amazônicas no universo. Caramba, um país que não é industrializado não polui o bastante para ser freado por  grandes industrializados.

Essa gente ricaça, que vive encastelada junto aos seus potes de moedas e, portanto, já deram o que tinham que dar no velho mundo, exigem que o Brasil seja eterno fornecedor de matéria prima para voltar agregado na industrialização deles.
E, o interessante é que hoje vi uma matéria, dizendo que o brasileiro precisa comer menos carne porque uma pesquisa  zoropéia diz que faz mal comer todo dia. Quer dizer, menos gado, senhores... São uns pilantras.

É verdade que não temos grandes pensadores porque os decoradores de textos estrangeiros falam pelos cotovelos mas repetem o velho óbvio. Como brasilidade, com Gilberto Freire, não apareceu nada depois de Darcy Ribeiro, com discurso para sua formação independente. Então, quanto mais atrelado ao que nos direcionam lá fora mais os pseudos intelectuais brasileiros batem palma. E, pior, agridem quem se atreve a pensar diferente, correndo atrás de nossos interesses para acabar com o desemprego, a miséria e o atraso.

O Velhaco, sabendo que não tinha estofo nacional , juntou-se aos países miseráveis, deu até dinheiro da nação sem consultar o Senado Federal, para ser o bom samaritano internacional. Mesmo sem nunca ter frequentado nenhuma escola formal, recebeu  galardões universitários a perder de vista, muitas loas,  por manter a crista baixa aos desenvolvidos. Oba! Chegou o cara! Disse o xerife de ocasião, mais preocupado em deitar regras ao mundo e fazer guerras em vez procurar acordos de paz.
É o mesmo que essa gente que se junta para dar comida aos moradores de rua mas não fazem nada para que eles tenham um  futuro melhor.  Tanto como essa gente atrelada ao   sistema judaico cristão, de dar e  garantir  alimento  aos seus complexos de culpa e que  não sobreviveria sem os pobres. Tanto  os países  desenvolvidos não teriam futuro sem a matéria prima tirada, às toneladas, dos subdesenvolvidos com  manutenção da sua falta de ambição em um futuro  grande, para garantir seu desenvolvimento industrial.

O Brasil pensa pobre porque haverá sempre o país rico para lembrar que deve reconhecer o seu  lugar, a periferia, o quintal dos ricos, com puxadinhos improvisados, querendo copiar a casa grande. Um símbolo recente, foi aparecer  um cantor decadente, desgastado pelas drogas, em plena eleição. Cobrou  fortunas  para arrastar  sua decadência, desmembrada do principal de valor. E com a  arrogância daqueles que se dão de nos dizer o que  devemos seguir. Ao nada se essa elite burra segurar as redes do subalterno.

Espero que o Brasil liberte-se das amarras coloniais porque precisamos  desenvolver nossa indústria, gerar emprego e agregar as  riquezas do nosso solo antes que elas acabem.
Se a água e o ar da zoropa estão mal e os explorados cobram o preço do que lhes foi pilhado durante milênios, que fiquemos fora.
 O mundo é muito mais do que a zoropa. Quiçá a Franca.


quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Buscando conteúdo

- O que tem no Brasil , só fofura
                                   

Viajar é a melhor coisa . Mas é preciso cuidado se vai em grupo. Sempre tem alguém querendo  liderar a todos, recolher as gorjetas para repassar, controlar horários. E, não é o guia. No mais é melhor do que viajar sozinho, se o olhar é para divertir-se e ignorar os chatos. Conhecer outros povos e suas culturas, observar as pessoas e suas características.

Mais de um vez, li  sobre listagens  com  as características do brasileiro, aos olhos do estrangeiro, quando veem ao Brasil. ou o conhece no estrangeiro. Muito são  características  do carioca mas fica valendo mesmo assim.
O quê sempre consta é a escovação dos dentes. Pode ser do Canadá à Austrália. Todos colocam o item  na lista. Todos acham exagero escovar os dentes após todas as refeições. Aos que possuem a certeza  que somos macacos amestrados, consideram defeito!

Mas eu, por exemplo, fico pasma de como os dentes dos estrangeiros são ruins. Talvez, por ser filha de dentista, observo muito essa característica que é geral. Nem precisa viajar, basta verificar os turistas. Mas em viagem é certo..

Em entrevista na televisão, nesses talk shows dos EUA, ao ser perguntado a Russell Crowe qual a maior diferença que ele notou entre os americanos ( ! ) e os australianos, ele respondeu rapidamente, sem pensar  :
- Os dentes péssimos dos australianos.

Então, vamos em frente...

Mais sobre o assunto ? KLIKA

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Mergulhe, disfarce

- Entre 5 e 15 reais na internet, Estante Virtual
                                   

Às vezes penso que essa gente intransigente, que não admite pensamento contrário deve ter alguma explicação freudiana. Ou são limitados de inteligência. Alguns matam ou mandam matar seus desafetos. E, a história está cheia dessa gente sem limites. Milhões de pessoas foram mortas, impedidas de viver porque pensam livre, diferente do estabelecido vigente ou por desagradar o líder limitado mas feroz. Não acredito que seja apenas  pela busca do poder pessoal ou estatal mas doença do prazer em aniquilar gente ou alguma coisa viva.

Os petralhas foram intransigentes ao ponto de difamar sem dó e levar a morte muita gente. Não foram poucos os que sucumbiram às forças petralhas e deixaram suas vontades de lado para  recolherem-se à sua insignificância de meros sujeitos opacos.  Se houve perda do conjunto, só Deus sabe.

