quarta-feira, 25 de maio de 2011

Código Florestal

Autora: Josiane Antunes


A Câmara Federal aprovou o Código Florestal com uma emenda importante: Os estados terão o poder de decisão na declaração das terras que deverão ser preservadas e das que serão recuperadas nas áreas de encostas e de beira de rios de acordo com quatro itens expressos.

O que me chamou a atenção nos debates foi o papel agressivo,ofensivo até, dos deputados urbanos em relação aos de origem rural. Os argumentos tão diferentes levaram à votação final.
Depois a mídia noticiou tudo diferente com detalhes nada a ver. A mídia internacional destacou que o Brasil aprovou a anistia dos desmatadores da amazônia o que é uma mentira deslavada.

Não é difícil saber que no interior do país muita gente mora na beira dos rios porque é lá que está sua vida,sua profissão. Outra coisa bem óbvia é a plantação de café e uva nas encostas. Aqui no ES  o café é plantado em encostas dos morros  na maioria das cidades, grandes produtoras. Também planta-se muita banana nas encostas dos morros. Não é possível exigir que esta gente, há tanto tempo produzindo riqueza, tenha que abandonar suas terras porque meia dúzia de urbanóides defende catecismo estrangeiro. A própria Europa planta as uvas e as oliveiras em encostas, e , portanto não tem moral para dar pitaco.

O discurso dos brasileiros,defensores de regras ditadas por discursos decorados de cartilhas alienígenas, é pautado nos mesmos parâmetros daqueles com relação ao povo brasileiro.Querem que nós façamos o que eles não fizeram e colocam nos outros a responsabilidade de salvar o mundo dos absurdos que cometeram. Que cuidem da suas vidas porque está provado que são competentes quando podem explorar povos e terras.

Gostei da Câmara tirar a federalização das decisões peculiares de cada estado. Além disso, gostei que a federação não tenha sido fortalecida pois já é um monstro a proteger os estados mais fortes e decidir sempre de acordo com os interesses destes.
Tomara que o Senado mantenha esta conquista e Dilma respeite a decisão do Congresso pois ela disse que vetará tudo que sair do  projeto enviado pelo executivo. Isto soa como autoritarismo e desprezo às decisões do legislativo.

Os interesses dos grandes negócios e especulações de comodities no mercado futuro internacional, podem esperar.

Está desatualizado? KLIKA

Vale a pena ler: KLIKA

5 comentários:

Murdock disse...

Ecochatos que nem sabem do que estão falando.

Anônimo disse...

Olá trata-se a 3ª vez que encontrei a tua página e adorei tanto!Espectacular Projecto!
Até à próxima

Jota Effe Esse disse...

Magui,a mata ciliar é mesmo um assunto pra quem entende, e precisa ser amplamente discutido, visando o bem estar geral. Eu vejo 100 metros como uma boa faixa para as margens dos rios, e a troca de culturas como soja e outras, que não fixam o solo, por frutíferas é uma boa. Meu beijo.

J.F. disse...

Magui, é isso! Legislativo tem que legislar sem medos de rosnados do Executivo. Se a Presidente vetar? O Legislativo tem o poder de derrubar o veto. E cada estado, de acordo com sua vocação, sabe o que é bom para si. E deixemos em paz os que realmente produzem.
Abração.

Fábio Mayer disse...

O problema, Magui, é que os estados já têm algumas atribuições ambientais e, no caso específico do PR, às delegam aos municípios.

E os municípios, 90% deles são corruptos e/ou incompetentes e o medo é que isso aconteça com essa regra do Código Florestal.

Razão pela qual, não aceito nem pensar na estadualização dessa competência.

Outro aspecto é o da anistia. Não é possivel anistiar, anistiar é um ato tão grave e tão ofensivo que sua pura e simples discussão decuplicou os níveis nacionais de desmatamento, porque os espertos, os safados, os sem caráter se fiam numa suposta anistia para encher as burras de dinheiro.

Se for para mudar a regra, que mude, mas... sem anistiar ninguém e aplicando a lei... doa a quem doer!

Estou com dificuldades em acessar o blogspot nesses dias, por isso...ando sumido.