Agora surge outra força que não sei  aonde vai chegar, antagônica aos petralhas.
Quando eu era líder feminista, buscávamos os direitos iguais como cidadãs e trabalhadoras. Meu grupo não fez parte de discursos contra a violência à mulher ou a favor do aborto. Chegamos a conclusão que esses tópicos deviam ser defendidos por grupos interessados no tema e  passado por essas experiências. Não exercíamos defesa dos fracos e oprimidos, nem fazíamos serviço social  mas buscávamos o aprimoramento da nação. Nunca tivemos comportamento abusivo, autoritário  ou indecente. Mas  fomos agredidas por gente radical, hoje fechada com os petralhas e que nos chamava de elite, lideres da classe média. Do outro lado, os que achavam que abalávamos as estruturas da família e da Bíblia.

Não quero falar por outrem mas das minhas experiências.  E digo que não faltou  quem me agredisse, verbalmente, na rua ou até em restaurante. Juiz de direito, bêbado e com amigos em uma mesa de restaurante, gritando que eu era bolchevista e que, depois, encontrei em uma ação, fez questão de prolatar sentença absurda. E me agredir, verbalmente, em outra ocasião, na frente do meu cliente. A OAB/ES foi formal e nada mais. O presidente da OAB disse a mim que não queria fazer comissão para  as mulheres e eu perguntei a ele porque estava dizendo aquilo para mim. Se eu queria tratamento igualitário, sendo contra discriminação com tratamento à parte. Nunca ninguém me viu em grupos sociais,  separados, só  de mulheres,  e nem em conversas cri-cri. Jamais aceitei fazer parte de grupos somente de mulher ou de advogadas.
Deus me livre das conversas cri-cri, vitimistas e dos relatos pessoais  próprios de pessoas fracas e sem força pessoal, levianas, sem compostura alguma. Não tenho nenhuma paciência.

Então, essas agressões a feministas é uma falta de civilidade, de  desconhecimento das liberdades, do respeito ao outro.
Muitas exageram mas não são diferentes dos que usam as mesmas armas do lado contrário. Sabe-se lá porque uma pessoa manda matar um desafeto ou ridiculariza o outro por ser diferente. Mesmo que fosse holigofrênico. Muitos são sádicos e estão na cadeia, dando ordens e sendo obedecidos. Tem gente acampada, sofrendo com as intempéries, para ver um cantor estrangeiro falar mal de seu país e ainda o aplaude. Ou dar bom-dia a apenado  que pilhou a nação.

Contra essa gente abusada há a força da lei e a intervenção das autoridades. O cidadão livre ? Faça o boicote, risque do mapa para que  não haja  repercussão dos seus atos ou palavras. Aos que agen dentro da democracia que seja respeitado porque é assim que caminha a humanidade.

Substituir abestalhado que se acha porta voz que grita mais é o mesmo que trocar seis por meia dúzia.  Se a casa pode cair de  um lado, pode  cair do outro. Se  não entende, mergulhe.

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Aos fatos ...

                                            

Magno Mata não foi reeleito senador pelo estado do Espírito Santo. Cotado para ser vice de Bolsonaro não aceitou  porque não acreditava que este fosse eleito presidente da república. Então, teve convite na ocasião certa e recusou.

Tão logo Bolsonaro foi eleito, e, já derrotado, Malta colou no vencedor inclusive em constrangedora oração na primeira aparição do candidato. Depois disse que não sabia que estava sendo filmado. 
A partir daí, quis ser indicado a ministro sem ter nenhuma habilitação profissional.  A pressão foi tanta que o vice presidente eleito, Mourão,  teve que declarar ser Malta um elefante em loja de cristais. Quer dizer, incomodava. A argumentação do cara é que ele fez campanha para Bolsonaro e não para si mesmo, que foi ele quem fez os evangélicos apoiarem o candidato. Consequentemente, Bolsonaro lhe devia a eleição.  Considera-se  um pastor a tanger ovelhas para onde quer levá-las.

Magno Malta não foi eleito por  seus próprios motivos. Eu  só vou repassar o que ouvi para vocês ficarem bem infirmados pois já leio declarações de pastores boquirrotos, que Bolsonaro não tem caráter por não nomear Malta para ministro.
Então, vamos lá : O primeiro motivo é que as próprias ovelhas o abandonaram. Ele é pastor evangélico. Casado há muitos anos, com vários filhos ele deixou a mulher, esta com grande atuação evangélica, para ficar com uma cantora gospel que ele conheceu em seus shows porque ele é  cantor. A mulher  é deslumbrante perto dele que é muito feio. Teve gente, em protesto,  que saiu da igreja dele e foi para outra. Porque esse pessoal tem essa cultura de mudar de igreja, ficar filiada a uma igreja. Eu não entendo desse assunto  porque sou católica e posso ir na igreja que eu quiser pois é uma coisa só.

Outra coisa foi um escândalo com um acusado de pedofilia que foi preso,  teria sido torturado na presença de Malta  e provado inocente. Magno Malta foi presidente de uma Comissão Parlamentar de Combate a Pedofilia e muita gente acha que ele foi com muita sede ao pote.  Que conseguiu muita coisa mas não fez mais do que a obrigação pois era esse o objetivo da comissão. Mas o fato da  perseguição a um  homem de bem, extrapolando sua competência parlamentar  contou bastante  para sua derrota. (KLIKA )

E, por último, a campanha para votar em alguém novo, que nunca tivesse sido eleito foi muito forte. A renovação foi alta nas eleições  parlamentares e no executivo. Embora a eleição do governador fosse coisa à parte. Foi eleito um candidato que já foi bom governador.

Quanto a fazer campanha para ele mesmo e ele dizer que não fez, não é verdade. Ele fez campanha forte sim. Só aqui em Guarapari ele esteve, com trio elétrico  e por mais de uma vez. Eu vi quando estava no trânsito e ele passando. Falando, daquele jeito dele. É verdade que pedia votos para Bolsonaro mas, obviamente para ele também. Estava  em cima do trio elétrico, sem descer e falar com o eleitor e isso, em cidade pequena , vale muito.

A mídia hegemônica dá notícias pela metade. Eu não estou advogando causa a favor do eleito presidente mas apenas informando. Quem quiser achar que é fofoca, fique a vontade.

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Efeito Bolsonaro

                                 

O efeito Bolsonaro chegou a OAB / ES.
Hoje é data das eleições e nenhum petralha na porta para fazer pressão porque não apresentaram chapa. O presidente atual é tão petralha que, disseram-me, seu telefone diz Lula Livre antes de ser atendido. Antes, era  em campanha para algum candidato ou no poder. Recolheu-se à sua insignificãncia  depois de muitos anos abuletado na presidência e em continuidade. Vade!

Eu fui oposição a OAB. As  chapas das quais fiz parte  nunca ganharam mas as mudanças surgiram a partir das nossas propostas. Antes nem haviam as tais.
Fui conselheira indicada pelo Instituto dos Advogados Espiritossantenses  no tempo em que, por ter fundado a Ordem dos Advogados do Brasil, podia indicar conselheiros. Eram os melhores e mais atuantes mas a nova lei que regula a profissão aboliu essa homenagem. Da primeira vez fui a única mulher. Abri caminho para as outras porque indiquei advogadas para o Instituto e este indicou para a OAB.

Quando cheguei ao ES, na OAB, 1973,  não tinha eleição propriamente dita. Era participação para referendar a chapa formada pelos mesmos. Todos em fila indiana,  recebendo um envelope e colocando na urna. Recusei-me, Tirei o papel de dentro do envelope e fiz um xis. Não havia mulher no local pois fui uma das primeiras. Haviam umas duas a mais. Um escândalo!  Logo me juntei com a oposição e formamos a primeira chapa. Eu fui a única mulher por algumas eleições.Tivemos que buscar ordem judicial para ter cabine de votação e cédulas da mesma cor porque a deles era azul, colocada em um envelope transparente, dando para identificar o voto ao ser colocado na urna.

Com o tempo e os petralhas ganhando espaço em sindicatos,  enquanto fazíamos campanha debaixo do Sol inclemente, sofríamos todo tipo de ofensas. Até peitada de um advogado eu levei. Imagine a figura, que morreu assassinada. Quase dois metros. Comecei a gritar: - Socorro ! Olhem o que a OAB faz com a oposição!!!! Só assim ele saiu de perto de mim.

Em uma ocasião quase bateram no candidato a presidente da minha chapa, um advogado combativo, de prestígio social e profissional, nem sei se ele está vivo. Se não o fizeram foi porque entramos na frente dele, inclusive seu filho advogado e hoje juiz. Durante esses anos, até então, a violência diminuiu porque as calúnias e as difamações, como forma de campanha deles,  acabaram  mas a pressão física continuou forte. A última vez que eu participei foi em 88. Cansei, não tive mais cabeça para esse tipo de violência que foi ficando cada vez pior.

Pois neste ano de 2018, não teve petralha e. consequentemente não houve violência direta ou indireta. Todo mundo civilizado, sorrindo, descontraído, com bom dia prá lá, bom dia prá cá.

Democracia para essa corja vagabunda é o outro.

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

A estaca no peito do zumbi errado

                             
 
A questão aqui não é o curriculum do presidente eleito e nem de suas escolhas de vida. Mesmo porque não são da minha conta a vida particular e as arapucas óbvias que caiu ou vai cair. Nesse quesito os homens são todos iguais.

O quê  interessa, para  especular,  é uma das afirmativas havidas em campanha para presidente. Não foi sequer dos petralhas mas dos Cirocas. Porque, a falar a verdade, petralha não menospreza os fins da fila. Coisa que gente do Ciro Gomes é mestre, copiando o mesmo.

A afirmativa é que Bolsonaro faz parte dos deputados federais denominados de Baixo Clero e que esteve quase trinta anos na casa legislativa sem ter expressão importante. Por isso, não merecia ser presidente da república mas  recolher-se à sua insignificância.

Essa tese, defendida com vigor e virulência, com veneno escorrendo pelos dedos entre os teclados, atinge toda uma massa, talvez a maioria absoluta da humanidade. Ainda aparece aqui ou ali, arf...
Há uma perversão intelectual e  discriminatória que beira o crime.

Pois então, quem transita pela mediocridade da vida, muitas vezes empurrado por quem manda e desmanda, por aqueles que  sabem negociar, articular, romper com suas convicções, pelas circunstâncias dos fatos e da vida  é inferior aos outros menos  sortudos ou espertos ? Essa gente não pode almejar furar o bloqueio e despontar lá na frente, derrubando tudo? Não pode pular na frente da baioneta e começar a mudança, conclamando para "quem for brasileiro que me siga "?

Para fazer analogia simples, ad argumentandum e ficando com o Brasil, já li que Tiradentes era um medíocre entre doutores, poetas e sacerdotes, um boquirroto covarde que se rendeu à coroa, escondendo debaixo da cama. Portanto, criado, inventado pela República  como  seu símbolo. Herói da nação? Jamais. Mesmo que tenha sido um brasileiro sem medo de ser enforcado e esquartejado em praça pública porque quis implantar a república, enterrando os privilégios  que nunca desaparecem.

Pois que saibam essa gente vaidosa e arrogante que qualquer pessoa  pode e deve tentar pular na frente contra os poderosos, pseudos donos do poder e da graça superior da inteligência humana, provada com seus títulos tirados com o aval de um estado criado para favorecer quem decora suas regras  e as segue sem titubear.  Lutar para livrar-se do garrote no pescoço é obrigação de todos ser humano e dever de quem tem coragem.

Os tiranos, escondidos sobre os diversos mantos do poder e da graça foram os piores verdugos da humanidade e quem liderou mudanças repentinas, saíram do populacho com marcas nas costas,  desconhecidos que se deram no direito de reagir. Muitos deles jamais conhecidos porque de fora do sistema e dos holofotes.

Essas eleições mostraram também isso, as favas contadas preferiram desconhecer  os amigos dos amigos e arriscar entre os seus.

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Briga de guerrilha

                        

O brasileiro não aceitava mais  os petralhas no poder. Assistia espantado a capacidade de ter, por seu, o dinheiro público transformado em dinheiro privado.

Eu conheci o Velhaco de vista e de perto. Não conversei com ele. Ele dirigia - se a todos, sorrindo, com a mão estendida para cumprimentar. Passei ao largo com o estômago embrulhado. Foi no forum quando ele era testemunha de um terrorista, orgulhoso de o ser,  processado por  crimes contra a honra de algum alvo que reagiu. Usar jornais para atingir um, errar o tiro, ricocheteando em outro, era comum. Ou é?
Se  foram, são  ou serão alvos de fakenews   apenas estão sendo vítimas de suas próprias armas. Usaram e abusaram de mentiras, difamaram até a morte de algum desavisado que sequer tinha ligação política com alguma coisa. Tudo para atingir  adversário político e como estratégia de guerrilha. Pois foi exatamente isso que fizeram enquanto chegavam ao poder e lá permaneceram; guerrilha política. Ser parceiro das FARC era andar junto de iguais.

Entretanto, se o eleitor escolheu outro candidato antagônico dos petralhas não foi por convicção política mas para tentar afastar uma quadrilha do poder. Mais que uma quadrilha era uma hoste terrorista, treinada para  transformar o Brasil em vassalo de Cuba. Que horror! Uma ilha vagabunda que não produz nada a não ser  gente a serviço de uma casta, como cavalos  bem nutridos para o trabalho que lhes dão.

Espero que possamos acompanhar o novo governo e novos eleitos para focar em um Brasil que respeita o cidadão em suas  convicções e não traga outra patrulha a nos dizer o que está certo ou errado como são os petralhas.

Ninguém tomou posse na nova legislatura e executivo mas tem gente que orquestra mudanças por tabela. O futuro dirá a que será. E que não seja combate a guerrilheiro  acuado  e atinja quem não tem nada com a briga.

OlÉ ! KLIKA

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Da República


                              
- A realidade ...                



Novembro tem o feriado da data de comemoração da Proclamação da República. Como sempre, um grupo a impor  suas convicções ao povo, sem consulta e copiando o estrangeiro. Proclamar a república foi tão subalterno aos EUA que até a primeira bandeira foi um arremedo da horrorosa bandeira estadunidense. 
Felizmente, alguém percebeu que era preciso fazer um nação à parte. Não vou entrar em detalhes mas reporto a um bom artigo sobre a criação da bandeira do Brasil, no final deste.

República ou monarquia, não faz diferença quando uma casta toma conta da nação e surrupia tudo para manter os mesmos princípios e fortalecer a brasilidade da  Idade Média onde os  vassalos fazem o que os suseranos mandam. Inclusive no recolhimento de impostos para dar vida mansa a quem manda.

Com os petralhas no poder, mais que nunca, ser funcionário público foi o sonho implantado nessa república  de fâmulos. Até a carreira de Concursista apareceu. Nesses tempos sombrios, passar em concurso público com provas de  múltipla escolha para quem tem o privilégio da boa memória e inteligência de mamute, faz do camarada superior  aos demais.
Até nas vagas da praia  quando  em pleno verão abarrotado de turistas, o funcionário público manda reservar uma vaga para seu deleite. Pelas conversas nota-se que são funcionários federais:  Petrobrás, Banco  Central. Ah ! Receita federal ! Magistrada que manda abrir tenda fixa na areia, em cuja sombra ninguém pode pisar, até a fiscalização municipal lembrar  o público à mulher , cheia de jóias na  praia. Tem prefeito nessa bagaça e os escolhidos do rei precisam recolher a  arrogância mesmo que seja mulher.

Por isso mesmo, com tanta república pela frente com a história da construção da nação em pleno vapor, ainda penso que D.Pedro I é a maior figura da nossa história. Não vem ao caso e conheço todo o discurso paulista na desconstrução do personagem mas fica a minha convicção que não muda nada.

Aqui em casa, com dois filhos para educar sozinha, não deixei de falar :
-  Dom Pedro Primeiro com 23 anos proclamou a independência, outorgou a Constituição do Brasil e casou-se com mulher que não amava. Viajava  do Rio para São Paulo em cavalo e selas ruins e ainda trocava  a ferradura. O pai caiu fora quando ele tinha 22 anos e ele reconquistou o trono de Portugal para a filha aos trinta e quatro. Não vou admitir fricote de ninguém ante as durezas da vida.

Da República, que vale a pena, somente o livro de Platão.

Bandeira do Brasil, teorias à parte ?  KLIKA

Em tempo : Eu quis salvar essa menina no meu blogue. Bem símbolo  da realidade pois  o feitiço virou contra  o feiticeiro. No caso a mãe. Provavelmente é como a mãe fala com a menina. A realidade é um pouco assim.

domingo, 18 de novembro de 2018

Choronas

     
Para quem gosta de música brasileira exercida e tocada Brasil afora e não pode ser mais considerada como regional.           

Quando Waldir Azevedo, autor de Brasileirinho,  veio a Vitória tocar no Teatro Carlos Gomes, fiz questão de ficar nas primeiras filas.
Ele havia tido um  desastre no cortador de grama e quase perdido um dedo que foi cortado, caiu, ele pegou no chão e levou para o médico fazer o implante. 

Vê-lo tocar como um deus, após esse episódio, foi de uma emoção tão grande que eu chorei.
Reparem que a música é tocada no cavaquinho, apenas nas duas cordas de baixo. Eu o vi contando que as outras cordas haviam arrebentado e o filho pediu para ele tocar. Então ele fez essa peça, inicialmente, somente nas últimas cordas.

Waldir Azevedo é um músico e compositor  reconhecido internacionalmente. Não  raro suas músicas aparecem em filmes como, também,  Ary Barroso e Tom Zé.

Em um domingo agradável, para o nosso deleite. 

Não sabe? Então KLIKA

Pequenos macacos brasileiros


- Artista, fazendo pose
                                 

O bando de saguis que transita pelas minhas redondezas, cujo chefe já atende pelo nome de Boran, na maior fofura, reproduz duas vezes por ano; em fevereiro e setembro.
Cada dupla é diferente da outra. Vou nomeando cada uma de acordo com as características. Os primeiros não estão mais no grupo. Não sei se houve algum controle da Secretaria do Meio Ambiente ou se Chefe Boran colocou pra correr.
Dos maiores, sobrou o Solitário, já adulto. Dei esse nome porque seu parceiro     ( a ) morreu. Está muito parecido com Chefe que  eu  distingo pela cara autoritária me encarando como se desse ordens.

Nasceram mais dois em setembro. Os de fevereiro eu coloquei o nome de Feinhos. Nasceram pequenos demais, custaram a desmamar e aprender a andar nos galhos. Até hoje tem essas características. Parece que Chefe Boran percebe e os trata com mais paciência, sem dar empurrões quando comem antes dele. Nos ensinamentos para essa dupla, ele repetia e, até hoje, fica de longe observando quando eles ficam para trás.

Se nasceram os Fortinhos, grandes, espertos e independentes desde quinze dias e já foram embora, agora nasceram os Artistas.
A dupla adora posar para fotografias. Era difícil tirar fotos dos  outros mas essa dupla é confiante, entra dentro de casa e já tem inúmeras fotos de poses diferentes. Incrível mas  eles já disputam com os irmãos quando vão comer a banana e Chefe tem que intervir na briga que eles arrumam. Desmamaram com um mês.

Já estou me despedindo dos Espertinhos, que serão os próximos a debandar na ponta da fila. Coloquei esse nome porque pulam no meu ombro para furar a fila ao  comer e sabem onde guardo as bananas. Ficam na frente do armário me chamando, às vezes aos gritos. Uma piada.
O pessoal da secretaria disse que eu não posso dar comida e, na boca nem pensar. Mas não tenho saída. Eles nasceram aqui e se eu não der vão comer do lixo. Embora a vizinhança também dê. Eu sei porque os sem vergonha não passam aqui em casa quando tem turistas nos feriados.

Caramba! Esse é o Feinho
                                 

                                     

sábado, 17 de novembro de 2018

Filas do INSS

- Só gordo...
                         
Os conhecimentos passados nas salas de aula não podem fugir da praticidade. Uma matéria precisa ser correlata para as aplicações no cotidiano da população.  Dar princípios apenas na teoria corre o risco de ser perdido no cérebro do indivíduo.

Um exemplo simples e simplório é a matéria de Ciências. Se bem dada pode fazer surgir diversas vocações e, no mínimo, conhecimento de seu próprio corpo.

Eu tenho convicção absoluta que as filas do INSS são consequência da ignorância de muita gente. Ao sentir sintomas que não sabe interpretar a pessoa corre para o médico. E, estão certas  porque pode ser alguma coisa grave. Mas outras, muitas outras,  pode ser uma bobagem, reconhecida facilmente.

Uma vizinha, caseira de poucos conhecimentos, embora tenha irmão vereador no seu município de origem, tinha muita dor lombar. Vivia no INSS, chegou a ir a Vitória para fazer exames complicados, inexistentes por aqui. 
Um dia reclamou comigo que não aguentava mais. Eu disse a ela que a dor era chamada de lombalgia, consequência da má postura ao tratar das plantas e fazer limpeza na mansão do patrão. Que se ela não mudasse a forma de se abaixar, movimentar o corpo não haveria solução. Que ela estava empatando médicos e exames caríssimos do INSS em vez de prestar atenção nela mesma.
Então, ela com a maior simplicidade do mundo, disse que tudo era de graça, que ela não pagava nada. E arregalou o olho quando eu disse que nada era de graça, que tudo era pago pelos impostos , pelo dinheiro público e que o INSS tinha um déficit imenso, correndo o risco de acabar. Não conseguia ver, até então, que nada é de graça, que alguém está sendo pago. Sequer,  que os exames são terceirizados e algum empresário está ficando rico com exames que o médico sabe desnecessários.
 Mostrei pra ela como devia mudar o comportamento  quando  jardinasse  ( e as plantas são muitas na casa dela), como abaixar-se  corretamente para pegar peso ou algo. Guardar as receitas dos médicos para usar o anti inflamatório e o spray se aparecesse de novo.
Consequência ? Nunca mais ela teve nada. Ficou admirada do médico não passar para ela a necessidade de mudar de atitude. Apenas, um deles havia dito que era má postura e ela nem sabia o que era isso.

Não estou generalizando  mas conjecturando. Um pouco de conhecimento pode aliviar a vida mesmo que de forma simplista. E as filas do INSS poderiam ficar menores.

Que nenhum médico me corte a cabeça!!!!

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Ao populacho, o improviso

Muita gente, muito bloco. Uniforme.
                           

Para os pobres sempre se cogita o meia-boca. Sejam casas, escolas, carros, serviço de saúde e o quê mais. Entretanto, sequer precisa nada megalomaníaco mas apenas o simples, no capricho.

A prestação de serviço do  Programa Mais Médicos segue esse comum, o planejado. O enfoque sempre é o da ajuda. Nunca passa  pela obrigação de prestar o melhor serviço para a população.

Vou fazer uma comparação com os dentistas. Eu fui advogada de uma seccional de Conselho Regional de Odontologia. Um dos conselheiros tinha por programa e dedicação o combate ao dentista prático. Assim, fizemos um plano, com fiscal voluntário, dentista engajado na mesma luta e montamos a parte jurídica. Viajamos pelo estado para autuar, com perigo pela reação dos práticos e falta de apoio dos delegados. Em um  caso,   corremos risco de vida.

Mas não contávamos  encontrar  resistência  no Ministério Público, delegados e até juízes. Precisamos fazer caravana composta do presidente do CRO regional, fiscal, alguns conselheiros e eu  até o presidente do Tribunal de Justiça, do procurador do MP e Secretário de Segurança para pedir apoio. Levamos um susto quando o discurso de todos era que devíamos aceitar o prático porque atendiam onde não havia dentista, fazendo um serviço importante.

Tivemos que formular um discurso que o prático era o exercício ilegal da profissão, que cometiam crimes como lesão corporal e até  sépcia importante. Foram providenciadas fotos de consultórios absurdos na absoluta falta de higiene. Pedreiros, motorista de ônibus, vendedora de loja, lavador de carros estavam entre eles.
Um caso foi  um casal de   gays que viajavam pelo Brasil em um ônibus adaptado, com o leito no fundo. Usavam água em baldes, coletado em torneiras públicas. Eles paravam nas ruas e atendiam uns e outros. Foram presos em flagrante e saiu até no jornal. Nem sabiam o que era esterilizar.

Foi degradante ver uma autoridade máxima do estado defender o absurdo e tentar convencer o presidente da classe  a  deixar prá lá.
Não foi deixado, mas argumentado exaustivamente que dentista é uma profissão científica como é a medicina ou o engenharia, precisando de conceitos universais do saber e não da improvisação.

Assim, quando vejo as defesas do atendimento médico  aos necessitados, aos abandonados nas periferias do Brasil, com médicos improvisados, sinto  um cinismo enorme do poder , das autoridades de um governo vagabundo que usa do bom e do melhor na saúde para si mesmo  mas fornece o a menor  ao povo usado e abusado pelo discurso falso e pegajoso.
Lembra-me a figura dos poderosos que comiam nas mesas fartas, com as sobras para os escravos. Ou  para os serviçais com porta divisória no ambiente familiar. Para não ser radical e citar as migalhas jogadas aos cães, esperando sentados no chão.

Não sei quem são os médicos cubanos. Eles também estão atrás da vida e merecem respeito. Mas precisam sim exercer sua profissão, passando pelas mesmas exigência de qualquer profissional, na sua área e campo de atuação.

Dizer que a população abandonada não tem assistência médica regular e por isso merece ser atendida por médico improvisado é o mesmo que aceitar  o dentista prático como solução para a saúde bucal.

O Brasil e os brasileiros são muito mais do que isso.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

CPF nas farmácias

                       

É sobre os pedidos de fornecimento do CPF nas farmácias ou outros estabelecimentos comerciais.

Não estou aqui para dar conselhos a ninguém mas comentar a esquisitice, à primeira vista, do que alastra-se por aí.

Se pedirem seu CPF não dê. Analise rapidamente se o desconto vale a pena. Se for pequeno e não lhe fizer diferença, não leve em conta. É o preço do seu CPF.

Como precisei comprar anti inflamatório para minha gota no joelho, deparei-me om uma insistência muito grande da vendedora. Quase não pude comprar com a moça irritada, coagindo-me ante minha negativa de fornecer o CPF. É que bateu meu treinamento de advogada e quando isso acontece, eu finjo que sou um cliente a consultar minha opinião.

Perguntei a ela o que valia meu CPF em uma compra tão pequena. Ela enrolou um monte de coisas.
 Não dou CPF para ninguém. Vi uma mulher fornecer o número quase automaticamente. Depois um homem fez o mesmo. Comentei com o cara que estava na minha frente e disse a ele para não dar, a menos que o desconto fosse grande. Disse a ele do perigo de fornecer número de documento em um tempo onde tudo pode acontecer e vemos horrores nas notícias. Ainda falei que iria procurar informação melhor para não parecer peixe fora d'água. Ele não disse nada mas deixou-me passar na frente , talvez para ver como eu faria e não sei o que ele fez. Fiquei pasma com a negligência ou ignorância. As pessoas não querem buscar informação, o saber, o viver com mais cuidado!

Portanto, para você que passa por aqui, pense bem antes de fornecer o número de seus documentos para desconhecidos.

Aqui vai um comentário que reproduz, mais ou menos, o que me foi dito na farmácia:

Guilherme Torrezacn
Esse "Fato curioso" é bem falso, pois eu trabalho nessa rede farmacêutica citada e posso garantir que não temos acesso aos dados de cliente algum. O cadastro é pra fidelizar, dar descontos e benefícios as pessoas. E caso vocês não saibam a venda de medicamentos controlados só é feita com a apresentação de documentos e dados pessoais do paciente, não é regra da farmácia é lei da Anvisa. Imagine aqueles que fazem uso contínuo de um determinado medicamento tendo que passar por essa burocracia mensalmente. O cadastro é necessário e facilita muito o atendimento ao paciente. Cuidado com as mentiras que compartilham!
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Entretanto, quando a moça forneceu o CPF a moça do caixa falou o nome dela...
Apenas para facilitar informação: KLIKA
Você decide.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Abaixo a tortura

                          Cantor italiano Zucchero / Herivelto Martins

A coisa anda de tal maneira que os donos da verdade tomaram o Brasil por portas da ditadura, deram-se  de perfeitíssimos em todos os ângulos e cantos. Até na música.
Cansei de ouvir os lindos da bossa-nova ou da  auto proclamada Música Popular Brasileira, como se tivéssemos outra música que não fosse do povo, rirem, debocharem da música antes deles.

Quem me acompanha sabe que sou do rock. Prefiro Nelson Gonçalves a João Gilberto. Tenho pavor do roquinho Yiê-Yiê-Yiê porque rock não é música de protesto mas protesto em si mesmo. Definitivamente, não gosto do compasso, da batida da bateria, que Ringo Star me desculpe.. Eu sou radical com as exigências dos  meus ouvidos. E uma prova é quando, de certa feita, entrei no carro de um paquera   ( crush, nos dias atuais)  ele colocou bossa nova e disse que era seu estilo preferido. Caramba! Assinou sua sentença de morte. Até hoje deve estar pensando porque voltei para casa de forma intransigente. O quê ? Sou contra a tortura.

Duvido que eu mesma consiga ver um desses programas modernos de calouros  por mais de seis segundos. Os pseudos cantores, em plenos pulmões, berram músicas só conhecidas pela patota.

Li, em um desses portais onde a língua portuguesa é assassinada todos os dias, julgadores pedindo desculpas porque uma caloura cantou música de roda, do folclore do Brasil, Portugal e Algarve, cantada em todos os lugares onde o português é falado. Coitada, que papelão ! Teria sido elogiada se cantasse música estrangeira  dos guetos.

Portanto, é fora do Brasil onde o melhor da nossa música pode ser lembrada. Embora misturem tudo sem preconceito como eu. Tô sabendo ...

Espelho invertido

                                     

Não sei, exatamente, a quantas andam as vantagens de ser um país cristão.
As igrejas cristãs pregam, descaradamente há séculos, a primazia  do homem sobre a mulher, o servilismo natural para a bestunta, as tantas vantagens dos poderosos sobre os servos, a culpa judaico cristã que enche os consultórios dos psicólogos e psiquiatras de loucos de todos os gêneros. A bondade obrigatória para com os sofredores no nascedouro nem que for com doação de roupa velha ou cinco reais, agregados  na conta do telefone.  O lugar a que cada um tem que submeter-se para ter entrada garantida no Céu. E não se refere a sexolândia mas também. Pois que sexo são dois, casar e procriar é para os outros, aguentar a vida dura sem piscar é qualidade e resgate para a glória. Ser livre é fazer o que os fofoqueiros da vida alheia determinam ou os oráculos decadentes que não sabem a hora de retirar-se.

A leitura de um livro Honoráveis Bandidos, de Palmério Dória ou A vida secreta de Fidel Castro, de Juan Reinaldo Sánches mostra que os extremos diferentes nas ideologias públicas podem ser iguais na corrupção privada e na forma de tirar vantagem do poder em benefício próprio e dos seus. Sem medo de ser feliz. Sai um otário todo dia de casa. E, a aplicação das teorias cristãs podem ter sido pregadas com cola definitiva  no inconsciente  mas, doa a quem doer, a favor de quem chegou no topo da humanidade. O uso da turba, pelo espertinho da vez, não  difere.

Vai ser duro, para quem não ama a polarização e está desejando paz e prosperidade no Brasil, continuar a conviver com o discurso de ódio invertido. Se antes o ignorante era o outro, agora é o de hoje. Se o ladrão era o petralha que perdeu o dedo para não trabalhar, agora é o pretenso honesto que vai pescar com vara em lugar protegido por lei. Se a ditadura do proletariado era a meta, agora é a volta ao nazismo. Ignorante ontem, ignorante hoje. O discurso de quem tem tempo para difamar os outros em espelho invertido. Ganhar a vida preso no apontar o dedo duro. Como ontem, hoje. Nos mesmos lugares e pelos mesmos medíocres com certeza pessoal de genialidade.

O interessante é que, tanto uns quanto os outros emitem sons iguais no ódio. Este  pode ter alguma tentativa de explicação por cientistas  do comportamento humano, esculpido  com as letras das teorias estrangeiras e vetustas, sejam quais forem. Peças sem vida no jogo dos espertos.

Quem paga o preço é a , desde sempre,  massa de manobra.

Não sei se fica feio eu dizer, vão à merda...

domingo, 11 de novembro de 2018

Milhões perdidos em carretas abandonadas

                                  

As notícias, as denúncias farão parte das mídias sociais nas suas várias vertentes.
Não adianta reclamar de quem usa a internet para comunicar-se com seus iguais.

Selecionar notícias para agradar uma vertente política ou social pode acabar com a mídia tradicional que ficou tradicional demais. Ser avançado é ser livre e poder noticiar livremente.
Não sei o que se passa em um jornal  que fica de olho nos acontecimentos no Brasil e prefere ser comandado por seus empregados. É o que se lê sobre artistas e jornalistas perseguidos por suas idéias e palavras. Isso, desde o caso Simonal, ocorrido na época da ditadura militar no Brasil. Entre parênteses, não sei porque ele não saiu do Brasil e foi cantar em outro país. 

Quero deixar para vocês essa notícia importante e que recebi no WhatZap. Devia ter sido motivo para um programa ou  notícias mas passou batido. Foi filmado por gente do povo em denúncia estarrecedora. O Brasil não é pobre mas a corrupção o faz miserável de terceiro mundo.

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Paixões do jornalismo

              

Desde quando aquele jornal estadunidense derrubou Nixon, o sonho de todo jornalista é repetir o feito. Inclusive o mesmo jornalista que liderou as reportagens naquela época, sem sucesso. Derrubar governos, custe o que custar.

Um documentário sobre o jornalista que liderou a queda de Nixon com o Washington Post, mostra que ele foi íntimo de John Kennedy na Casa Branca.  Era convidado, juntamente com a sua bela e loira esposa,   para jantares, festas, fins de semana, passeios em iates, pernoitava nas residências   e chegou a formar um quarteto com o casal  da presidência. Como ele era jornalista, de outro jornal que não o WP, essa promiscuidade com o poder desagradava a outros jornalistas  porque ele era o primeiro a receber as notícias de Camelot.
Com a morte de Kennedy, estourou a verdade; o jornalista dividia a esposa com o presidente. Tudo na hipocrisia total no que se passava na Casa Branca no governo do endeusado presidente mulherengo.

Após a morte de Kennedy, o jornalista separou-se da mulher, mudou de emprego indo trabalhar no WP, com carta branca. E, saiu-se muito bem. Fez do Washington Post um grande jornal.
Então Nixon foi eleito e  era inimigo de JFK. O jornalista  dividiu a esposa com JFK sem reação mas vingou seu ódio em Nixon. Ou por vingança pessoal ou vindita por Kennedy. Ou para trilhar o ódio da  política antagônica entre os dois partidos hegemônicos e eternos da democracia estadunidense. Não foi jornalismo puro.

Isso ninguém mostra mas se fizer uma pesquisa veremos, ainda hoje, que um jornalista de prestígio comanda toda a classe em sua forma de escrever e comportar-se. Esse, do Caso Watergate,  ainda faz história. É fácil encontrar o mesmo texto em a mesma notícia, nos portais diferentes, como se fosse cópia um do outro. Poucos tem a coragem de ser eles mesmos. Eu não conheço. Talvez um ou outro articulista mas que se acha de escolher um lado da vida e cuspir no outro, dividido em medíocres  e meros dois lados.

A verdade nem sempre vem a tona e as paixões no jornalismo são muitas e desconhecidas. Manter as barba de molho nunca é demais.

A verdade é mais embaixo: KLIKA

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Nada como antes

- Três dias de chuva, initerruptas, no ES
                     
Eu vivo, literalmente, em uma redoma. Não conheço nenhum tarado, nenhum praticante de sexo louco, nenhuma mulher doidivanas. O máximo que eu conheci de adúltero, foi Seu Carlos, nosso vizinho em Belo Horizonte / MG, cujas filhas coincidiam conosco em idade e, portanto, crescemos juntas.

O cara seria, o que hoje se diz, um viciado em sexo. Quando ficamos adolescentes a esposa do dito cujo aconselhou mamãe a não nos deixar ir lá enquanto ele estivesse. Papai orientou  mamãe ao aparecer no jardim  porque disse ter notado o fulano encarando-a de modo suspeito. Quando uma de suas filhas já tinha quinze anos, acordou de noite com latidos da cachorrinha no quintal, flagrou o pai abusando do animal. Ela morreu de câncer anos depois.

O Cine Metrópole em Belo Horizonte já foi ao chão mas foi testemunha de mais de uma vez, quando eu ia com uma de suas  filhas e ela dizia para sairmos rápido porque o pai estava lá com outra mulher. Saíamos como malucas e sem olhar para os lados. Quando não foi de certa feita quando fomos ao Cine Candelária, na Praça Raul Soares assistir o filme O Morro dos ventos uivantes, porque papai queria que conhecêssemos atores de verdade e demos de cara com ele, acompanhado. Ele nem se importou mas nós entramos rapidamente com papai, proibindo-nos de olhar pra trás para reparar a fulana.

Eu não suporto roupa imitando pele de onça porque ele deu um casaco de pele de onça,  verdadeira, para uma das suas mulheres e a esposa dele passou a chamar a fulana de Onça, dizendo que  o animal havia trocado de pele com a vagabunda. A mulher morava na rua do irmão da mamãe e cheguei a ver a coroa com o casaco. Eu tinha uns oito anos mas nunca esqueci. Caramba! A esposa dizia que toda puta tem pele de onça. Imagina quando vejo uma mulher com uma roupa de pele de onça, chego a arrepiar até hoje.

São muitos casos dele, que morreu deixando quase quarenta filhos, pois o primeiro nasceu quando ele tinha dezessete anos. Já tinha dois, com mulheres diferentes quando casou-se com vinte e a mulher grávida. A que era nossa vizinha e seus nove filhos. Naquele tempo não havia contraceptivo e nem exame de DNA. Já imaginou a bagunça?

Caramba! Isso tudo é para comentar o linchamento do jogador de futebol  Daniel Corrêa, vinte e quatro anos, convidado da família em festa de aniversário, veio de longe de avião e tudo, lá no interior do Paraná. E na festa o barco virou.
O assassino principal é um  brutamontes imenso de forte mas com o apelido de Juninho. Que meigo!
O cara é adepto da prática do jiu -jitzu, do  swing, de  bacanal com filha e esposa ciliconadas, pernões musculosos de academia, decotes vantajosos, cabelo pintado como toda gostosa, apreciador de narguilé e cocaína , bebiam todas a ponto dos convidados da festa terem  treze mililitros de álcool no sangue. Pelo menos foi encontrado nos exames do cadáver da  vítima.
O camarada fez uma festa para comemorar os  dezoito anos de sua filha única que durou dois dias, acabou na madrugada do dia seguinte com a morte por espancamento do jogador, iniciado no interior da casa, com direito a dentes e costelas quebrados, degola e órgão sexual cortado e jogado pra cima, caiu no galho de uma árvore, no local onde o corpo foi abandonado e onde  terminaram o crime porque tem sangue esguinchado para todo lado. Seis pessoas participaram do crime e os convidados, todos chapados e sem condição de colocar um fim na barbárie. A princípio o rapaz estava fazendo um selfie no quarto do casal, com a mulher dormindo, para exibir aos amigos como conquista. A verdade ,até agora, não apareceu.
Tudo família !!!!

É, não se fazem mais sem vergonhice  como antigamente.